Mercado livre tem novos critérios de entrada, manutenção e saída.

O mercado livre terá novos critérios de entrada e manutenção para comercializadores  e novos critérios de saída para consumidores. As novas regras estão dispostas na Resolução Normativa 1014, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 25 de abril. O objetivo é aumentar a segurança das operações de compra e venda de energia elétrica, em um contexto de expansão do Ambiente de Contratação Livre (ACL).

As comercializadoras de energia serão organizadas em dois grupos: tipo 1 serão empresas que poderão negociar sem limitação de volume de energia, desde que comprovem patrimônio líquido mínimo de R$ 10 milhões, e Tipo 2, que ficarão limitadas a negociação de até 30 MW médios por mês. Outra mudança, os  agentes serão desligados caso fiquem inadimplentes na liquidação financeira do Mecanismos de Venda de Excedentes (MVE). 

Outra mudança importante foi o aumento de R$ 1 milhão, para R$ 2 milhões do valor de capital social necessário a ser apresentado à CCEE quando do requerimento de um novo agente, para comercializar energia.

Os consumidores também precisam ficar atentos às mudanças. Agora, o processo de desligamento na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) começa sempre que houver ajuste nos volumes associados a contratos de venda por parte do comprador ou cessionário. 

A CCEE terá 60 dias para concluir o procedimento de desligamento, que poderá ser suspenso caso o agente não possua outros descumprimentos e aporte garantias financeiras (caução).

Lembrando que a caução não isenta o agente do pagamento integral dos encargos moratórios correspondentes, na liquidação financeira subsequente.

O agente poderá ser desligado por três motivos: de forma compulsória, por solicitação do agente ou inadimplência. Neste último caso, a CCEE deve instaurar procedimento administrativo, notificar o consumidor e oferecer tempestividade a sua defesa e pedir o aporte do principal de seus débitos na liquidação financeira ou comprove adimplemento na data prevista no calendário financeiro.

O prazo oferecido para manifestação é de dez dias, contados a partir da notificação. Quando o valor da inadimplência for inferior a R$ 3 mil, não havendo conduta reincidente ou contumaz, a CCE pode impor restrições.   

A CCEE também poderá determinar ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ou às distribuidoras a desconexão de geradores com débitos no Mercado de Curto Prazo (MCP). O ONS e a CCEE terão até 30 de abril de 2023 para adequar seus procedimentos de acordo com a REN 1014/22. 

Ainda consta na agenda de segurança do mercado os aprimoramentos dos processos de monitoramento dos agentes e salvaguardas financeiras. As consultas públicas 10/2022 e 11/2022 receberão contribuições até 23 de maio.

Capitalização da Eletrobrás aguarda avaliação final do TCU para avançar

A processo de capitalização da Eletrobrás aguarda avaliação final do Tribunal de Contas da União (TCU). Em sessão no dia 20 de abril, o ministro Vital do Rêgo solicitou vistas do processo, justificando que as informações sobre o impacto na conta de luz da população eram insuficientes, com tal solicitação, a sessão foi suspensa por 20 dias. A expectativa é que o processo retorne à pauta no dia 18 de maio. Essa é a segunda etapa de apreciação do processo pelo TCU. Em fevereiro, a autarquia aprovou, durante sessão extraordinária, a modelagem econômico-financeira.

A capitalização da Eletrobrás consiste em reduzir a participação da União no controle acionário da maior companhia de energia elétrica da América Latina. A previsão do Governo Federal é que a oferta dessas ações no mercado financeiro resulte em uma arrecadação de aproximadamente R$ 67 bilhões. 

Parte desse valor (R$ 32 bilhões) será utilizado para amortizar os encargos do setor elétrico, com aporte ainda em 2022 no valor de R$5 bilhões. Uma segunda parte (R$ 25,3 bilhões) será utilizada para pagar a renovação da concessão de 22 hidrelétricas e R$ 9,7 bilhões serviriam para custear as obrigações de investimento em recuperação de bacias hidrográficas e  a dedução dos créditos relativos ao reembolso pelas despesas comprovadas com aquisição de combustível, para concessionárias pertencentes ao sistema isolado. 

Uma ação popular encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) pede a nulidade do processo, alegando subavaliação na precificação de valor da Eletrobrás em R$ 46 bilhões. Em fevereiro, esse também foi o argumento trazido pelo ministro revisor Vital do Rêgo. O magistrado disse que os valores estariam subavaliados em R$ 63 bilhões, o que elevaria o valor da capitalização da Eletrobrás para R$ 130 bilhões, o dobro do previsto inicialmente. 

Segundo o presidente da companhia, Rodrigo Limp, desde 2014 o valor de mercado da empresa saltou de R$ 9 bilhões para os atuais R$ 60 bilhões. Só nos últimos três anos, a companhia acumulou R$ 22 bilhões de lucro. 

Com a capitalização, a Eletrobrás pretende ganhar musculatura financeira para voltar a investir em novas usinas de geração de energia e linhas de transmissão. Até 2026, a Eletrobrás tem um plano de investimento de R$ 39 bilhões, ou seja, uma média de R$ 8 bilhões por ano, porém a falta de capacidade financeira faz com que a empresa consiga investir apenas metade disso. 

O processo de capitalização começou em fevereiro do ano passado, com a publicação da Medida Provisória n° 1.031. A MP foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio do mesmo ano, e em junho no Senado Federal. A MP foi convertida na Lei 14.182 de 13 de julho de 2021. 

Como ser digital, seguro e humanizado no processo de sucesso do cliente?

O setor elétrico está passando por grandes transformações e o motor de toda essa mudança está na própria sociedade. Agora, já não basta só produzir e entregar a energia. O cliente quer uma energia renovável, limpa, entregue de forma customizada e com o máximo de eficiência

O Grupo CPFL prevê investir R$ 1,8 bilhão (2020-24) para oferecer energia sustentável e soluções inteligentes que criem valor compartilhado com a sociedade.  

Entre os nossos desafios estão atingir 90% dos atendimentos pelos canais digitais, implementar telemedição para todos os clientes de alta tensão, investir R$ 350 milhões em automação das redes de distribuição, e mais R$ 45 milhões no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade elétrica.

Para atingir todos esses objetivos, contamos com o comprometimento de nossos 13 mil colaboradores, um bom planejamento estratégico e constante melhoria dos processos internos, trazendo cada vez mais, o cliente ao centro de nossas metas.

Segundo Gustavo Estrela, CEO do Grupo CPFL Energia, durante a pandemia 87,5% das empresas no Brasil aceleraram projetos de transformação digital. E o grupo CPFL Energia faz parte desse movimento. 

Recentemente, lançamos uma nova área de Customer Sucess (CS). Através desse canal, nossos clientes podem enviar sugestões de melhoria de processos, produtos, serviços e canais de atendimento. O time também  é responsável pela frente de BPM (Business Process Model), o qual garante a excelência dos processos internos. No entanto,  é comum pensarmos em tecnologia e inovação como interações frias e impessoais com clientes, então, neste cenário, a nossa preocupação como grupo é ser digital, seguro e humanizado, ao buscar o seu sucesso como cliente. 

Essa questão foi o cerne do nosso último episódio do C-Liga, que juntou Gustavo Estrela, CEO do Grupo CPFL Energia e Dennis Wang, especialista em tecnologia, que foi vice-presidente de Operações do Nubank e responsável pela área de atendimento desde 2017. 

C-Liga nesse papo de alta tensão! 

No Dia Mundial da Energia lembramos que todos devemos fazer a nossa parte

Em 29 de maio é comemorado o Dia Mundial da Energia. Com surgimento em 1981, em Portugal, a data tem por  objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância de economizar energia e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias de produção de eletricidade que utilizem recursos naturais renováveis e limpos – como água, vento e sol. 

Nesta data são organizadas diversas atividades como forma de evitar o desperdício de energia. Cada pessoa, porém, pode fazer a sua parte. Basta adotar pequenas mudanças de hábitos, como desligar aparelhos eletrônicos quando não estiverem em uso, desligar lâmpadas, tomar banhos curtos, reduzir o ar condicionado em ambientes vazios e aproveitar bem as lavagens de roupas, concentrando o máximo de peças possíveis. 

Segundo o Gerente de regulação da CPFL Energia, Jairo Barros, somos uma sociedade dependente de energia elétrica. É um item essencial para todos, garante dignidade e uma forma mais confortável de viver. Por isso a importância de evitar desperdícios.

Não por acaso, a empresa prevê investir em instituições que impactam diretamente a comunidade baixa renda e a sociedade como um todo, de forma a colocar R$ 350 milhões em ações de eficiência energética. Além disso, temos como meta integrar aspectos de sustentabilidade no processo dos fornecedores críticos. Tudo isso até 2024.  

Hoje 99,98% das residências do país tem luz. Entretanto, pouco refletimos sobre como a energia – que alimenta nossos lares, empresas e ruas – é produzida e transportada. Um bom caminho é compreender como funciona o setor elétrico no Brasil. Para jogar luz sobre esse tema, o podcast C-Liga entrevistou Newton Duarte, presidente executivo da COGEN – Associação da Indústria de Cogeração de Energia, que contou sobre a construção do setor elétrico no Brasil, o qual começou em 1895, em Juiz de Fora (MG), onde foi erguida a primeira hidrelétrica do país. De lá para cá, muito investimento foi feito na diversificação das fontes de energia. Hoje o país pode contar com um leque de fontes renováveis  como hidrelétrica, biomassa, solar, eólica,  e fósseis, como carvão, óleo, gás natural, nuclear. 

Que tal aproveitar o dia da Energia e saber mais sobre como funciona o setor elétrico? C-Liga!

Diversificação da matriz energética: popularização de soluções de fontes de energia renovável

Energia é um insumo valioso para qualquer sociedade. Sem ela seríamos incapazes de produzir alimentos, produtos, serviços, nos deslocar com velocidade e gerar desenvolvimento econômico e social. Historicamente, o carvão e o petróleo foram os principais combustíveis do mundo. Mas isso está mudando por uma necessidade de redução de custos, segurança do abastecimento e, principalmente, garantir a sobrevivência da vida na Terra. 

O que se chama de “transição energética” consiste em um esforço global para reduzir o uso de energéticos com base em combustíveis fósseis (caros e poluentes) e aumentar os investimentos em tecnologias renováveis. Segundo Elbia Gannoum, diretora presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica),  a energia renovável é aquela que utiliza recursos da natureza que são inesgotáveis para produção de eletricidade, como rios (hidrelétrica e PCH), vento (eólica) e o sol (fotovoltaica). 

“Estamos passando por um momento importante de mudanças climáticas e temos que atuar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE)”, afirma Elbia, durante a participação do nosso podcast C-Liga, para um papo sobre o cenário da energia no Brasil. 

Há basicamente uma fonte atualmente considerada limpa e não-renovável, que é a energia nuclear. Em casos específicos, a decomposição de matéria orgânica em reservatórios hidrelétricos emite gases de efeito estufa; nestes casos, são fontes renováveis, porém não limpas.

O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, pois cerca de 50% de nossa energia provém de fontes renováveis, em contraste com 16% da média mundial. 

Em termos de capacidade instalada elétrica, o país conta com 87% de participação de fontes renováveis. Essa taxa cai para 29% quando desconsideramos as grandes hidrelétricas. Estima-se (PDE 2031) que a participação das renováveis na matriz elétrica subirá para 94% nos próximos 10 anos, sendo 43% sem considerar as hidrelétricas. 

Com metas de zerar emissões de carbono (até 2050), pode-se observar um crescimento global de fontes renováveis em substituição a fontes fósseis. Este crescimento foi recorde em 2020 (+358 TWh), muito impulsionado pelas fontes eólica (+173 TWh) e solar (+148 TWh). 

O Brasil também é um dos países que mais cresce em produção de energia renovável no mundo. Em 2019 foi superior a 25 TWh, marco atingido apenas pelos países líderes no consumo de energia renovável: China, EUA, Alemanha, Índia, Reino Unido e Japão.

Para Karin Luchesi, vice-presidente de Operações da CPFL Energia, as empresas têm um papel relevante nesse processo de transição energética, pois estão colocando em prática os compromissos ambientais e sociais. “De 3 anos para cá a gente vê o grande cliente aderindo à energia renovável. Ainda que por um valor um pouco mais alto, esse custo se reverte em imagem e benefícios para a sociedade como um todo”, destaca a executiva. 

 “O papel da indústria de energia é conseguir ofertar energia limpa a um custo cada vez mais competitivo”, completa Karin, durante o episódio do C-Liga, conduzido por Márcia Mantovani, Gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da CPFL Soluções.

Há duas formas possíveis de comprar energia renovável, seja direto do gerador/comercializador no mercado livre, seja tornando-se um autoprodutor de energia. Temos um portfólio completo de soluções que podem ser customizadas para atender exatamente às necessidades dos nossos clientes.

Consumidor Livre ou Especial? Saiba a diferença.

Com certeza, você já se deparou com os termos consumidores livres e consumidores especiais, mas qual é exatamente a definição desses tipos de consumidores? Se você tem essa dúvida, este texto vai te ajudar! O Mercado Livre de Energia, é um ambiente de contratação energética, onde os consumidores e vendedores negociam com empresas fornecedoras de energia, preços e flexibilidades. Hoje podem fazer parte do mercado livre de energia dois perfis de consumidores: livres e especiais.

O consumidor Livre tem como característica empresas eletroenergéticas, , com alto consumo de eletricidade (indústrias de cimento, extrativista, siderúrgicas, montadoras de veículos, etc.) Conforme regra atual, se faz necessário ter demanda acima de 1 megawatt (MW). Já os consumidores Especiais devem ter carga entre 0,5 MW e 1 MW. Esse grupo é formado por comércios, pequenas indústrias, shopping centers, padarias, farmácias, entre outros. 

Atenção: é possível realizar união de cargas para atingir o mínimo de demanda para entrada no mercado livre. Esse processo é conhecido como comunhão de cargas e é uma opção para quem deseja migrar para o mercado livre. Com isso, empresas de pequeno porte com mais de uma unidade consumidora na mesma localidade ou grupo empresarial podem unir as cargas, e juntas, atingirem o valor mínimo. 

Energia convencional e incentivada. A divisão entre os tipos de consumidores também impacta no tipo de energia que o cliente poderá comprar no mercado livre. A energia convencional tem como origem grandes hidrelétricas e termelétricas a gás natural, carvão e óleo combustível. Já a energia incentivada tem como origem tecnologias renováveis, como solar fotovoltaica, eólica, biomassa. 

No mercado livre, a energia convencional e incentivada costuma ter preços diferentes. A energia incentivada apresenta um spread em relação a energia convencional, e condiciona ao consumidor desconto % na TUSD. Trata-se de uma política pública para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias de produção de energia. 

Outro ponto que vale mencionar é que, a partir de 1º de janeiro de 2023, consumidores livres e especiais terão como limite mínimo a mesma faixa de carga. Isso significa que todos os consumidores com cargas acima de 0,5 MW poderão escolher entre energia convencional e incentivada. 

Estamos vivendo um cenário de constantes mudanças regulatórias, e isso pode impactar nas regras de tipos de consumidores. Então, convidamos você a ficar ligado em nossos artigos e em caso de dúvidas, consulta nosso time da CPFL Soluções, para saber qual é a melhor estratégia para o seu negócio.

Você também pode acompanhar nosso conteúdo completo e explicativo do Podcast, C-liga:

Abertura do Mercado Livre

Como começar no Mercado Livre de Energia


Entenda os efeitos do conflito entre Rússia e Ucrânia no Brasil

Os conflitos entre a Rússia e Ucrânia trazem consigo uma série de incertezas para o setor de petróleo e gás, pois a Rússia detém uma parcela significativa do petróleo importado pela União Europeia, além de ser o maior produtor global de Gás Natural Liquefeito (GNL).
Diante do cenário de conflito entre os dois países, as sanções deferidas pela União Europeia e Estados Unidos podem ocasionar uma elevação desenfreada de preços, e por consequência, podem resultar em uma restrição de suprimento de GNL a mercados não europeus, além de impactos sobre a inflação, juros e câmbio, cujos efeitos abarcam inclusive o Brasil.
O efetivo aumento do preço do barril do petróleo, impulsionado por estes confrontos, influencia diretamente no preço dos combustíveis no Brasil, criando-se uma grande pressão para que o governo brasileiro adote políticas públicas para reduzir os efeitos do aumento de preço.
Relacionado ao tema, atualmente existem iniciativas no Senado que ganharam força nos últimos dias, a primeira vem através do PL 11/2020, que busca a desoneração na tributação federal e no ICMS sobre os combustíveis, e a segunda, oriunda do PL 1472/2021 cujo objetivo é a criação de uma conta de estabilização de preços subsidiada por royalties, dividendos e participações da Petrobrás. Ambos os projetos de Lei possuem previsão de pauta no Senado ainda em março.
Instaura-se então, um movimento de instabilidade de preços no mercado mundial em várias commodities, onde percebe-se notório que as implicações econômicas e energéticas, que os confrontos entre a Rússia e a Ucrânia podem ocasionar, caso se estendam, também podem trazer impactos ao Brasil em setores diversos, consequentemente.
A exemplo disso, além da elevação do preço do gás e combustíveis, temos a elevação do custo da produção agrícola, dado ao fato de que a Rússia é o principal fornecedor de adubo ao Brasil, somada a recente suspensão Russa de exportação de insumos para fertilizantes.
Com a alta de custos, é possível haver um declínio na produção agrícola, ocasionando um impacto na demanda energética de toda a cadeia de suprimento de energia que este setor viabiliza, tais como a sua própria produção, transporte, industrialização, comércio e serviços.
A partir deste cenário de incerteza no mercado mundial, a transição energética de países com matriz predominantemente fóssil, torna intrínseca a necessidade de investimentos em outras fontes de energia buscando, por exemplo, uma menor dependência de Gás Natural Liquefeito.

Fornecer informações verdadeiras e confiáveis é uma maneira de colocar a segurança em prática

Os serviços digitais são fundamentais para oferecer praticidade e agilidade à tomada de decisão. No entanto, é preciso conhecer os riscos a que estamos expostos. Os hackers usam das mais variadas estratégias para conseguirem o que desejam, desde o sequestro de dados até confundir a sociedade promovendo a divulgação de informações que não correspondem com a verdade.

Em 2020, segundo estudo da consultoria alemã Roland Berger, o Brasil foi o 5º país que mais sofreu crimes cibernéticos. A pesquisa da Check Point Research indicou que, no ano passado, as organizações experimentaram 50% mais ataques semanais do que em 2020.

Isso explica porque a segurança no mundo digital está na agenda de todas as empresas.

Em geral, as elétricas operam com altos níveis de segurança, pois estão sob constante ameaça hacker. Uma invasão pode comprometer o funcionamento de uma infraestrutura elétrica ou expor dados de milhões de brasileiros, causando enormes prejuízos financeiros e reputacionais para todos os envolvidos.

Para proteger os nossos clientes, investimos milhões em segurança de dados e criamos plataformas próprias de comunicação para garantir o compartilhamento de informações verdadeiras e confiáveis. Utilizamos Podcast, Newsletter, Blogs e Relatórios de Gestão.

Recentemente, lançamos uma nova área de Customer Success (CS). Através deste canal, nossos clientes podem enviar sugestões de melhoria dos nossos processos, produtos, serviços e canais de atendimento. Também é possível enviar reclamações e elogios. O objetivo é aprimorar a experiência dos nossos clientes através de canais de contato seguros e transparentes. Afinal, a informação é uma grande arma para se proteger de fraudes digitais.

Você sabe o que é mercado de curto prazo?

O mercado livre oferece diferentes oportunidades para grandes, médios e pequenos consumidores de energia elétrica no Brasil (com demanda mínima de 500kW). Os consumidores livres (indústrias, shoppings, supermercados, comércios, serviços) contam com a vantagem de negociar preço, volume, prazo e outras condições customizadas que aumentam a eficiência do seu negócio.

O Mercado de Curto Prazo (MCP) é uma ferramenta fundamental para conferir segurança e liquidez ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Recomenda-se que todos os agentes com contratos registrados e validados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) conheçam o funcionamento do MCP. Isso inclui geradores, comercializadores, distribuidores e, principalmente, os consumidores livres de energia elétrica no Brasil.

O MCP é um processo de apuração das diferenças financeiras apuradas nos contratos de energia elétrica. As informações técnicas sobre o MCP estão na Resolução Normativa nº 622/2014 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Um consumidor livre que consumiu mais energia do que estava previsto no contrato poderá negociar essa diferença entre o contratado e o consumido no MCP.

Imagine que a sua empresa fechou um contrato de 100 megawatt-hora (MWh), ao preço de R$ 250,00/MWh, por um período de 24 meses. No entanto, você precisou aumentar a produção em um mês específico para atender a uma demanda imprevista dos seus clientes. Com isso, a sua empresa consumiu um volume de energia superior ao previsto nos limites contrato que você fechou com a Comercializadora.

Um ponto importante de destacar é que mesmo obtendo um contrato menor do que o seu consumo o fornecimento da energia é realizado normalmente. Contudo, para lastrear este consumo e evitar eventuais penalidades, recomenda-se que seja feita uma negociação via um contrato complementar no Mercado de Curto Prazo.

A energia deste contrato complementar, será precificada com base no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), mais um spread cobrado pelas Comercializadoras. Suponhamos que o PLD foi calculado em R$ 200,00/MWh e a Comercializadora escolhida estava cobrando R$45,00/MWh de spread, totalizando assim R$245,00/MWh.

Nesse exemplo, sua empresa aumentou a produção, faturou mais e ainda pagou um preço inferior ao do contrato original, o que aumentou o resultado final do seu negócio. Mas é importante destacar que o PLD é muito volátil e pode variar de R$55,70/MWh à R$640,50/MWh. Desta forma, é sempre recomendado que a contratação com a comercializadora escolhida seja bem adequada ao seu consumo projetado, evitando assim riscos. Essa operação do MCP deve ser realizada de forma esporádica para demandas não planejadas.

Quer entender os detalhes de funcionamento dessa ferramenta? Nosso time de gestão pode ajudar. Entre em contato conosco agora mesmo!

Responsabilidades financeiras do consumidor livre e a relação com a CCEE

O benefício econômico do mercado livre de energia elétrica é resultado de uma estratégia customizada e bem planejada. A jornada do consumidor livre inicia-se pela busca de informação. É nesse momento que o consumidor começa a compreender as vantagens competitivas de comprar energia negociada a preço de mercado e direto do comercializador e/ou do gerador. 

No caso de uma migração do ambiente regulado para o livre, também é necessário conhecer as condições para o encerramento contratual com a Distribuidora local que atualmente efetua a entrega de energia à sua unidade de consumo.

O passo seguinte é conhecer as responsabilidades desse tipo de negociação, como funcionam os compromissos financeiros e regulatórios, as penalidades aplicadas em caso de transgressão, e a relação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

O papel da CCEE é gerenciar o setor elétrico, à medida que também zela pelo fluxo de pagamentos do mercado de energia elétrica. A entidade registra e monitora o cumprimento dos contratos de compra e venda. É a Câmara que mede as diferenças contratuais (encontro de contas), recolhe os encargos e executa as liquidações financeiras dos devedores. 

Todos os agentes precisam cumprir suas obrigações junto à CCEE. Em caso de transgressões, a entidade é autorizada a aplicar sanções e multas previstas pela regulação. 

 A primeira obrigação do candidato a agente é o pagamento do boleto de adesão à CCEE, para que se inicie o processo de adesão.

O candidato a agente também necessita realizar a abertura de uma conta bancária no Bradesco agênciaTrianon/Masp, a obrigatoriedade se dá a todos os agentes, visto que todos os pagamentos e recebimentos para a CCEE são realizados através dessa instituição. 

Uma vez agente da CCEE, o consumidor tem a obrigaçdão de pagar a contribuição associativa. Essa taxa representa o rateio do custo da operação anual da CCEE entre os membros. A cobrança é feita mensalmente, sendo a única obrigação cobrada com boleto (ou débito). 

A liquidação financeira é o momento em que é feito o encontro de contas. Ou seja, é a avaliação entre o que foi contratado e consumido no mercado livre de energia, além da contabilização dos encargos e inadimplência do mercado.

Para exemplificar, imagine que um laboratório farmacêutico no mercado livre contratou 90 MWh, porém consumiu 100 MWh. Os 10 MWh de diferença serão fornecidos ao cliente, porém a precificação dessa energia extra ocorrerá pelo Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Nesse exemplo, o laboratório está em uma posição devedora na liquidação financeira daquele mês. Por regra, precisa – antecipadamente – aportar garantias no valor da diferença, acrescido dos encargos setoriais, que entenderemos mais a seguir, e qualquer outro ajuste decorrente de inadimplência.

Encargos de Serviços do Sistema (ESS) abarcam diferentes necessidades do funcionamento do setor elétrico. Por vezes, o sistema precisa acionar um recurso adicional para atender a demanda ou os requisitos de rede. Isso pode gerar um custo de operação que precisa ser pago via ESS.

O valor da garantia apontado pela CCEE precisa ser depositado integralmente no banco de custódia até a data efetiva da liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP), que ocorre todos os meses. O aporte de garantias, como o nome sugere, fortalece a segurança da operação no mercado livre.

O consumidor também arca com o Encargo de Energia de Reserva (EER) que é uma conta que custeia a energia produzida pelas usinas que dão segurança ao sistema elétrico brasileiro. A produção dessas usinas também é valorada pelo PLD. Em momentos em que a arrecadação é inferior aos custos (por exemplo quando o PLD está baixo), a CCEE utiliza o EER para fechar a conta, rateando os valores entre todos os agentes proporcionalmente ao consumo. 

Caso reste alguma dúvida sobre as obrigações financeiras, os clientes podem contar com a assessoria especializada da CPFL Soluções.