Você sabe como o storage de energia te ajuda a ser mais verde?

O Storage é uma forma de armazenamento de energia que abre portas para a diversificação da matriz energética, e consequentemente, nos possibilita cumprir com os compromissos firmados na COP-26

Existem diversas formas de guardar energia. No Brasil, 60% da nossa capacidade de geração é proveniente de hidrelétricas. Algumas dessas usinas possuem reservatórios que operam como grandes sistemas de armazenamento de energia renovável, acumulando água no período chuvoso (nov/abril) para gerar eletricidade no período seco (maio/out).

Enquanto consumidores, podemos constatar a evolução das tecnologias de armazenamento por baterias em nosso smartphones e notebooks. Afinal, hoje nossos celulares e computadores portáteis conseguem operar por mais tempo entre uma carga e outra. O conceito de energy storage é tão simples quanto os exemplos acima. No entanto, as diferenças estão na escala dos projetos e nas aplicações. 

A demanda por sistema de armazenamento surge à medida que precisamos aproveitar ao máximo os recursos energéticos, principalmente quando se trata das novas renováveis, como eólica e solar. Como podemos ver, com as tecnologias de armazenamento será possível estocar vento e sol, aumentar a eficiência da operação da rede e melhorar o aproveitamento dos recursos naturais.

Atualmente, a bateria de íon-lítio é a tecnologia mais promissora para armazenamento em larga, representando 93% dos 5 GW adicionados no mundo em 2020, de acordo com o último relatório (nov/2021) divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). 

No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou em 2017 P&D Estratégico nº 21/2016 – Arranjos Técnicos e Comerciais para a Inserção de Sistemas de Armazenamento de Energia no Setor Elétrico Brasileiro, cujo resultados deverão ser apresentados ainda este ano. 

Storage na prática: 

A CPFL Energia está tocando três projetos de pesquisa em armazenamento, com investimento total de R$ 66 milhões, dos quais R$ 27 milhões foram feitos pela própria companhia e o restante é proveniente de recursos do Programa de P&D da ANEEL. As iniciativas têm como objetivo avaliar os impactos da utilização de baterias no sistema elétrico, da geração até o cliente final.

Foram instalados sistemas de energy storage em cinco unidades da Rede Graal, dois em condomínios residências, em uma subestação de energia e em uma usina do Complexo Eólico Campos dos Ventos, no Rio Grande do Norte, da CPFL Renováveis. A potência dos sistemas varia entre 100 kW a 1 MW. 

O alto custo ainda é um grande desafio para o storage, porém a evolução tecnológica tem proporcionado uma importante redução de custos nos últimos 9 anos. 

Usinas Híbridas devem gerar redução no preço da energia, por otimizar geração energética

Usinas híbridas são geradoras que combinam energia de diferentes fontes renováveis, e já existem há alguns anos no Brasil, porém voltaram ao centro dos debates pelo papel desempenhado no combate aos efeitos da crise hídrica de 2021 e também pelo alinhamento com o conceito de ESG.

A sigla que, em inglês significa “environmental, social, governance“, refere-se ao conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança adotadas pelas empresas e cada vez mais exigidas por consumidores, acionistas e investidores.

Mas, em que momento as Usinas Híbridas se encontram com o ESG?

Na verdade, essa relação é bem próxima. Afinal, as usinas híbridas permitem ganhos em competitividade na produção de energia de fontes limpas e renováveis como a eólica e a solar, uma vez que ambas são complementares e para cada megawatt (MW) instalado de energia eólica é possível alocar até 35% de capacidade solar, conforme o cálculo de analistas especializados. A utilização mais recorrente dessas usinas representa, portanto, uma ótima notícia no aspecto ambiental.

Em relação à governança, também há vantagens bem claras, uma vez que ajudam a solucionar situações que demandam respostas rápidas. À exemplo disso, é possível citar a crise hídrica enfrentada pelo Brasil em 2021, em que as usinas garantiram produção energética em grande parte do cenário.

Por fim, o benefício social: além do maior acesso a um recurso fundamental que é a energia elétrica, as usinas híbridas aparecem também na geração de empregos nas regiões em que são instaladas, além da redução do preço da energia repassado aos consumidores, uma vez que este tipo de geração otimiza a eficiência energética.

Nas últimas semanas de 2021, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou o funcionamento das usinas híbridas “A regulamentação constitui uma alternativa para o uso eficiente dos recursos disponíveis. A inserção desses empreendimentos no sistema elétrico pode reduzir custos e postergar novos investimentos em expansão, especialmente nos pontos de conexão com a Rede Básica”, declarou Elisa Bastos, Diretora da ANEEL.

Quer saber mais sobre medidas relacionadas ao ESG?
Seguem nossas sugestões abaixo:

Venha saber como funciona o setor elétrico no Brasil

O setor elétrico pode ser referido como algo complexo, mas por estar presente diretamente no nosso cotidiano, precisamos entender como funciona ao menos de forma geral. Essa informação será útil ao realizar o planejamento energético da sua empresa, assim como para entender quais serviços serão imprescindíveis para alcançar a eficiência energética necessária para o seu sucesso,

Basicamente, a energia passa por três etapas: a geração, transmissão e distribuição. A matriz de geração energética brasileira é, em sua maioria, de fonte hidrelétrica, mas também pode ocorrer por meio de outras fontes, a exemplo da solar, eólica e térmica.

Das usinas até as distribuidoras, a energia é levada pelas malhas de transmissão que se espalham por todo o país e formam o Sistema Interligado Nacional (SIN). É esse conjunto de equipamentos e instalações o responsável por suprir todas as regiões com energia elétrica, garantindo também a estabilidade da rede.

A última etapa é a distribuição. Até chegar nas empresas de distribuição, a energia percorre todo o caminho em alta tensão. Tudo para evitar perdas e permitir a chegada aos centros urbanos. Cabe às distribuidoras, em suas subestações, rebaixar a tensão da energia elétrica conforme o nível indicado para cada cliente: nas residências e pequenos estabelecimentos comerciais a tensão é baixa, enquanto as empresas/indústrias de porte médio e grande recebem a energia em média tensão. A transmissão aos clientes finais é feita por fios condutores, transformadores, postes de energia e redes subterrâneas. 

Toda essa jornada, resumida nos parágrafos anteriores, envolve uma estrutura complexa e passa pelo trabalho de milhares de profissionais com diversas especializações. Para entender mais sobre o fascinante cenário do setor elétrico brasileiro, convidamos você a ouvir o primeiro episódio do nosso Podcast “C LIGA” – O SEU PODCAST SOBRE ENERGIA NA POTÊNCIA MÁXIMA”.

Sempre com convidados especiais, essa iniciativa da CPFL Soluções, promete tratar dos principais assuntos relacionados ao setor de energia, tirar dúvidas, abordar questões técnicas e curiosidades, quinzenalmente com convidados especializados no setor, a fim de aproximar a teoria com a prática da sua empresa.

Neste episódio recebemos a participação de Newton Duarte, Engenheiro eletricista, ganhador do prêmio 100 Mais Influentes da Energia da Década, promovido pelo Grupo Mídia – junho/2021), com mais de 40 anos de experiência no setor elétrico, passando por diversos setores nas empresas Siemens e General Electric.

Para completar este time de especialistas, contamos com a participação de Jairo Eduardo de Barros Alvares, Gerente de Regulação da CPFL Soluções. Você não vai querer ficar de fora desta conversa repleta de informações importantes. C Liga nessa novidade!

Especialistas do Setor alertam para a amplitude da crise energética

Veículos de comunicação reportam que a demora no atual governo em reconhecer a magnitude da crise pode elevar riscos de apagões

A atual crise energética pela qual o Brasil enfrenta segue sendo manchete nos principais jornais e mídias especializadas. A grande crítica de especialistas ao Governo reside na falta de incentivos à redução do consumo. Isso pois, as ações federais em curso até o momento se concentram em esforços para tentar garantir a oferta, com a expansão de geradores fornecedores de energia existente, com foco em ampliar a oferta disponível.

Contudo, a contratação emergencial de termelétricas pode reduzir a pressão por ora, mas não proporciona uma recomposição de reservatórios para 2022, se o período seco reiterar. Além disso, o custo de tais medidas emergenciais será repassado ao consumidor. O Operador Nacional do Sistema já vê risco de esgotamento ainda em 2021.

Em paralelo, o MME se posicionou em nota afirmando que tem feito campanha pelo uso consciente da água e que não há qualquer indicativo de corte de carga.

Com as medidas de expansão da oferta, o governo tem a expectativa de ampliar a capacidade de geração atual em 8% e da malha de transmissão em 10%. O maior problema, porém, tem sido a expectativa de crescimento de consumo pautado no avanço da retomada econômica, além do fenômeno natural La Niña, que afeta drasticamente chuvas no Centro-Sul e no Nordeste e reduz a geração eólica.

Ademais, outras medidas esperadas para serem já implementadas no início de agosto, para auxílio no enfrentamento da crise, avançam de forma tímida. A remodelagem do Programa de Resposta da Demanda, conforme prometido aos grandes consumidores que voluntariamente reduzissem o consumo nos horários de pico, entrou em Consulta Pública divulgada pelo MME na última segunda feira (02/08), e ficará disponível para contribuições até dia 09/08.

Entenda o que é Energia de Reserva

A Energia de Reserva foi criada pela Lei nº 10.848/2004 e regulamentada pelo Decreto nº 6.353/2008 e pela Resolução Normativa ANEEL nº 337/2008 e se destina a aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional -SIN.

Essa energia é produzida por usinas especialmente contratadas para esse fim e a sua contratação se dá mediante os Leilões de Energia de Reserva -LER promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica -ANEEL, direta ou indiretamente, conforme diretrizes do Ministério de Minas e Energia -MME.

Esses contratos são formalizados mediante a celebração do Contrato de Energia de Reserva -CER entre os agentes vendedores nos leilões e a CCEE, que é a contratante e gestora da Conta de Energia de Reserva –CONER, além de representante dos agentes de consumo, usuários de energia: distribuidoras; consumidores livres e especiais; autoprodutor na parcela da energia adquirida; produtor de geração com perfil de consumo; ou agente de exportação.

O valor da energia de Reserva é assegurado no Preço da Liquidação das Diferenças –PLD. Em situações em que o PLD está baixo e omontante arrecadado não é o suficiente para cobrir todas as despesas de operação e manter o equilíbrio da CONER, a dinâmica de contratação sofre a cobrança do Encargo de Energia de Reserva –EER, pago por todos os consumidores integrantes do SIN.

O cálculo do montante de encargo de energia de reserva a ser aportado por cada agente é feito pela CCEE, com base no histórico de consumo dos últimos 12 meses de cada agente, ou seja, quanto maior o consumo maior é a parcela de EER.

A Energia de Reserva e sua importância para o setor elétrico

Além de garantir o fornecimento de energia para todo o SIN, a Energia de Reserva, proporciona um mercado com maior diversidade nas fontes, com a possibilidade de construção de usinas renováveis advindas da energia solar, eólica e biomassa, que complementam a geração das usinas hidrelétricas.

Nesse contexto, o risco do sistema sofrer um déficit de fornecimento caso haja escassez de água, é mitigado pela Energia de Reserva.

Mercado de energia elétrica: tudo o que você precisa saber

O mercado de energia elétrica é um dos mais importantes do país, pois o recurso é necessário para a maioria das atividades que o homem realiza hoje em dia, seja para trabalhar, seja na sua moradia. A energia é utilizada para aquecer os lares ou esquentá-los, abastece os eletrodomésticos, as máquinas nas indústrias, os equipamentos nos hospitais, as escolas etc.

Para que você fique por dentro do assunto, criamos este post completo, em que trataremos as principais informações sobre o mercado de energia elétrica no Brasil. Siga conosco e aproveite a leitura!

Como funciona o mercado de energia elétrica no Brasil

Esse mercado surgiu no Brasil em 1879, quando Dom Pedro II contratou Thomas Alvas Edison para introduzir a tecnologia de lâmpadas incandescentes na iluminação pública. No ano de 1883, entrou em funcionamento a primeira usina hidrelétrica do país, localizada na cidade de Diamantina e até hoje, os rios são as principais fontes de energia.

Ao longo dos séculos XX e XXI, vários outros tipos de produção de energia foram sendo adotados pelo governo brasileiro, como termoelétricas, usinas nucleares, energia solar e eólica, além do maior investimento em hidrelétricas, com destaque para Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo até os dias atuais.

O aumento da demanda e a consolidação da energia elétrica trouxe a necessidade da criação do mercado de energia no Brasil, de responsabilidade tanto do próprio governo quanto do setor privado. O primeiro atua por meio da construção para a geração de energia elétrica, por exemplo, assim como por meio da regulamentação do setor, que, atualmente, se encontra sob responsabilidade da ANEEL.

Entre as ações do setor privado, destacamos a gestão da energia elétrica, auxiliando empresas para que consigam gerir de forma eficiente esse recurso tão importante. Para que isso seja possível, é importante que os gestores das indústrias e empresas tenham um amplo conhecimento sobre esse mercado.

O caminho percorrido pela energia elétrica

O mercado de energia começa nas usinas geradoras de energia. No Brasil, a maior parte da energia gerada provém das hidrelétricas. Elas correspondem a, praticamente, 70% da capacidade de geração instalada no país. A segunda fonte que mais gera energia para o país são as termelétricas, com 14%, em terceiro lugar e com 8%, está a energia eólica.

Na cadeia produtiva do mercado de energia elétrica, podemos destacar as distribuidoras de energia e seus agentes comercializadores, que não produzem energia, mas que podem atuar no mercado livre, comprando ou vendendo energia.

Dessa forma, os investidores que atuam no mercado de energia elétrica operam por meio de licenças, concessões ou autorizações. Vale ressaltar que essas autorizações são temporárias, com possibilidade de renovação. Para operar, as empresas do setor estão submetidas a uma série de regras de várias instituições, sendo a ANEEL a principal.

Além disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico tem importante papel, pois controla o estoque nas usinas hidrelétricas e faz a previsão da vazão dos rios, além de liberar maior uso das fontes de geração térmica para suprir a demanda, caso a produção nas hidrelétricas esteja abaixo do necessário.

Outros órgãos que devemos destacar são a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Principais números do mercado

Ao longo deste artigo, apresentamos alguns dados para os quais você deve ficar atento se quiser se inteirar no mercado de energia elétrica, como:

Entretanto, melhor do que decorar dados, é importante que você saiba como eles são compostos e quais são os meios de divulgação. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) coleta e classifica a carga e número de consumidores, utilizando dois sistemas para tal: o Sistema de Acompanhamento de Mercado (SAM) e o SIMPLES (Sistema de Informações de Mercado para o Planejamento do Setor Elétrico).

O Anuário Estatístico de Energia Elétrica dispõe de dados relacionados ao consumo de energia elétrica na rede de distribuição. O documento é feito a partir da análise de dados coletados e consolidados pela EPE. Esses dados são coletados todos os anos, pois a empresa tem o objetivo de manter os dados sobre o assunto sempre atualizados.

As estatísticas consolidam as informações públicas da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica. O trabalho é resultado da cooperação entre os agentes do mercado de energia, sejam eles os fornecedores, sejam eles os consumidores. Outro órgão que auxilia nessa construção é a Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (COPAM), mas com supervisão realizada pela EPE.

Outro ponto importante a ser destacado é a criação do Sistema de Acompanhamento de Medições Anemométricas (AMA), que consiste em um aplicativo para computadores. Esse aplicativo tem como objetivo realizar o registro das medições anemométricas e climatológicas fornecidas pelos parques eólicos que ganham os leilões de energia elétrica, tanto os de compra quanto os de venda.

Esses leilões são promovidos, de forma geral, pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia. As medições consistem em uma grande fonte de dados para estudos sobre a energia eólica. Entretanto, não se resumem a isso. O Anuário Estatístico de Energia Elétrica e a Resenha Mensal de Energia Elétrica fornecem subsídios completos para o estudo do mercado.

Situação atual com relação à produção e distribuição de energia elétrica

Como vimos, a energia produzida no Brasil tem diversas fontes: hidrelétricas, termelétricas, usinas nucleares, usinas eólicas e solares etc. Entretanto, a principal fonte ainda é a energia obtida por meio das hidrelétricas, principalmente, devido à capacidade dessas usinas em gerar energia, além da quantidade de rios caudalosos que o Brasil apresenta.

Além disso, esse tipo de usina geradora de energia dispõe de um amplo incentivo governamental, desde o Império, quando foi criado o primeiro complexo desse tipo.

Impacto ambiental e geração de energia sustentável

Maior usina do mundo em geração de energia, a Itaipu foi construída durante o regime militar e deixou milhares de ribeirinhos desabrigados, além de causar vários impactos à flora e fauna local. Dessa forma, urge que sejam debatidas novas soluções para a questão energética no Brasil, pois, apesar de a hidrelétrica produzir energia renovável, não pode ser considerada sustentável, porque ela afeta severamente o meio ambiente no qual é instalada.

Nos últimos anos, o setor de energia elétrica tem se diversificado quanto à produção, sobretudo, em razão do avanço da tecnologia das fontes de energia renováveis, como a solar e eólica. Além do mais, a preocupação da sociedade em relação à sustentabilidade impulsionou esse começo de mudança de paradigma no nosso mercado de energia elétrico.

As recentes mudanças nesse mercado

Outro ponto que devemos destacar como protagonista da mudança no cenário elétrico nacional são as empresas e a política de energia elétrica nacional a partir da década de 1990. Com as mudanças estruturantes que ocorreram no mercado de energia elétrica, como a criação do Mercado Livre, aumentou-se a competitividade e eficiência do setor.

Levantamentos recentes apontam que o Mercado Livre já corresponde a 30% da energia consumida no Brasil, por exemplo.

A geração de energia é realizada nas usinas hidrelétricas e termelétricas de forma majoritária. Após isso, a energia é enviada até as distribuidoras, que têm autorização para realizar a intermediação dela até o consumidor final, cobrando uma taxa pelo serviço acrescido das condicionantes externas do mercado. Essas empresas podem ser públicas ou privadas, e costumam variar de acordo com cada estado.

Como é gerada a energia elétrica

Várias são as fontes que podem gerar energia para o nosso consumo. Entre elas, podemos citar a água, a lenha, o carvão, o petróleo, o ar e o sol. Dessa forma, as usinas geradoras de energia têm o papel de transformar a energia desses elementos em eletricidade, o que varia de acordo com cada fonte. Como a maior parte da energia no Brasil é produzida por hidrelétricas, usaremos esse exemplo.

Nas hidrelétricas, a força da água do rio é utilizada no processo de geração. A usina é construída em um rio e, assim, quanto maior a sua vazão, mais eficiente será a usina. Após a construção do complexo, forma-se um lago, que, junto com a barragem, casa de força, subestação elevadora e linhas de transmissão, forma a estrutura da hidrelétrica.

A formação do lago, também chamada de reservatório, é uma das principais causas do alagamentos e danos ambientais, citados anteriormente como uma das críticas a esse tipo de geração de energia. Entretanto, falando de forma prática sobre o tema, esse lago é criado após a construção da barragem, que serve para reter a água do rio.

Nessa barragem, é construído o desaguadouro da usina, que funciona como uma pequena abertura pela qual deve sair o excesso da água do reservatório em tempos de chuva. Para produzir energia, a água sai do reservatório e é conduzida com muita pressão para os tubos até as turbinas e geradores, que ficam localizados na casa de força.

A pressão da água movimenta as pás, responsáveis por criar um campo magnético que produz eletricidade. Logo em seguida, para que a energia chegue às cidades, indústrias e ao campo, é necessário que seja aumentada a voltagem. Para isso, são utilizados os transformadores elevadores das subestações.

A energia elétrica é transportada, então, por meio de linhas de transmissão. Contudo, para chegar até as residências, a tensão é rebaixada novamente nas subestações localizadas na cidade e chega até as residências por meio de redes de distribuições locais, com postes, cabos e transformadores.

De que forma a energia elétrica é transmitida

Estação geradora

Como já falamos neste texto, a energia elétrica pode ser produzida a partir de diversas fontes, sendo as hidrelétricas as principais geradoras no Brasil. Dessa forma, o primeiro passo e protagonista da transmissão de energia elétrica são as hidrelétricas.

Subestações de transmissão

A energia produzida nas usinas sai direto para as estações de transmissão, em que passa por transformadores para aumentar a voltagem, operação necessária para que consiga chegar até a sociedade civil. Depois disso, a energia é conduzida para as cidades e indústrias por meio de linhas de alta tensão, que podem ser avistadas comumente nas estradas, por exemplo.

Linhas de transmissão

São torres altas de tensão que levam a energia elétrica por longas distâncias. Para reduzir as perdas de energia durante o caminho, ela é transmitida com uma grande voltagem. Por conta disso, as linhas de transmissão são áreas em que não é possível construir nenhum elemento, desde casas, comércios, indústrias ou praças.

Subestações de distribuição

A eletricidade passa pelos transformadores de tensão nas subestações para que tenha a sua potência diminuída e, assim, possa ser transmitida para as residências, comércios, escritórios e indústrias de pequeno porte. Só após esse procedimento, ela é enviada para a rede de distribuição.

Fiação dos postes

Após essa etapa, a energia passa para a fiação dos postes, em que é novamente submetida a uma diminuição da voltagem. Após o procedimento, passa pela fiação (subterrânea ou aérea), até chegar às residências, escritórios e comércios.

Consumidor final

Nos interruptores e tomadas de nossas casas, escritórios, ou comércios, a energia fica disponível para utilização no mesmo momento em que é acionada, tornando possível a utilização de equipamentos eletrônicos, iluminação, carregamento de aparelhos como celulares e notebook etc.

Quem é responsável pela distribuição da energia elétrica

A distribuição é realizada pelas empresas distribuidoras de energia elétrica, e elas podem ser públicas ou privadas. Assim como ocorre com a transmissão, a distribuição de energia é realizada por fios condutores, equipamentos de mediação, controle e proteção, além dos transformadores.

O sistema de distribuição é bastante ramificado, amplo, dinâmico e complexo, pois precisa chegar a toda a população, que se encontra espalhada por todos os cantos desse país. Podemos destacar a composição da rede de destruição por meio das linhas de alta, média e baixa tensão. Dessa forma, a energia distribuída varia de acordo com a potência adequada. Podemos dividi-las em redes elétricas primárias e secundárias.

Redes elétricas primárias

Essas redes são de média tensão. Têm como objetivo distribuir a energia e também abastecer as grandes e médias empresas, além das indústrias, que, por demandarem maior quantidade de energia, têm prioridade no acesso à rede.

Redes elétricas secundárias

Essas redes de baixa tensão atendem principalmente os consumidores residenciais, escritórios, iluminação pública, e pequenos estabelecimentos comerciais. No país, existem cerca de 80 milhões de Unidades Consumidoras (UC), que nada mais são do que pontos de entrega de energia com medição individualizada, o que corresponde a um único usuário).

A maior parte dessas unidades consumidoras, cerca de 85%, consiste em residências. Apesar disso, as indústrias são responsáveis por 35% por consumo de energia, o que se explica em razão do consumo de energia das máquinas industriais, como as caldeiras.

O processo histórico de urbanização e industrialização norteou as redes de transmissão e distribuição do país, de forma que os maiores centros urbanos e regiões mais industrializadas apresentam maior consumo de energia elétrica.

Como a energia elétrica é comercializada

O comércio de energia elétrica se divide, basicamente, em dois setores: o Ambiente de Contratação Regulada e o Mercado de Curto Prazo. Falaremos brevemente sobre cada um deles a seguir.

Ambiente de Contratação Regulada

Os leilões são regulamentados e efetuados pela CCEE, cumprindo uma norma da ANEEL. Dessa forma, ocupa um papel fundamental no Ambiente de Contratação Regulada — ACR.

Os compradores e investidores do ramo de energia, que participam dos leilões, formalizam a sua participação por meio de contratos registrados e acompanhados do ACR. Nos leilões definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), os leilões são realizados de forma direta pela ANEEL.

Os contratos estabelecidos têm uma regulação específica para aspectos como submercado de registro de contrato, vigência de suprimento e preço da energia. Eles são passiveis de alterações bilaterais dos agentes envolvidos, desde que isso seja feito de comum acordo.

Entre os principais contatos existentes no mercado de energia elétrica, podemos citar:

Mercado de Curto Prazo

Todos os contratos de compra e venda devem ser registrados no CCEE, independentemente se eles forem celebrados com aval do ACR ou CL. Esse órgão realiza a fiscalização constante da quantidade de energia consumida e produzida pelos agentes do setor.

As diferenças encontradas, sejam elas negativas, sejam positivas, são contabilizadas para que, posteriormente, seja feita a liquidação financeira no Mercado de Curto Prazo. Além disso, ocorre a valorização no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD).

Desse modo, o Mercado de Curto Prazo pode ser definido como uma seção do CCEE, em que são contabilizadas as divergências entre os montantes de energia elétrica encontrados no setor pelos agentes e consumidores. Tendo isso em vista, a fiscalização serve para regular e verificar os valores atribuídos a cada um dos agentes. Vale ressaltar que, nesse mercado, não há contratos, mas contratação multilateral.

Como esse mercado é fiscalizado e regulamentado

Como falado anteriormente, o comércio de energia elétrico é regulamentado no país, ainda que no sistema de mercado livre. Em especial, as diretrizes são estabelecidas pelos órgãos regulamentadores, como a ANEEL e CCEE. Destacamos abaixo os principais itens que você deve conhecer sobre a regulação do setor:

Além disso, é importante que você compreenda o conceito de mercado livre de energia. Como o próprio nome sugere, é um setor da iniciativa privada, criado e regulamentado durante a década de 1990, que permite que investidores e consumidores participem ativamente da compra e venda de energia elétrica de forma direta, no Ambiente de Contratação Livre.

O Ambiente de Contratação Regulada, também existente no nosso mercado de energia, ocorre quando os consumidores estão presos à compra de energia das concessionárias e distribuidoras, sem que haja a liberdade e concorrência entre empresas distintas. Dessa forma, quem opta pelo mercado livre de energia tem a possibilidade de comprar energia diretamente de empresas ou geradores comercializadores.

Sendo assim, o mercado de energia elétrica é bastante complexo e dinâmico, com diversas variáveis interferindo em seu funcionamento. Entre elas, destacamos aqui no texto que a política, clima e até mesmo a economia interferem de alguma forma no comércio e produção da energia elétrica.

O Brasil tem mais de 100 anos nesse mercado e a produção de energia acompanhou o processo de urbanização e industrialização no país, tendo se consolidado primeiro nos grandes centros urbanos do litoral e sudeste.

Atualmente, a energia se faz presente em quase todo o território nacional, e é um importante instrumento de cidadania e inclusão social. Para participar do mercado de energia elétrica, seja na condição de investidor, seja como um consumidor, especialmente, para o caso de grandes empresas e indústrias, é necessário se inteirar sobre o assunto.

Você viu ao longo deste texto as principais informações relevantes que deve levar em consideração para se tornar um especialista no mercado. Além disso, vale a pena entrar em contato com empresas renomadas e com experiência no setor do mercado de energia elétrica, caso queira gerir e organizar melhor os gastos dessa natureza na sua empresa ou indústria.

Gosto deste texto que preparamos sobre o mercado de energia elétrica? Se quiser saber mais, entre em contato conosco! Podemos te ajudar a tomar decisões e tirar as suas dúvidas.

O que é tarifa de energia e como ela é calculada na conta de luz?

Nos últimos anos, a tarifa de energia sofreu uma série de reajustes. Por conta disso, muitos consumidores começaram a buscar informações sobre como é feito o cálculo da conta e sua composição, tendo uma ideia mais geral de todo o processo e conhecendo mais sobre ele.

Com o intuito de esclarecer essa questão, preparamos este artigo especialmente para você. Responderemos a questões sobre o que se trata a tarifa de energia elétrica, do que ela é composta, como ela é calculada e quem regula o valor da tarifa. Continue lendo este artigo e saiba muito mais sobre o assunto!

O que é tarifa de energia elétrica?

A tarifa de energia corresponde a uma série de valores calculados que representam as parcelas para cobrir as operações técnicas e investimentos realizados pelos agentes da cadeia produtiva do setor de energia elétrica, além da estrutura necessária para viabilização da produção e entrega para o consumidor final.

Dessa forma, a tarifa representa a soma dos componentes do processo de transmissão, distribuição e comercialização da energia. Ao final da conta, são acrescidos alguns encargos e impostos para a viabilização de políticas públicas. Ou seja, a tarifa de energia elétrica serve para custear a sua produção e distribuição, além de financiar investimento em obras governamentais e serviços, como saúde e educação.

O que compõe essa tarifa?

Para cumprir com seus compromissos, a distribuidora desenvolve uma série de custos, que devem ser considerados na definição de tarifas. Dessa maneira, a tarifa consiste em três custos distintos: tributos, distribuição e compra de energia; transmissão de energia; e encargos setoriais.

O primeiro corresponde a 29,5% do valor na conta de energia. O segundo a 17% e o terceiro a 53,5%. Os tributos correspondentes às contas são de esfera Federal, Estadual e Municipal. Para nível federal temos o PIS/COFINS, para nível estadual temos o ICMS e para nível municipal o COSIP.

Além da tarifa, o Governos Federal, Estadual e Municipal cobram na conta de luz o Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) a nível federal. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a nível estadual e a Contribuição para Iluminação Pública (COSIP) a nível municipal.

O setor se divide em dois segmentos: transmissão e distribuição. A primeira trata da entrega da energia à distribuidora que, por sua vez, leva a energia para a unidade consumidora — que pode ser uma indústria, um escritório, uma casa ou um comércio.

Já os encargos setoriais e os impostos não são criados nem regulamentados pela ANEEL, mas sim instituídos por leis. Eles podem incidir sobre o custo da distribuição ou ficarem embutidos nos custos de geração e de transmissão.

Dessa forma, quando a conta de energia elétrica chega na unidade consumidora, ela é composta pela compra da energia, que é conhecida, tecnicamente, também, como custo do gerador — custo da transmissora, distribuição e, por fim, os impostos.

Como é calculado o valor da tarifa de energia elétrica na conta de luz?

O consumo mensal é calculado pela diferença entre leitura do mês atual e a diferença para o mês anterior, usando o KWh como base de medida.

Dessa forma, o valor do consumo é calculado somando as potências dos equipamentos em Watts pela quantidade de horas em que eles permanecem ligados durante o período de leitura da concessionária da cidade em que a unidade consumidora está localizada, que pode variar de 27 a 33 dias.

Por exemplo, se a sua empresa consumir 1000kWh, esse valor deve ser multiplicado pelo valor do kWh no seu estado, que, em média, gira em torno de R$0,50. Logo, 1000kWh x R$0,50 = R$500 reais.

Por fim, é necessário ficar atento quanto às bandeiras tarifárias, criadas em 2015 pela ANEEL com o intuito de solucionar a crise energética no País. São três bandeiras: verde, amarela e vermelha.

A primeira serve para indicar que as condições de geração estão favoráveis e que, portanto, não haverá acréscimo na conta de energia. A segunda cria um sinal de alerta e aumenta a conta de energia. Já a bandeira vermelha mostra que as condições de geração estão ainda mais críticas e que, portanto, mais um acréscimo na conta precisa ser aplicado.

Quem determina o valor da tarifa de energia elétrica a ser cobrada?

Os valores da tarifa de energia são determinados pela ANEEL. Elas podem ser calculadas tanto para uma distribuidora ou para uma concessionária de transmissão. A tarifa calculada para as distribuidoras são as tarifas de distribuição, valor que representa o preço cobrado da unidade consumidora final e tarifas de usos do sistema de distribuição.

Ao longo deste texto abordamos as principais informações sobre o assunto para que você entenda tudo sobre o cálculo de tarifa de energia! Sendo assim, entender o que compõe a tarifa de energia e saber como calculá-la é fundamental para compreender o seu funcionamento.

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ANEEL: entenda o que é e o que ela faz

O setor elétrico de um país é um dos mais importantes para determinar o seu crescimento e a qualidade de vida de seus habitantes. Para tornar esse objetivo possível, o Brasil conta com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

Mas você sabe o que é a ANEEL, para que ela serve e quais são as suas atribuições? Com o intuito de responder a essa questão, preparamos este post. Confira!

O que é a ANEEL e quando ela foi criada?

As agências reguladoras dos serviços públicos nacionais foram criadas na década de 90, com o objetivo de regulamentar setores estratégicos e essenciais da economia, como telefonia e energia elétrica, por exemplo. A ANEEL foi criada neste ambiente e atua no setor de energia elétrica.

Qual é o papel da ANEEL?

A ANEEL tem como principal objetivo fiscalizar e regular a produção, transmissão, comercialização e distribuição de energia elétrica no território nacional. Outra atribuição da Aneel é conceder, autorizar ou permitir instalações e serviços de energia elétrica.

Além disso, a ANEEL tem o papel de implementar políticas no setor, realizar leilões e concessões, fazer a gestão de contratos, estabelecer regras para o serviço de energia, criar metodologia para o cálculo de tarifas, fiscalizar o fornecimento da energia e mediar conflitos.

Na sequência detalhamos as principais atribuições da agência:

Fiscalizar

A fiscalização ocorre em toda a cadeia do setor elétrico, desde a produção, passando pela transmissão, distribuição, comercialização e consumo de energia pela sociedade. Seu objetivo é o de regular o funcionamento dos serviços pelos concessionários com qualidade e segurança de fornecimento, com o foco de propiciar tarifas justas.

O âmbito de atuação da ANEEL é nacional, mas ela conta com o auxílio de agências estaduais, que atuam na fiscalização da atuação dos concessionários de serviços de energia, de forma a garantir que a política definida para a energia elétrica seja cumprida.

Definir direitos e concessões

Os serviços de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil são concedidos a agentes privados, por meio de processos licitatórios, na modalidade de leilões, promovidos pela ANEEL. Esses certames levam em conta aspectos formais que garantem a isonomia entre os investidores interessados no setor, de forma a não privilegiar determinadas empresas.

Definir tarifas

Outra atribuição importante da ANEEL é a definição das tarifas que serão aplicadas nas contas de energia, visando sua modicidade.

A tarifa de energia elétrica é composta por diversos componentes, dentre eles: custos dos encargos setoriais, da compra de energia, da transmissão e distribuição, uso da rede de distribuição, dentre outros. Anualmente, a ANEEL promove o reposicionamento dos valores das tarifas de cada distribuidora do país, levando em conta regras definidas nos contratos de concessão assinados.

Importante salientar que, sobre as tarifas aplicadas nas contas de energia incidem os impostos federais (PIS e COFINS), estaduais (ICMS) e municipais (contribuição para iluminação pública).

Regulamentar a geração de energia, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica

Uma das funções mais importantes da agência é regulamentar a utilização e exploração dos serviços de energia elétrica pelos agentes do setor, pelos consumidores cativos e livres, pelos produtores independentes e pelos autoprodutores, de acordo com as políticas do Governo Federal.

É sua função também definir os padrões de qualidade do atendimento e segurança de abastecimento, levando em conta as diferenças entre as diversas regiões do nosso país, promovendo o bom uso da energia elétrica e fomentando a livre competição no mercado livre de energia.

Agora que você entende melhor as funções e tem uma visão mais detalhada da ANEEL, compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas conheçam o papel da Agência!