Energias renováveis atraem investimentos bilionários para o Brasil

Para aumentar a integração e participação das energias limpas no Brasil, o novo plano de investimento do Programa de Integração de Energia Renovável (Renewable Energy Integration- REI – Program) prevê investir US$ 70 milhões. A previsão é que esse total mobilize US$ 9,1 bilhões de capital privado, para ser implementado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Grupo Banco Mundial.

O Plano do Brasil contempla três frentes de atuação. A proposta inclui recursos para digitalização e modernização de usinas hidroelétricas; digitalização e automação das redes de transmissão e distribuição; descarbonização dos sistemas isolados e tecnologias de armazenamento; e para desenvolvimento do hub de hidrogênio verde no Ceará.

Já o Branco do Nordeste disponibilizou R$ 10 bilhões para investimentos em projetos de energia renovável em 2023. Nos últimos cinco anos, o BNB destinou mais de R$ 31 bilhões para projetos de energia eólica e solar fotovoltaica.

O Brasil tem vocação para gerar energia renovável, tanto que 85% da nossa matriz elétrica é proveniente de energia limpa, enquanto no mundo essa proporção não chega a 27%. De um total de 207,5 gigawatts (GW) de capacidade instalada no país, 179,6 GW são provenientes de fontes renováveis. As fontes renováveis contemplam as hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa, todas consideradas limpas por não emitirem poluentes na produção de energia elétrica.

Nos próximos dez anos, cerca de R$ 119 bilhões serão investidos nessas tecnologias, sendo que 60% deve ser disponibilizado para fontes eólicas e solares, de acordo com o último Plano Decenal de Expansão, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Em 2022, cerca de 92% da energia produzida no Brasil foi proveniente de fontes renováveis. Os destaques foram as usinas hidrelétricas, que corresponderam por 73,6% do total gerado e as eólicas que representaram 14,6%.

A energia solar distribuída merece destaque no país pelo seu crescimento exponencial. Em 2019 eram 2,2 GW instalados e hoje somam 22,3 GW até o início de julho de 2023. Somando com a geração solar centralizada, a fonte chega a 32 GW ou 14,8% da matriz.

Desde 2012, a fonte solar já trouxe cerca de R$ 155,6 bilhões em novos investimentos para o Brasil, segundo dados de julho da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Já a fonte eólica centralizada soma 26 GW de capacidade e já atraiu US$ 42,3 bilhões de investimentos entre 2010 e 2021, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).