Estudos já estão autorizados para a proposição de diretrizes para o Programa Nacional do Hidrogênio.

No último dia 17/05, o Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, órgão máximo de assessoramento da Presidência da República na formulação de políticas nacionais e diretrizes de energia, publicou a Resolução CNPE nº 06/2021, que determina a realização de estudo para proposição de diretrizes para o Programa Nacional do Hidrogênio.

A Resolução determina ao Ministério de Minas e Energia, em cooperação com os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Desenvolvimento Regional – MCTI, com apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética, que apresente ao CNPE, em até 60 dias, diretrizes para o Programa.

O estudo deverá observar:

  • o interesse em desenvolver e consolidar o mercado de hidrogênio no Brasil e a inserção internacional do insumo do país;
  • a inclusão do hidrogênio como um dos temas prioritários de investimentos em P&D, conforme Resolução CNPE nº 02/2021;
  • a importância do hidrogênio como vetor energético que, combinado a outras soluções, tem potencial para contribuir globalmente para uma matriz energética de baixo carbono;
  • a diversidade de fontes energéticas disponíveis no País para a produção de hidrogênio;
  • as tecnologias associadas a esse vetor energético já desenvolvidas e em desenvolvimento no País;
  • o potencial de demanda interna para a exportação de hidrogênio no contexto de transição energética;
  • entre outros.

Um pouco sobre o Hidrogênio

Em face às dificuldades encontradas por diversos países em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, o hidrogênio ganhou força como recurso voltado à descarbonização das economias. O insumo carrega alta densidade energética, possui versatilidade de uso, não emite CO2 e pode funcionar como armazenamento de energia.

Por ter uma matriz diversificada e dominada por fontes renováveis de energia, o Brasil é visto como uma potência para a produção e exportação, no futuro, do hidrogênio “verde” – aquele produzido por energia elétrica renovável, a partir de eletrólise.

O tema promete estar presente nas pautas de tendências voltadas ao setor energético brasileiro.

Fiquemos de olho!

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