Mercado Livre e Eficiência energética para setor supermercadista

O setor de varejo foi bastante afetado com a pandemia devido às medidas de restrições de circulação. Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o segmento perdeu 75,2 mil pontos de venda em 2020. Passado o período mais crítico da pandemia, muitos lojistas tentam retomar a sua competitividade, de preferência com soluções que tornem suas operações mais eficientes.

O setor supermercadista tem aproveitado as oportunidades de economia e da geração distribuída, para migrar suas lojas para o mercado livre, não só pelo viés econômico como também pelo viés da sustentabilidade. Afinal, além de previsibilidade de custo, o mercado livre permite que essas empresas adquiram energia limpa e renovável – uma forma de colocar o ESG na prática.

Para migrar para o mercado livre, a unidade precisa ter uma carga mínima de 500 kW. Para atingir essa carga é possível reunir as cargas de mais de uma loja. O principal benefício é poder negociar preços e condições de contrato que resultem em um ganho econômico na conta de energia.

Um estudo inédito realizado pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apontou que os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul concentram o maior número de empresas que já poderiam fazer parte do mercado livre. São 17,5 mil empresas paulistas, 10,3 mil mineiras e 5 mil gaúchas

Segundo a CCEE, “os consumidores identificados são empresas de grande e médio porte, como indústrias, shoppings ou redes de supermercados que, sozinhos ou em comunhão, alcançam carga acima de 500 kW, a demanda mínima exigida atualmente para operar no segmento.”

O setor supermercadista também está aproveitando os vastos telhados das lojas para instalar placas fotovoltaicas. A geração solar e o consumo no mesmo ponto traz mais eficiência para as unidades e ainda reduz parte da demanda que o cliente precisará comprar no mercado livre. O cliente ainda tem a opção de acumular créditos de energia, que podem ser compensados nas tarifas futuras em até 60 meses.

Os supermercados também estão investindo em eficiência energética, instalando sistemas de monitoramento de temperatura das ilhas refrigeradas para garantir os níveis recomendados pela vigilância sanitária, o que evita desperdício de alimentos.

Em resumo, o varejista encontra no mercado livre de energia possibilidades para obter uma gestão mais eficiente dos custos de eletricidade. Tem liberdade para escolher livremente os fornecedores de energia elétrica e negociar volume, preço, prazo e indexação nos seus contratos de compra de energia.

Com o valor economizado, elas conseguem recursos para investir no core business, seja na compra de mercadorias, na contratação de funcionários, atendimento a clientes, reforma e abertura de lojas.