Você sabe como o storage de energia te ajuda a ser mais verde?

O Storage é uma forma de armazenamento de energia que abre portas para a diversificação da matriz energética, e consequentemente, nos possibilita cumprir com os compromissos firmados na COP-26

Existem diversas formas de guardar energia. No Brasil, 60% da nossa capacidade de geração é proveniente de hidrelétricas. Algumas dessas usinas possuem reservatórios que operam como grandes sistemas de armazenamento de energia renovável, acumulando água no período chuvoso (nov/abril) para gerar eletricidade no período seco (maio/out).

Enquanto consumidores, podemos constatar a evolução das tecnologias de armazenamento por baterias em nosso smartphones e notebooks. Afinal, hoje nossos celulares e computadores portáteis conseguem operar por mais tempo entre uma carga e outra. O conceito de energy storage é tão simples quanto os exemplos acima. No entanto, as diferenças estão na escala dos projetos e nas aplicações. 

A demanda por sistema de armazenamento surge à medida que precisamos aproveitar ao máximo os recursos energéticos, principalmente quando se trata das novas renováveis, como eólica e solar. Como podemos ver, com as tecnologias de armazenamento será possível estocar vento e sol, aumentar a eficiência da operação da rede e melhorar o aproveitamento dos recursos naturais.

Atualmente, a bateria de íon-lítio é a tecnologia mais promissora para armazenamento em larga, representando 93% dos 5 GW adicionados no mundo em 2020, de acordo com o último relatório (nov/2021) divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). 

No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) lançou em 2017 P&D Estratégico nº 21/2016 – Arranjos Técnicos e Comerciais para a Inserção de Sistemas de Armazenamento de Energia no Setor Elétrico Brasileiro, cujo resultados deverão ser apresentados ainda este ano. 

Storage na prática: 

A CPFL Energia está tocando três projetos de pesquisa em armazenamento, com investimento total de R$ 66 milhões, dos quais R$ 27 milhões foram feitos pela própria companhia e o restante é proveniente de recursos do Programa de P&D da ANEEL. As iniciativas têm como objetivo avaliar os impactos da utilização de baterias no sistema elétrico, da geração até o cliente final.

Foram instalados sistemas de energy storage em cinco unidades da Rede Graal, dois em condomínios residências, em uma subestação de energia e em uma usina do Complexo Eólico Campos dos Ventos, no Rio Grande do Norte, da CPFL Renováveis. A potência dos sistemas varia entre 100 kW a 1 MW. 

O alto custo ainda é um grande desafio para o storage, porém a evolução tecnológica tem proporcionado uma importante redução de custos nos últimos 9 anos. 

Como garantimos eficiência e segurança energética em hospitais

No próximo dia 7 de abril comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Sabemos que o mundo atravessa uma das maiores crises de saúde da história recente. Após dois anos, a pandemia de covid-19 vitimou mais de 6,05 milhões de vidas no mundo, com o Brasil na triste terceira posição com 656 mil mortes de pais, mães, filhos, amigos e colegas de trabalho que se partiram. A nossa sincera homenagem.

Médicos, cirurgiões, enfermeiros e todos os profissionais da saúde atuaram e continuam atuando na linha de frente com a missão de salvar vidas. O sistema de saúde nunca foi tão exigido, logo, o hospital é uma entidade que não pode parar em meio a uma crise global, ainda mais por conta da qualidade energética. É de conhecimento que as redes hospitalares demandam uma infraestrutura elétrica robusta, segura e com qualidade em eficiência.. 

No Programa CPFL e RGE nos Hospitais, apresentado na COP-26, investimos R$ 155 milhões em ações de eficiência energética. Foram beneficiados 325 hospitais na nossa área de concessão. Instalamos painéis fotovoltaicos, trocamos lâmpadas, sistemas de refrigeração e usinas de oxigênio, com 240 unidades concluídas

Parte do consumo passou a ser atendido pela energia solar, que é limpa e não emite ruídos. A substituição das lâmpadas e dos sistemas de refrigeração tornaram o consumo mais eficiente. A previsão é de uma economia da ordem de 14 GWh por ano, o mesmo que apagar a luz de 72 mil residências, contribuindo para mitigar a emissão de CO2. 

A eficiência energética para o setor hospitalar faz parte do nosso DNA como Grupo, e por isso o assunto também foi abordado no evento CPFL Soluções Insights, realizado  em parceria com a Saúde Business, no qual abordamos o falso dilema “sustentabilidade x redução de custos”. Mostramos que um não precisa ser excludente do outro. Não se trata de desligar equipamentos, mas planejar a gestão de energia no ambiente hospitalar para que o consumo seja o mais eficiente possível, evitando desperdícios com equipamentos de baixa eficiência. 

“Sabe que estamos em meio a crise de saúde global e o hospital é uma entidade que não pode parar nunca”, afirmou o Flávio Souza, Diretor Comercial da CPFL Soluções, participante do webinar.  

O investimento em eficiência energética é visto como uma boa prática ESG para os hospitais. Principalmente porque a sociedade e o mercado financeiro preferem empresas que, além de bem geridas, utilizam com racionalidade os recursos energéticos. 

“ESG no Grupo Notredame Intermédica está na nossa missão, que é tornar a saúde de qualidade acessível às gerações de brasileiros”, disse o vice-presidente Anderlei Buzelli, responsável por uma carteira de 7 milhões de vidas, com a rede de hospitais em expansão para 37 unidades, de 8.  

Confira 5 cinco destaques dessa conversa

1 – Como é possível reduzir o consumo de energia em hospitais e como acontece essa redução? E como funciona o I-REC olhando para este setor?

Segundo Souza, o mercado livre oferece várias oportunidades para redução do custo a partir da negociação da compra de energia direto com o fornecedor, com condições e prazos pré acordadas.

O Especialista em Energia do Projeto Hospitais Sustentáveis (PHS), Erick Pelegia, falou sobre os quatro desafios das instituições de saúde, abrangendo os temas de energia, clima, compras sustentáveis e resíduos. A energia está entre os principais custos dos hospitais, porém o consumo costuma ser estável. Essa previsibilidade reduz riscos, portanto, contratos mais competitivos.

A praticidade e o benefício ambiental da energia solar fotovoltaica tornou a tecnologia uma forte aliada dos hospitais, garantindo energia limpa e renovável em um país com a melhor irradiação solar do mundo. Souza aconselha a escolha de empresas profissionais para garantir as melhores práticas de instalações fotovoltaicas, como determina as NR 10 (instalações elétricas) e NR 35 (segurança). 

Olhando para a infraestrutura, a modernização de instalações de água fria, iluminação e equipamentos de ar condicionado podem promover uma economia importante. Pelegia disse que os estudos apontam que a atividade de manutenção é a ação com o menor payback, ou seja, com menor prazo para recuperar o investimento. “Aquelas pequenas coisas silenciosas, porém fundamentais”, disse o doutorando em Energia. 

O I-REC é um certificado de energia renovável. Ele permite a rastreabilidade segura da fonte de geração de eletricidade. Com isso, o consumidor também assegura o selo de sustentabilidade. Também é possível comprar I-RECs para mitigar o balanço de emissões. 

2 – Como energias sustentáveis colaboram na redução de custos no longo prazo?

 As novas tecnologias renováveis não só contribuem para o meio ambiente, como reduz custos de energia elétrica. Buzelli disse que o Grupo Notredame Intermédica é testemunha dos benefícios de migrar para o mercado livre. Com 4 mil leitos de UTIs e um laboratório com centenas de equipamentos com alto consumo de energia, o mercado livre gerou um resultado positivo para a instituição. 

A economia chegou aos 20%. O dinheiro poupado foi direcionado para outras ações de ESG. “Somos testemunhas de que essa é uma medida que faz sentido para todas empresas”, disse Buzelli. “Temos uma gestão rigorosa de custos, pois sabemos que para conseguir prestar um serviço de qualidade a um custo acessível, cada centavo conta”, completou.

3 – Além da troca de equipamento a CPFL tem algum processo de automação dos hospitais para controlar melhor o ar condicionado?

Em alguns projetos, contou Souza, entramos com automação. Desde instalar sensores para tornar a operação do ar condicionado mais eficiente, como automações mais simples com sensores de presença e iluminação. Conectamos todos os sistemas de um hospital, trazendo dados e informação para a tomada de decisão dos gestores. 

4 – Quais são as formas de aquisição de energia: redes distribuição local, Mercado Livre de energia e geração própria?

Hoje o mercado de energia é dividido entre cativo (60%) e livre (40%). No mercado cativo uma boa opção é a geração solar distribuída energia. 

Para migrar para o mercado livre, a unidade consumidora, no caso o hospital ou uma clínica, precisa atingir uma faixa de potência mínima. A partir de 500 KW é possível comprar energia incentivada, como eólica e solar com desconto de 50% na tarifa de uso da rede de distribuição  (TUSD). Também há a energia incentivada 100% – mais cara porém com um benefício ambiental maior. 

Para comprar energia convencional, ou seja, não renováveis incluindo hidrelétricas de grande porte, o cliente precisa ter uma demanda acima de 1000 kW. 

Essas barreiras estão se reduzindo gradualmente e o setor discute neste momento como tornar o mercado livre acessível para todos os tipos de consumidores, inclusive residencial. 

Para fazer esse estudo de carga é preciso contratar uma gestora. A CPFL realiza todo esse serviços, que envolve também abrir conta em banco, cadastrar o cliente na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e fazer a compra da energia. 

Por último, tem a possibilidade de firmar um PPA de longo prazo, onde o consumidor se torna um autoprodutor. Essa estratégia funciona bem para hospitais que têm um consumo estável e continuarão necessários daqui a 30 anos. 

– Pensando na construção de hospitais novos, o uso de energia solar é recomendada para toda unidade?

Segundo Souza, plantas fotovoltaicas são aplicadas em qualquer circunstância. O custo da tecnologia reduziu muito. Nos últimos 10 anos  houve uma redução de custo de mais de 1.000% no custo dos inversores, que representam 50 a 70% do custo da instalação. Qualquer empresa, casa, comércio, indústria pode fazer o uso da energia solar desde que tenha um telhado ou um terreno. 

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A tecnologia e os novos parâmetros da manutenção de instalações elétricas

José Roberto Fabre, Gerente Comercial de Soluções Energéticas da CPFL Soluções

Demorou um pouco, mas o setor elétrico descobriu que compensa investir em tecnologias digitais para a manutenção de seus ativos, a fim de se obter o máximo rendimento e evitar problemas capazes de causar a interrupção do fornecimento. Pode-se dizer que estamos passando hoje por um processo de transição e modernização, que se desenvolve rapidamente e não tem possibilidade de volta.

A digitalização e outros recursos de inteligência aplicada já são utilizados em todas as etapas da manutenção, da preventiva à corretiva. Essas soluções, no entanto, têm um papel particularmente importante na manutenção preditiva, que envolve estudos, análises e técnicas de engenharia mais avançadas para estratificar um relatório capaz de prever algo que poderia ocorrer no futuro. Dessa maneira, torna-se possível intervir antecipadamente em determinado equipamento, evitando os transtornos e os prejuízos de uma parada inesperada.

A técnica de oscilografia, por exemplo, permite observar eventos transitórios que, se estiverem em determinada condição, podem requerer uma nova parametrização dos sistemas de proteção. No transformador, que é o coração da subestação, é possível fazer uma análise de óleo para observar alguns efeitos que estão ocorrendo e, de maneira antecipada, promover a intervenção adequada, fruto de uma preditiva.

Algumas geradoras já estão instalando equipamentos digitais que permitem a operação e a manutenção remota das subestações, por meio de inteligência aplicada, mas ainda com a intervenção humana. Em pouco tempo, porém, com o avanço da inteligência artificial e com machine learning, o sistema está coletando informações comportamentais das variantes do equipamento e automaticamente criando algoritmos que “aprendem” para se auto parametrizar ou indicar que o equipamento deve ser submetido a manutenção, contribuindo assim para a definição de planos para a tomada de decisão.

Investimento que se comprova

Esse momento de transição é empolgante, na medida em que delineia um cenário de mais eficiência, menos manutenção corretiva e redução de custos. Sim, redução de custos. Embora, à primeira vista, a adaptação dos ativos exija gastos em atualização tecnológica, esse investimento se mostra compensador para a empresa – isso pode ser facilmente comprovado quando se avaliam os prejuízos financeiros e de imagem provocados pelas paradas que ocorrem ao longo de determinado período de forma inadvertida.

Além dos danos provocados pela vegetação, animais e outros fatores externos, as instalações elétricas podem ser comprometidas todos os dias por problemas como mau contato, oxidação e pontos quentes – quando a energia se dissipa termicamente e, mesmo sem ser convertida em trabalho, passa pelo medidor e é cobrada na conta. A boa manutenção está diretamente relacionada à eficiência energética, à confiabilidade operacional, à produção e aos resultados financeiros do negócio.

E não é preciso que a empresa crie equipes próprias para fazer manutenção preventiva e preditiva de alto desempenho. A terceirização desses serviços permite que profissionais especializados realizem o planejamento customizado da operação e cuidem de todas as vertentes da manutenção, desde a repintura de estruturas e o reaperto de conexões até o planejamento inicial, a elaboração do projeto e a aplicação de recursos como digitalização, monitoramento aéreo por drones, oscilografia, inspeções termográficas para direcionar manutenções aperiódicas e outras ferramentas.

O que esperar para o futuro

Em pouco tempo, a manutenção das instalações elétricas estará ainda mais apoiada em sistemas digitais de controle distribuídos, em inteligência aplicada e em recursos como a termografia infravermelha, que permite o sensoriamento remoto de pontos ou superfícies aquecidas por meio da radiação infravermelha.

Entre os colegas do setor, costumamos dizer que a eletricidade não tem cheiro nem cor, mas não aceita desaforo. Se algo não está como se esperava, há uma reação que, às vezes, ocorre em cadeia, com as consequências que conhecemos.

O remédio, evidentemente, é a manutenção bem planejada, que produz uma efetiva vantagem competitiva e cujos benefícios se tornam inegáveis quando há resultados medidos – um argumento incontestável para quem planeja os investimentos.

O que se busca é o estado da arte na manutenção preventiva e preditiva por meio da mudança da atitude passiva – quando apenas há o reparo do dano – para uma ação efetivamente proativa, a fim de evitar que o problema aconteça. E se grandes players do mercado já estão se movimentando nessa direção, é sinal de que esse é mesmo um caminho certo e sem volta.

Novas práticas em projetos de infraestrutura e manutenção

Investir em novas práticas de infraestrutura e manutenção em projetos de energia significa apostar em técnicas inovadoras, ágeis e eficazes. Essa estratégia busca não só trazer mais economia financeira e redução de tempo, mas também considera a sustentabilidade como parte fundamental das iniciativas.

Texto publicado na Revista Eletricidade Moderna em 22/10/2021.

Adotar novos métodos, no entanto, é uma tarefa mais complexa do que imaginamos. E, se não houver planejamento por especialistas da área, pode ocorrer o efeito reverso do que se espera, como atrasos, riscos de acidentes e até mesmo o cancelamento do projeto.

Com a expertise de nossos profissionais, nós, da CPFL Soluções estamos aptos a responder a qualquer tipo de dúvida e problema de infraestrutura em energia e manutenção. Há anos conduzimos grandes projetos nessa área, ajudando clientes de todos os segmentos com soluções energéticas mais modernas e sustentáveis.

Tecnologia em projetos de distribuição e transmissão de energia

Quando falamos em implementação de redes modernas de transmissão ou distribuição de energia, logo pensamos na construção de redes subterrâneas com sistemas interligados e estruturas aterradas. Contudo, essa não é a única alternativa.

Cada vez mais, soluções pensadas para projetos de redes aéreas trazem agilidade, precisão e economia. Um exemplo já praticado por nossos times, da CPFL Soluções é o uso da tecnologia Digger em projetos que exigem rapidez e eficiência de custo.

O equipamento é um caminhão utilizado para instalar as redes de distribuição de energia de maneira rápida e eficaz. Além de ser uma perfuratriz, que promove a instalação de até 6 postes em um só dia, o Digger conta com um cesto aéreo acoplado em sua estrutura, permitindo que o profissional execute múltiplas tarefas com o mesmo equipamento de forma segura.

Serviços – Manutenção

Também é possível utilizar práticas mais inovadoras no que se refere à manutenção da infraestrutura energética de uma empresa. E a chave para isso está na mudança da mentalidade sobre o assunto.

Empresas com maior maturidade energética já adotam um pensamento preventivo e preditivo em suas manutenções. Com esse planejamento, podem entender como a infraestrutura está sendo usada, além de calcular potenciais riscos e monitorar possíveis problemas.

Esse gerenciamento permite um maior controle de todo o ciclo de vida dos equipamentos do sistema elétrico, evitando paradas emergenciais que causam perdas financeiras e podem representar riscos para os funcionários.

Foco na sustentabilidade

A demanda por iniciativas mais sustentáveis tem ganhado protagonismo nos projetos de infraestrutura de energia. Nesse contexto, a diminuição das emissões de carbono compõe um elemento fundamental para projetos que já nascem com esse DNA sustentável.

No setor de Telecomunicações, os data centers, quando não utiliza de energia proveniente de fontes renováveis, são frequentemente vistos como um dos vilões das emissões de carbono, por consumirem elevada quantidade de energia em suas operações, com um impacto ambiental que tende a aumentar cada vez mais,

Pensando nisso, nossos projetos como CPFL Soluções, para esse segmento desenvolvem, desde a primeira conversa, iniciativas energeticamente eficientes e ambientalmente responsáveis, que garantem performance e sustentabilidade sem prejudicar as operações e o crescimento dos clientes.

Esses projetos são feitos de forma integrada e reúnem especialistas de diversas áreas para entender os desafios e objetivos de cada cliente, criando soluções customizadas para as suas necessidades.

Se você tem grandes metas de crescimento e busca mais eficiência na gestão da energia, este pode ser o momento de investir em um projeto de infraestrutura.

Converse com um dos nossos especialistas para conhecer as melhores soluções e calcular o retorno do seu investimento.  

Tudo sobre soluções de infraestrutura em energia

Existem muitos desafios em relação às principais soluções de infraestrutura energética, ponto fundamental de todo projeto de energia. Desse modo, contar com um planejamento e uma execução de excelência é essencial para um trabalho seguro e confiável.

Texto publicado na Revista Eletricidade Moderna em 24/09/2021.

Quando falamos em projetos de infraestrutura energética, estamos nos referindo a ativos de energia, como as linhas de transmissão, subestações e redes de distribuição – aéreas ou subterrâneas. Mas qual a função de cada um desses elementos e de que maneira eles podem fazer parte do seu projeto?

Com anos de experiência no mercado de energia, nós, da CPFL Soluções, já auxiliamos centenas de clientes a projetar, implementar e manter os seus projetos de infraestrutura energética, garantindo melhores resultados e mais eficiência. Agora, vamos ajudar você a entender como esse investimento pode contribuir para o crescimento dos seus negócios.

Sistemas de transmissão

Os sistemas de transmissão permitem a interligação da sua fonte geradora ao consumidor final ou do consumidor ao sistema elétrico, assegurando que a energia seja transmitida ou chegue de forma segura e com máxima eficiência.

Um sistema de transmissão de energia possui quatro componentes fundamentais: torres, cabos, isoladores e subestações rebaixadoras ou elevadoras. A função principal das torres é sustentar as linhas de transmissão até uma altura segura, fazendo com que qualquer tipo de contato com veículos, pessoas, animais e vegetações seja evitado. Os cabos têm como função a condução da corrente elétrica e contam com o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e de aterramento.

Os isoladores, por sua vez, evitam o contato da parte energizada com as estruturas, suportando o peso dos cabos que estão transmitindo a energia. Por fim, as subestações são os locais onde a energia é adequada e retransmitida, reduzindo ou elevando a tensão até que se atinja o padrão necessário, eficiente e seguro para o uso final.

Grandes consumidores de energia podem se beneficiar muito ao investir na construção de uma linha de transmissão, garantindo fornecimento de eletricidade com menor número de piscas ou interrupções e menos impactos externos. Centros comerciais, condomínios industriais, indústrias ou até mesmo grandes obras de geração de energia são alguns exemplos de clientes que podem se favorecer com esse tipo de estrutura energética.

Cabines de distribuição

Trata-se de instalações elétricas para entrada de energia ligadas ao sistema de distribuição de energia do empreendimento. As cabines permitem que a eletricidade seja transportada e transformada no seu local de destino, contemplando a medição e a proteção das instalações e das pessoas. Dessa forma, devem ser projetadas para garantir mais eficiência e confiabilidade, além de melhores condições de segurança.

Empreendimentos com demanda superior a 75 kW podem ser muito beneficiados pela instalação de uma cabine de distribuição: elas promovem a condição de uma demanda mais barata quando comparadas a sistemas de baixa tensão, além de proporcionar mais estabilidade no fornecimento de energia, evitando paradas desnecessárias (muito comuns nas redes secundárias).

Redes de distribuição

As redes de distribuição são essenciais para fazer com que a energia chegue a todos os pontos do sistema – por exemplo, um bairro, um empreendimento imobiliário, um parque industrial de geração de energia ou até uma fazenda. Construir uma rede de distribuição dá mais confiabilidade para o seu negócio, garantindo mais estabilidade e eficiência no consumo de energia, sobretudo quando comparada às redes secundárias.

Existem dois tipos principais de redes de distribuição: subterrâneas e aéreas. Ambas funcionam de forma parecida, mas trazem vantagens diferentes para os projetos.

Por ficar enterrada, em galerias ou encaminhamentos subterrâneos, uma rede de distribuição subterrânea sofre menos contato com fatores naturais externos e, portanto, é mais segura, demandando também menos intervenções para manutenção. Há um risco menor de quedas e falhas de energia pelo fato de a sua fiação estar protegida de atuadores externos, tais como pássaros, árvores etc. Sem fios expostos, a rede subterrânea deixa o ambiente visualmente limpo. Por isso, são aliadas e ótimas opções para empreendimentos imobiliários em geral, tanto residenciais quanto corporativos.

Já as redes aéreas são estruturas que possuem um custo muito menor de instalação, fazendo com que os gastos do projeto sejam otimizados. Outra vantagem é o fato de ser uma estrutura de rápida instalação, garantindo a implementação de um projeto com mais agilidade. As redes aéreas são recomendadas para clientes que dispõem de espaços com baixa probabilidade de interferências externas nos cabos elétricos e em seus componentes energizados; além disso, aconselha-se que sejam áreas com pouca vegetação alta ou edificações próximas às instalações elétricas.

Se você tem grandes desafios de crescimento e busca mais eficiência na gestão da energia, este pode ser o momento de investir em um projeto de infraestrutura. Converse com um dos nossos especialistas para conhecer as melhores soluções e calcular o retorno do seu investimento.

Redes subterrâneas de energia são mais seguras e confiáveis

A fiação aérea ainda predomina no Brasil, mas vários empreendimentos já perceberam as vantagens dos sistemas de distribuição de energia abaixo da superfície.

Quem passa pela primeira vez no trecho revitalizado da avenida Francisco Glicério, no centro de Campinas (SP), sente que há algo diferente no cenário. Logo percebe que é a ausência de postes com cabos e fios, o que deixa tudo mais limpo, com aparência mais desobstruída e um visual bem mais agradável. Esse foi o resultado de um projeto de urbanização que incluiu a instalação de uma rede subterrânea de 1.440 metros que, além dos ganhos estéticos, proporcionou outros benefícios importantes, como mais segurança, maior vida útil e menor risco de interrupção no fornecimento de energia.

Mas, a Nova Glicério é um caso pouco comum num país em que as redes aéreas predominam amplamente nas áreas urbanas, diferentemente do que acontece em cidades como Paris, Londres e Amsterdã, que há muitos anos investem na instalação de redes subterrâneas. Por aqui já houve algumas dessas iniciativas em regiões da capital de São Paulo, em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em outras localidades, mas sempre em áreas restritas, sem impacto significativo no sistema como um todo. Entre os obstáculos para que isso ocorra em grande escala destacam-se a carência de planejamento urbano e o custo dessa conversão.

Contudo, se enterrar os fios elétricos das cidades brasileiras ainda é um projeto de longo prazo, o mesmo não ocorre em fábricas, grandes centros comerciais, condomínios residenciais e outros empreendimentos que, na ponta do lápis, avaliaram as vantagens do sistema subterrâneo e concluíram que vale a pena investir nessa melhoria. Para o cliente, a decisão de implantar a rede subterrânea deve levar em conta as demandas específicas do projeto, com destaque para a confiabilidade e a segurança.

O sistema subterrâneo é imune a algumas das principais causas de interrupção de energia em redes aéreas, como queda de árvores, interferência de animais e da vegetação, tempestades com raios, incêndios por curto-circuito, acidentes de trânsito, veículos altos que derrubam a fiação, pipas e mais uma série de eventos que fogem do controle das equipes de manutenção preventiva. Numa indústria que trabalha em turnos ininterruptos, por exemplo, um corte de energia, por menor que seja, pode causar prejuízos significativos, e o mesmo ocorre em um centro comercial, em um condomínio ou em instalações de grande porte como hospitais, estádios e parques de exposição.

Portanto, quando a segurança e a confiabilidade são prioritárias, a rede subterrânea passa a ser um investimento compensador, considerando o custo-benefício, e a partir dessa decisão resta selecionar a empresa mais apta a desenvolver esse tipo de projeto. E, de acordo com os especialistas, a capacidade de execução está diretamente relacionada a três fatores principais: a expertise, a qualificação dos profissionais e o nível dos equipamentos e ferramentas disponíveis.

Do ponto de vista do cliente, esses requisitos são essenciais para garantir que o projeto se desenvolva da melhor maneira possível, no prazo previsto e com os resultados programados, sem surpresas desagradáveis. Nesse sentido, nós, da CPFL Soluções somos a primeira empresa do setor elétrico a oferecer a implantação de redes subterrâneas de ponta a ponta, do planejamento à energização. Possuímos um quadro próprio de profissionais qualificados, com formação específica para cada tarefa, além de equipamentos de última geração e um portfólio robusto de serviços entregues – como a rede subterrânea da avenida Francisco Glicério, em Campinas, entre vários outros projetos em áreas públicas e particulares.

Depois de construir mais de 550 km de redes, entendemos como agregar valor aos empreendimentos, reduzir perdas e garantir mais segurança e durabilidade à rede elétrica subterrânea. Conte conosco para desenvolver, planejar, executar e estabelecer padrões de qualidade e confiabilidade aos sistemas, incorporando funções de automação e monitoramento, para atender à exata demanda do nosso cliente.

Usinas Híbridas devem gerar redução no preço da energia, por otimizar geração energética

Usinas híbridas são geradoras que combinam energia de diferentes fontes renováveis, e já existem há alguns anos no Brasil, porém voltaram ao centro dos debates pelo papel desempenhado no combate aos efeitos da crise hídrica de 2021 e também pelo alinhamento com o conceito de ESG.

A sigla que, em inglês significa “environmental, social, governance“, refere-se ao conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança adotadas pelas empresas e cada vez mais exigidas por consumidores, acionistas e investidores.

Mas, em que momento as Usinas Híbridas se encontram com o ESG?

Na verdade, essa relação é bem próxima. Afinal, as usinas híbridas permitem ganhos em competitividade na produção de energia de fontes limpas e renováveis como a eólica e a solar, uma vez que ambas são complementares e para cada megawatt (MW) instalado de energia eólica é possível alocar até 35% de capacidade solar, conforme o cálculo de analistas especializados. A utilização mais recorrente dessas usinas representa, portanto, uma ótima notícia no aspecto ambiental.

Em relação à governança, também há vantagens bem claras, uma vez que ajudam a solucionar situações que demandam respostas rápidas. À exemplo disso, é possível citar a crise hídrica enfrentada pelo Brasil em 2021, em que as usinas garantiram produção energética em grande parte do cenário.

Por fim, o benefício social: além do maior acesso a um recurso fundamental que é a energia elétrica, as usinas híbridas aparecem também na geração de empregos nas regiões em que são instaladas, além da redução do preço da energia repassado aos consumidores, uma vez que este tipo de geração otimiza a eficiência energética.

Nas últimas semanas de 2021, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou o funcionamento das usinas híbridas “A regulamentação constitui uma alternativa para o uso eficiente dos recursos disponíveis. A inserção desses empreendimentos no sistema elétrico pode reduzir custos e postergar novos investimentos em expansão, especialmente nos pontos de conexão com a Rede Básica”, declarou Elisa Bastos, Diretora da ANEEL.

Quer saber mais sobre medidas relacionadas ao ESG?
Seguem nossas sugestões abaixo:

Cinco passos para reduzir custos com energia na indústria de alimentos

O setor industrial requer abastecimento contínuo de energia para produzir sem interrupções que causariam prejuízos instantâneos aos negócios. Mesmo com tamanha exigência de eficiência energética, existem oportunidades para aa empresas no setor de alimentos reduzirem o valor da conta de energia elétrica.

Confira 5 possibilidades para economizar:

  1. Geração de energia híbrida

Combinar diferentes fontes de energia é uma estratégia viável para otimizar gastos e evitar problemas de abastecimento. Entre as opções aparecem energia solar, eólica, a partir de biogás e mesmo por gerador a diesel em períodos de menor consumo.

Com a combinação de diferentes fontes de energia foi a solução para recorrentes problemas de apagões por sobrecarga no sistema. Você pode conhecer aqui o case de sucesso que combinou diversas fontes de geração de energia: solar, autoprodução e O&M, incluindo também a gestão de energia, Mercado Livre e telemetria.

Quanto tempo faz que sua indústria não analisa criteriosamente os equipamentos e a infraestrutura a fim de checar como anda a eficiência no consumo de energia?

Máquinas antigas podem gerar um gasto energético tão grande que o investimento em equipamentos mais modernos se paga em pouco tempo, tamanha a diferença no consumo. Em certos casos, ajustes simples e trocas de peças também podem ser uma solução.

Algumas tecnologias evitam utilização de energia elétrica além do necessário, por exemplo o modo “stand by” em momentos ociosos e outras situações em que não faz sentido dispor de carga total.

O importante é usar a tecnologia existente mais coerente com a necessidade da sua organização, para assim, ampliar a eficiência das linhas de produção e demais espaços da empresa.

Entrar no Ambiente de Contratação Livre de Energia costuma significar uma redução média de 20% na conta de luz, percentual que pode ser ainda maior em determinadas ocasiões. Não por acaso, muitas indústrias do setor de alimentos já estão no Mercado Livre, no qual há flexibilidade para negociar valores, fornecedores e condições.

Certamente sua empresa tem gestores encarregados de cuidar da área comercial, da produção, da logística e de diversos outros departamentos críticos. Mas já pensou em ter um especialista para se responsabilizar pela gestão de energia?

A parte mais prática disso, é que você pode contar com a parceria de uma empresa especializada, que o manterá atualizado quanto às regulamentações de mercado e buscará formas de reduzir os gastos sem comprometer a capacidade energética.

Outra maneira de garantir previsibilidade nos gastos e evitar surpresas desagradáveis no abastecimento energético é a autoprodução, ou seja, a geração de energia pela própria indústria para consumo nas suas instalações, suprindo ao menos parte da demanda.

Muitas indústrias já optam por gerar energia a diesel ou gás natural para utilização nos horários de pico, por exemplo.

Também é possível fazer isso com fontes limpas e renováveis, como a solar. Avalie qual alternativa é viável na sua empresa.

Além dessas ações, outro aspecto precisa estar no radar de todas as indústrias é a importância da manutenção elétrica. Esta precisa fazer parte do planejamento energético da companhia, de modo que tenha constância. Assim, sua empresa também terá economia e garantirá uma operação eficiente do ponto de vista energético, pois dessa forma, reduzirá paradas inesperadas.

CPFL Soluções terá mais de R$ 2 bilhões investidos em obras neste ano

Eduardo dos Santos Soares, Diretor-Presidente da CPFL Serviços, é um otimista por convicção. E ao analisar as perspectivas para este ano de 2022, tem motivos concretos para vislumbrar um cenário positivo. “O processo de vacinação tem avançado e nossa economia deve e precisa voltar a crescer, gerar empregos, recuperar o poder econômico das famílias e das empresas”, destaca. “E não há crescimento sem energia! Sabemos do nosso papel relevante para sociedade, e estamos preparados para cumpri-lo”, ressalta o executivo.

Eduardo revela que a CPFL Serviços já tem em mãos um volume de obras para os próximos 12 meses ainda maior do que o realizado ao longo de 2021. “Estimamos mais de R$ 2 bilhões em obras a serem realizadas por nosso time em 2022. Geraremos mais de 400 novos empregos diretos e outros 400 empregos indiretos”, afirma. Os investimentos incluem ações importantes em tecnologia, saúde e segurança dos colaboradores e parceiros, máquinas e equipamentos além de inovação em sistemas e processos.

No ano passado, os desafios impostos pela pandemia não foram poucos. Em determinados momentos, a CPFL Serviços chegou a ter 10% de seu quadro de colaboradores em observação por sintomas da COVID-19, e muitos profissionais ficaram até 14 dias fora do trabalho, devido aos rígidos protocolos de saúde e segurança adotados, o que gerou sensação de acolhimento entre os colaboradores.

Apesar do cenário desafiador, inúmeros objetivos foram alcançados. “Entregamos muitas obras relevantes, mais de 90 delas de subestações e linhas de transmissão, e mais de 10 mil obras de redes de distribuição, além de muitos hospitais atendidos por nosso programa CPFL nos Hospitais, com a instalação de soluções em GD Solar”, exemplifica o Diretor-Presidente da CPFL Serviços.

Projetos relevantes foram entregues respeitando prazos e expectativas de clientes, colaboradores e acionistas. “A empresa está mais forte que nunca, financeiramente, tecnicamente e na relação de confiança com parceiros, colaboradores e clientes. Mérito do trabalho duro de um time muito competente e dedicado do qual tenho orgulho em fazer parte”, comemora Eduardo Soares.

Com um trabalho robusto e de excelência, a CPFL Serviços está sempre em busca de melhorias e crescimento, de modo que beneficia diretamente todos os clientes atendidos, dos quais a empresa estará ainda mais próxima agora em 2022. “Que este novo ano seja um marco de retomada de nossa economia e de um novo ciclo de grandes realizações e muita saúde para todos”, deseja Eduardo dos Santos Soares, Diretor-Presidente da CPFL Serviços.

Programa de eficiência energética da CPFL é destaque na COP26

A cidade de Glasgow, na Escócia, foi palco da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26), da qual participaram lideranças governamentais dos quase 200 países membros da ONU, além de milhares de empresas e representantes da sociedade civil.

Como principal resolução, um acordo foi firmado na tentativa de garantir o cumprimento da meta de limitar o aquecimento global a 1,5oC, por meio de iniciativas como a de reduzir em 45% das emissões de dióxido de carbono em todo o mundo até 2030 e de neutralizar a liberação de CO2 na atmosfera até 2050. O compromisso também prevê acelerar a diminuição do uso de carvão e dos subsídios aos combustíveis fósseis – apesar de que o texto inicial, modificado na última hora, falava na eliminação gradual dessas fontes de energia que agravam o efeito estufa.

A CPFL, que já trabalha com estratégias totalmente alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável traçados pela ONU, marcou presença na COP26, ocasião em que Rodolfo Sirol, diretor de Sustentabilidade e Meio Ambiente da CPFL Energia, apresentou o projeto GD nos Hospitais, o qual até o fim de 2020 já havia apoiado 84 instituições públicas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, tendo atingido 5.550kWp de capacidade instalada de sistemas fotovoltaicos, o que resultou em:

Outros 115 projetos estão em andamento e 109 em processo de formatação para tornar o consumo de energia nos hospitais brasileiros cada vez mais sustentável e eficiente.