Desafios do descarte de equipamentos na cadeia fotovoltaica

As novas tecnologias de produção de energia vieram para revolucionar o mundo. Uma delas é o painel fotovoltaico. Sua praticidade de uso permitiu a conversão da luz solar em eletricidade, possibilitando que os consumidores gerem a própria energia em casas, empresas, fazendas e prédios públicos.

No Brasil, são mais de 15 GW em usinas fotovoltaicas em operação, potência esta que supera a da maior hidrelétrica do país, Itaipu (14 GW). A fonte já representa 7,6% da matriz elétrica brasileira, segundo dados divulgados em maio pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Já em cenário mundial, em abril foi alcançado o marco de mais de 1.000 GW em capacidade de energia solar, de acordo com relatório da SolarPower Europe. 

Mas, para onde vão todos esses painéis fotovoltaicos ao final da vida útil? 

Os painéis fotovoltaicos são constituídos, principalmente, por vidro, alumínio, silício, fósforo, arsenieto de gálio, plástico, cobre e outros condutores metálicos que, se descartados de forma inadequada, podem afetar o meio ambiente. Por isso, o descarte e a reciclagem precisam ser feitos corretamente e por empresas homologadas. 

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) estimou que 78 milhões de toneladas de resíduos de painéis solares serão descartadas em todo o mundo até 2050. A reciclagem desses componentes, que pode chegar a 90% de reaproveitamento, pode movimentar uma indústria de mais de US$ 15 bilhões. 

Na Europa, a primeira fábrica de reciclagem de plantas fotovoltaicas foi inaugurada em 2018, em Rousset, sul da França. A empresa fechou um contrato com a organização francesa sem fins lucrativos PV Cycle, com previsão de reciclar 4 mil toneladas de resíduos por ano.  

No Brasil ainda não é comum o descarte de placas fotovoltaicas, principalmente por ser uma tecnologia nova no mercado. Esses equipamentos foram projetados para durar 25 anos. No entanto, algumas empresas pioneiras já começam a oferecer esse serviço no país.

Ao contrário de outros materiais condutores de energia, a reciclagem de painéis fotovoltaicos não possui uma lei específica no Brasil. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei nº 12.305/2010) define procedimentos para destinar a coleta e restituição de resíduos ao setor empresarial. Já o decreto 10.240/2020, regulamenta o Acordo Setorial para a Logística Reversa de Eletroeletrônicos, incluindo, por sua vez, os painéis fotovoltaicos residenciais/comerciais, deixando de fora as grandes usinas.

Aqui na CPFL Soluções, temos a preocupação com o descarte sustentável de equipamentos com uma visão 360º, porém, algumas manutenções ainda são novas no mercado, o que torna o processo desafiador. Temos a preocupação em andar junto às tecnologias de mercado e assim, sermos competitivos, sustentáveis e seguros. Vamos juntos.

Cuidados no planejamento de Sistemas de Transmissão e Distribuição em projetos fotovoltaicos

A expertise de profissionais capacitados é fundamental para o sucesso do investimento em médias e grandes usinas.

Texto publicado na Revista Fotovolt em 25/06/2021.

Para atingir todo o seu potencial, projetos de médio e grande porte de geração de energia demandam a implementação de sistemas de transmissão ou distribuição, fundamentais para garantir a exportação, qualidade e estabilidade da energia gerada.

A implementação desses sistemas, no entanto, pode ser mais complexa do que se imagina ― causando atrasos, problemas com a legislação vigente ou mesmo a inviabilidade do projeto. Portanto, o planejamento correto e o apoio de especialistas com capacidade técnica para indicar as melhores alternativas são essenciais.

Nós, da CPFL Soluções, contamos com a expertise de profissionais que há anos conduzem projetos em larga escala, auxiliando clientes na construção de sistemas energéticos mais eficientes e modernos.

Entendendo o planejamento

Para que haja a aprovação de um projeto de Transmissão ou Distribuição, há um primeiro pacote de responsabilidade que envolve diretamente o cliente. Ou seja, quem deseja ser o gerador de energia, deve solicitar à concessionária local essa permissão – que fará as devidas análises para aprovação.

Para que esse primeiro passo seja dado, é importante a contratação de uma empresa com um engenheiro especializado, para, posteriormente, haver o prosseguimento do projeto. Em posse de toda documentação necessária, o engenheiro terá que abrir um processo de aprovação junto à concessionária para que seja possível receber o Parecer de Acesso, documento que formaliza a relação entre os agentes, gerador e distribuidora de energia ou transmissora.

O que acontece depois do Parecer de Acesso?

O Parecer de Acesso, emitido após a aprovação do projeto, vai lhe informar que já é possível fazer as devidas conexões para a ligação do seu sistema gerador. E é nesse momento que seu empreendimento terá as maiores interações com a distribuidora de energia.

Neste momento, é fundamental entender que há importantes ritos legais, regulatórios e técnicos a serem cumpridos. Isso porque a implementação vai invariavelmente interferir na distribuidora de energia do local do seu empreendimento que, por sua vez, é obrigada por lei a manter os níveis de qualidade de energia de acordo com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Para que haja essa conexão de forma que não interfira no fornecimento de energia aos moradores da região, serão solicitadas obras nos ativos da concessionária, além das obras que já estão sendo executadas no projeto do cliente, de forma a atender as exigências das normas e padrões, para garantir além a qualidade do fornecimento, a segurança das pessoas.

Chamadas de “obras de interesse restrito”, essas melhorias são solicitadas para garantir que haja estrutura suficiente para que a nova geração de energia (do cliente) não gere impactos para a rede de distribuição da região. Como a distribuidora tem obrigação legal de atender à sociedade, é preciso essa via de mão dupla para que ambos os lados não sintam impacto ao final do projeto.

Todo esse relacionamento é regulamentado pela ANEEL e, vale ressaltar, precisa ser realizado dentro de um prazo e fluxos determinados no Módulo 3 do PRODIST (Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional). Caso a empresa que deseja ser a geradora não cumprir esses prazos, ele é considerado inválido e o processo precisa ser repetido desde o início, impactando o projeto como um todo.

Como criar projetos fotovoltaicos com menos impactos

O diferencial para criar projetos eficientes está na presença de profissionais com expertise na relação com as distribuidoras desde o momento do planejamento. Na CPFL Soluções, temos especialistas em energia renovável preparados para liderar projetos de alta complexidade garantindo responsabilidades junto aos ativos da concessionária, sem que ocorram transtornos regulatórios.

Um exemplo é a UFV Americana, projeto que gera energia suficiente para abastecer cerca de 738 residências por meio de fontes renováveis. O empreendimento foi construído com 3.320 módulos de captação da luz do sol e tem potência instalada de 1,12 MW, com previsão de evitar a emissão de 131 toneladas de CO² na atmosfera.

Outro projeto é a UFV Capim Branco, que fornece energia para mais de 260 estações rádio base (ERBs) da Algar Telecom em Minas Gerais, gerando uma economia para a empresa estimada em cerca de 20% na conta de energia.

Consulte um de nossos especialistas no desenvolvimento do seu projeto fotovoltaico e atinja todo o seu potencial.

Desafios para a execução de projetos de transmissão e distribuição em usinas fotovoltaicas

Especialistas com amplo conhecimento técnico e de mercado são fundamentais para o sucesso da conexão das usinas aos sistemas de T&D.

Texto publicado na Revista Fotovolt em 22/07/2021.

Grandes projetos de geração de energia fotovoltaica frequentemente demandam a estruturação de sistemas de transmissão e redes de distribuição que, à primeira vista, podem parecer simples, mas, na verdade, exigem ações específicas e planejamento.

É essencial que a geradora tenha conhecimento sobre as responsabilidades das concessionárias junto à ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) no que diz respeito a questões capazes de impactar ou mesmo inviabilizar o projeto como um todo caso os requisitos não forem atendidos.

O momento mais desafiador de todo o processo está na conexão da usina com a rede elétrica, fase em que – além dos pontos técnicos – é preciso entender as questões relacionadas à legislação e às responsabilidades com a sociedade. Esses temas são intermediados pela distribuidora de energia elétrica da região onde a usina se encontra, adicionando uma camada extra de complexidade ao projeto.

A ANEEL vem trabalhando há anos no desenvolvimento de novas resoluções normativas e tratativas de relacionamento entre a geradora e a distribuidora, o que proporciona novos avanços. No entanto, vale ressaltar que o caminhar dessa relação é lento; então, o aconselhamento e o apoio de especialistas ainda são fundamentais para a criação de projetos bem-sucedidos.

Aqui, na CPFL Soluções, esse trabalho conta com a expertise de profissionais que, há anos, executam projetos de transmissão e distribuição em usinas fotovoltaicas, do planejamento à implementação. Além disso, por atuarmos de forma consistente no mercado energético nacional, temos um amplo relacionamento com os vários atores desse setor, incluindo as distribuidoras em todo o País.

Geradoras possuem responsabilidades

Na emissão do Parecer de Acesso, momento-chave para os projetos de transmissão ou distribuição, as distribuidoras indicam obras e melhorias que são de responsabilidade das geradoras durante a execução do projeto. Essa é uma forma de mitigar possíveis interferências no serviço de energia da região no momento da conexão da usina fotovoltaica com a rede.

Conhecidas por “obras de interesse restrito”, essas melhorias devem ser executadas pelas geradoras dentro de um prazo específico, sob pena de ter o projeto totalmente inviabilizado caso as requisições não sejam atendidas.

Especialista em projetos fotovoltaicos

Nós, da CPFL Soluções trabalhamos há anos no planejamento e na execução de projetos fotovoltaicos eficientes e modernos, garantindo eficácia e segurança para os clientes. Os nossos experts atuam na consultoria de ponta a ponta, assegurando o compromisso com a qualidade da entrega e o cumprimento de prazos, além de auxiliar na resolução de possíveis imprevistos ou dúvidas.

Converse com um dos nossos especialistas para entender como um projeto de distribuição ou transmissão pode potencializar a sua geração de energia, abrindo oportunidades e ampliando a sua atuação.

Geração Distribuída é cada vez mais procurada por empresas e consumidores residenciais

Gerar a própria energia a partir de fontes renováveis. Uma solução que há dez anos era inviável, hoje tem sido utilizada por muitas empresas brasileiras e até mesmo consumidores residenciais, por apresentar grandes benefícios.

Flávio de Souza, Diretor Comercial de Soluções Energéticas da CPFL Soluções, explica que mais de 90% da Geração Distribuída (GD) no país é feita por meio de sistema fotovoltaico para captação de energia solar. “É uma tecnologia madura, estável e que veio para ficar. Com a evolução da tecnologia, o custo dos módulos vem se tornando mais baixo”, detalha o especialista. Já há, inclusive, uma série de instituições financeiras com linhas de financiamento específicas para compra das placas fotovoltaicas.

“O Brasil tem um potencial gigante. Em território nacional, o pior local para captação solar ainda é superior ao melhor da Europa”, compara Flávio de Souza. Não por acaso, o mercado de energia solar cresce exponencialmente no país. Entre o início de janeiro deste ano até novembro, a potência instalada fotovoltaica no segmento de GD, já havia superado os números registrados em todo o ano de 2020, conforme reportagem publicada no Canal Solar.

Entre as razões estão as relevantes vantagens financeiras. Com o sistema em pleno funcionamento, a redução nos gastos com energia pode chegar, em alguns casos, a 95%, sobretudo nas redes de baixa tensão. Quem produz a própria energia também garante um bom controle sobre a eficiência energética e, dessa forma, é menos suscetível a aumentos nas tarifas, por exemplo em momentos de crise hídrica.

No entanto, os benefícios vão além do fator monetário. A Geração Distribuída leva a sustentabilidade para o dia a dia das empresas, uma vez que a energia é captada de uma fonte limpa e renovável. A valorização da questão ambiental, muito forte no conceito de ESG, se torna uma ação prática, o que beneficia toda a sociedade e fortalece a marca.

Em setores como a indústria e o varejo, as placas fotovoltaicas podem ser instaladas no próprio local – telhado de fábricas ou lojas – ou posicionadas de forma remota. Nas companhias de porte médio e grande, tem sido comum mesclar a compra de energia no Mercado Livre com a geração própria.

Um bom estudo de eficiência energética pode mostrar quais as melhores opções em cada caso. O primeiro passo é saber que há tecnologias e soluções no mercado com capacidade de suprir a demanda energética da sua empresa a custos viáveis e, melhor ainda, garantir a preservação o meio ambiente.

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Parque do Peão deixa de emitir mais de 100 toneladas de CO2 por ano com usina fotovoltaica

Usina solar construída pela CPFL Soluções tem potência de 986 kWp, o suficiente para suprir toda necessidade do complexo.

A busca pela energia limpa tem sido uma constante, não somente no dia a dia da população como também na rotina das grandes empresas. O compartilhamento de bicicletas, patinetes e até aplicativos de caronas corporativas fazem parte deste movimento que tem como foco principal a redução da emissão de gás carbônico no meio ambiente.

Barretos, cidade com aproximadamente 120 mil habitantes localizada no interior de São Paulo, também entra nesta rota. O Parque do Peão é um complexo com 2 milhões de metros quadrados construído para sediar a Festa do Peão de Barretos, evento considerado o maior do gênero na América Latina. É o principal ponto turístico da cidade e por isso aberto à visitação todos os dias o ano inteiro.

Através de um acordo firmado com a CPFL Soluções, empresa do grupo CPFL Energia, o complexo recebeu uma Usina Fotovoltaica com potência instalada de 986 kWp de energia solar, mais que o suficiente para abastecer todo o Parque do Peão. Segundo o Consultor Comercial da CPFL Soluções, Fabrício Gonçalves Moisés, o sistema foi projetado para que a energia excedente, que ocorre na maioria dos meses, fique como um crédito para os meses de maior consumo. “Fizemos os cálculos do consumo anual e os meses de baixa utilização compensarão o mês de agosto, por exemplo, quando acontece a Festa do Peão de Barretos”, declarou.

parque do peao

Foram instaladas 2.908 placas em uma área de 10,5 mil metros quadrados. As obras duraram cerca de 4 meses e a usina já está gerando energia limpa para o complexo. Com isso, o Parque do Peão deixará de emitir para o meio ambiente mais de 100 toneladas de CO2 por ano. “A energia solar vem crescendo no país. Com o desenvolvimento da tecnologia, as usinas fotovoltaicas se tornaram competitivas e colaboram para uma matriz energética mais limpa e sustentável”, complementa o diretor comercial da CPFL Soluções, Flavio Souza.

Segundo o diretor financeiro da Associação Os Independentes, realizadora da Festa do Peão e mantenedora do Parque, Jeronimo Muzeti, a natureza e as futuras gerações são os maiores beneficiados. “Para termos resultados efetivos em relação à qualidade do ar e aos efeitos que nós mesmos temos provocado em todo mundo precisamos começar logo e nós estamos fazendo nossa parte, com a esperança de que seja o início de uma grande onda que vai alcançar empresas e gestores de Barretos, da região e de todo o país”, afirmou.