Sua empresa precisa de abertura e fechamento de jumper para realizar a manutenção das instalações elétricas?

Entenda o que é esse trabalho e de que forma podemos ajudar a sua empresa a ter benefícios com tal ação.

A busca por eficiência é um processo contínuo em todas as empresas. Mas o que isso tem a ver com a abertura de jumper? O procedimento feito para bloquear a energia na linha, é uma etapa do trabalho de manutenção de uma Subestação.

Esse processo visa garantir a segurança e bom funcionamento de todos os equipamentos e itens de segurança da entrada de energia de uma Subestação. O processo nem sempre é necessário para realizar manutenção, mas quando sim, é preciso contar com uma empresa homologada pela distribuidora local, e que tenha um time de especialistas que possam realizar esse trabalho com o menor impacto de produtividade para sua empresa e com segurança garantida, tanto para os equipamentos elétricos, quanto para as pessoas envolvidas.

Recentemente, nosso time realizou um projeto de modernização e manutenção em instalações elétricas, no qual fomos contratados para construir um novo ramal de linha de transmissão entre as duas unidades do complexo industrial. Havia ainda a necessidade de não interromper a produção do complexo e não deixa-lo sem energia.

Nosso desafio, então, era realizar todo processo com o sistema energizado. Utilizamos a técnica de abertura e fechamento de jumper, realizando a manutenção apenas desviando parte do fluxo elétrico, a partir da manobra de ramal, trabalho bastante comum nas nossas soluções, possível quando o cliente possui duas entradas de energia, e com isso, passamos a trabalhar de um lado da linha, e o outro, continua energizado, garantindo a produtividade e lucratividade da sua empresa.

Isso é, com a abertura de jumper e manobra de ramal combinadas em uma só solução, a sua empresa poderá continuar em produção ainda em momento de serviço de O&M.

Sua empresa precisa de apoio para instalações elétricas? Entre agora mesmo em contato com nosso time de especialistas, eles ajudarão a sua empresa a encontrar soluções personalizadas para seus objetivos. 

Um bom plano de manutenção pode ser o caminho para sua empresa colocar o ESG em prática

Muito se fala em ESG e pouco se sabe como colocar em prática os conceitos corporativos embutidos nessas três siglas que estão transformando o mundo dos negócios. Aqui falaremos sobre como incorporar um bom plano de manutenção dos equipamentos elétricos na sua empresa e como esse processo pode ser considerado uma estratégia ESG.

Há uma máxima no mundo dos negócios que diz que “custo é igual a unha, sempre tem que cortar”. No entanto, essa busca por eficiência econômica e financeira pode ser alcançada de várias formas. Uma delas é evitar desperdícios energéticos.

Instalações, equipamentos e motores elétricos necessitam de manutenção periódica. Essa prática evita desperdícios de energia elétrica e recursos financeiros.  O uso eficiente de recursos limitados como energia elétrica é visto como uma boa prática ESG. 

As manutenções podem ser preventivas, preditivas e corretivas. Normalmente são atividades complementares e cada uma cobre uma camada do plano de manutenção. 

A manutenção preventiva busca se antecipar a falhas que são imperceptíveis. Uma fuga de calor pode comprometer o processo produtivo de uma indústria de transformação. Identificar e propor uma correção é o que fazemos na CPFL Soluções. 

Há também a manutenção preditiva ou recorrente, que é a prática de colocar sensores para monitorar o funcionamento dos equipamentos e instalações elétricas. O objetivo é compreender o funcionamento da máquina e propor soluções para aumentar a produtividade. 

Por fim, situações inesperadas são parte do negócio. Para isso, realizamos manutenções corretivas sempre que um equipamento apresentar falha ou necessitar de um reparo urgente.

Portanto, investir em um plano de manutenção periódico é uma boa opção para que seu negócio possa garantir a segurança, eficiência e ainda economizar. Quer saber mais como nós, da CPFL Soluções, podemos ajudar a sua empresa a colocar o ESG em prática? Entre em contato com um dos nossos consultores.

3 passos para maior durabilidade de seus equipamentos, instalação e motores elétricos

Uma falha em um equipamento crítico – como geradores, transformadores e máquinas elétricas – pode causar prejuízos enormes para uma empresa. A paralisação inesperada compromete a operação e pode levar a transtornos com fornecedores e clientes que poderiam ser evitados com a execução de um bom plano de manutenção. A seguir, confira 3 passos para garantir a máxima eficiência de seus equipamentos, nas instalações e motores elétricos.

1. Manutenções preventivas, preditivas e corretivas 

A manutenção preventiva é indicada para evitar surpresas indesejadas. Aqui vale a máxima: “É melhor prevenir do que remediar.”  Através desse tipo de manutenção é possível identificar defeitos que até então eram imperceptíveis. 

Já a manutenção preditiva (recorrente) é utilizada para monitorar os equipamentos elétricos com o objetivo de compreender o funcionamento do maquinário. Através dos dados coletados, a equipe de manutenção consegue prever e propor soluções para aumentar a eficiência, gerando ganho de produtividade e redução de custos. 

A manutenção corretiva, por sua vez, ocorre nas situações em que a instalação elétrica/equipamentos está apresentando algum tipo de falha e necessita de reparo urgente.

Hoje, grandes empresas já perceberam as vantagens de colocar a manutenção no planejamento de sua empresa, uma vez que, quando suas instalações elétricas/ equipamentos funcionam em segurança com excelência, a produção de sua empresa só tende a crescer e ser mais eficiente. O nosso time de Operação & Manutenção (O&M) trabalha com diferentes soluções e planejamentos, personalizados para a necessidade da sua empresa.

2. Segurança

Para além de questões técnicas, toda empresa deve prezar pela segurança dos colaboradores ao manusear as instalações elétricas, tanto em processos de trabalho, quanto em momentos de manutenção. A segurança é o principal valor da CPFL como Grupo, e com isso, além de garantir a funcionalidade do seu equipamento, para sua maior eficiência, você poderá contar com nossos serviços de forma a reduzir   riscos de acidentes, com o objetivo de prover o funcionamento seguro dos equipamentos elétricos para seus colaboradores.

3. Contar com uma empresa robusta e com expertise para trabalhar em seus equipamentos

Não adianta muito criar planos completos de manutenção e o serviço ser realizado por equipes com limitações técnicas para a execução. Neste cenário, além de riscos financeiros para sua empresa, seus equipamentos elétricos estariam sempre predispostos a falhas ou interrupções de produção. É importante lembrar que os equipamentos elétricos, quando apresentam consecutivas falhas, tendem a perecer, e nem precisamos entrar nas “dores de cabeça” que isso decorre para os negócios, não é mesmo?

Somos uma empresa robusta, que trabalha com equipamento próprio, colaboradores especialistas no assunto, e excelência em soluções e segurança de uma rede de mais de 100 anos no setor elétrico. 

Que tal garantir maior vida útil aos seus equipamentos elétricos conosco? Entre em contato agora mesmo com nosso time de especialistas.

A tecnologia e os novos parâmetros da manutenção de instalações elétricas

José Roberto Fabre, Gerente Comercial de Soluções Energéticas da CPFL Soluções

Demorou um pouco, mas o setor elétrico descobriu que compensa investir em tecnologias digitais para a manutenção de seus ativos, a fim de se obter o máximo rendimento e evitar problemas capazes de causar a interrupção do fornecimento. Pode-se dizer que estamos passando hoje por um processo de transição e modernização, que se desenvolve rapidamente e não tem possibilidade de volta.

A digitalização e outros recursos de inteligência aplicada já são utilizados em todas as etapas da manutenção, da preventiva à corretiva. Essas soluções, no entanto, têm um papel particularmente importante na manutenção preditiva, que envolve estudos, análises e técnicas de engenharia mais avançadas para estratificar um relatório capaz de prever algo que poderia ocorrer no futuro. Dessa maneira, torna-se possível intervir antecipadamente em determinado equipamento, evitando os transtornos e os prejuízos de uma parada inesperada.

A técnica de oscilografia, por exemplo, permite observar eventos transitórios que, se estiverem em determinada condição, podem requerer uma nova parametrização dos sistemas de proteção. No transformador, que é o coração da subestação, é possível fazer uma análise de óleo para observar alguns efeitos que estão ocorrendo e, de maneira antecipada, promover a intervenção adequada, fruto de uma preditiva.

Algumas geradoras já estão instalando equipamentos digitais que permitem a operação e a manutenção remota das subestações, por meio de inteligência aplicada, mas ainda com a intervenção humana. Em pouco tempo, porém, com o avanço da inteligência artificial e com machine learning, o sistema está coletando informações comportamentais das variantes do equipamento e automaticamente criando algoritmos que “aprendem” para se auto parametrizar ou indicar que o equipamento deve ser submetido a manutenção, contribuindo assim para a definição de planos para a tomada de decisão.

Investimento que se comprova

Esse momento de transição é empolgante, na medida em que delineia um cenário de mais eficiência, menos manutenção corretiva e redução de custos. Sim, redução de custos. Embora, à primeira vista, a adaptação dos ativos exija gastos em atualização tecnológica, esse investimento se mostra compensador para a empresa – isso pode ser facilmente comprovado quando se avaliam os prejuízos financeiros e de imagem provocados pelas paradas que ocorrem ao longo de determinado período de forma inadvertida.

Além dos danos provocados pela vegetação, animais e outros fatores externos, as instalações elétricas podem ser comprometidas todos os dias por problemas como mau contato, oxidação e pontos quentes – quando a energia se dissipa termicamente e, mesmo sem ser convertida em trabalho, passa pelo medidor e é cobrada na conta. A boa manutenção está diretamente relacionada à eficiência energética, à confiabilidade operacional, à produção e aos resultados financeiros do negócio.

E não é preciso que a empresa crie equipes próprias para fazer manutenção preventiva e preditiva de alto desempenho. A terceirização desses serviços permite que profissionais especializados realizem o planejamento customizado da operação e cuidem de todas as vertentes da manutenção, desde a repintura de estruturas e o reaperto de conexões até o planejamento inicial, a elaboração do projeto e a aplicação de recursos como digitalização, monitoramento aéreo por drones, oscilografia, inspeções termográficas para direcionar manutenções aperiódicas e outras ferramentas.

O que esperar para o futuro

Em pouco tempo, a manutenção das instalações elétricas estará ainda mais apoiada em sistemas digitais de controle distribuídos, em inteligência aplicada e em recursos como a termografia infravermelha, que permite o sensoriamento remoto de pontos ou superfícies aquecidas por meio da radiação infravermelha.

Entre os colegas do setor, costumamos dizer que a eletricidade não tem cheiro nem cor, mas não aceita desaforo. Se algo não está como se esperava, há uma reação que, às vezes, ocorre em cadeia, com as consequências que conhecemos.

O remédio, evidentemente, é a manutenção bem planejada, que produz uma efetiva vantagem competitiva e cujos benefícios se tornam inegáveis quando há resultados medidos – um argumento incontestável para quem planeja os investimentos.

O que se busca é o estado da arte na manutenção preventiva e preditiva por meio da mudança da atitude passiva – quando apenas há o reparo do dano – para uma ação efetivamente proativa, a fim de evitar que o problema aconteça. E se grandes players do mercado já estão se movimentando nessa direção, é sinal de que esse é mesmo um caminho certo e sem volta.

Novas práticas em projetos de infraestrutura e manutenção

Investir em novas práticas de infraestrutura e manutenção em projetos de energia significa apostar em técnicas inovadoras, ágeis e eficazes. Essa estratégia busca não só trazer mais economia financeira e redução de tempo, mas também considera a sustentabilidade como parte fundamental das iniciativas.

Texto publicado na Revista Eletricidade Moderna em 22/10/2021.

Adotar novos métodos, no entanto, é uma tarefa mais complexa do que imaginamos. E, se não houver planejamento por especialistas da área, pode ocorrer o efeito reverso do que se espera, como atrasos, riscos de acidentes e até mesmo o cancelamento do projeto.

Com a expertise de nossos profissionais, nós, da CPFL Soluções estamos aptos a responder a qualquer tipo de dúvida e problema de infraestrutura em energia e manutenção. Há anos conduzimos grandes projetos nessa área, ajudando clientes de todos os segmentos com soluções energéticas mais modernas e sustentáveis.

Tecnologia em projetos de distribuição e transmissão de energia

Quando falamos em implementação de redes modernas de transmissão ou distribuição de energia, logo pensamos na construção de redes subterrâneas com sistemas interligados e estruturas aterradas. Contudo, essa não é a única alternativa.

Cada vez mais, soluções pensadas para projetos de redes aéreas trazem agilidade, precisão e economia. Um exemplo já praticado por nossos times, da CPFL Soluções é o uso da tecnologia Digger em projetos que exigem rapidez e eficiência de custo.

O equipamento é um caminhão utilizado para instalar as redes de distribuição de energia de maneira rápida e eficaz. Além de ser uma perfuratriz, que promove a instalação de até 6 postes em um só dia, o Digger conta com um cesto aéreo acoplado em sua estrutura, permitindo que o profissional execute múltiplas tarefas com o mesmo equipamento de forma segura.

Serviços – Manutenção

Também é possível utilizar práticas mais inovadoras no que se refere à manutenção da infraestrutura energética de uma empresa. E a chave para isso está na mudança da mentalidade sobre o assunto.

Empresas com maior maturidade energética já adotam um pensamento preventivo e preditivo em suas manutenções. Com esse planejamento, podem entender como a infraestrutura está sendo usada, além de calcular potenciais riscos e monitorar possíveis problemas.

Esse gerenciamento permite um maior controle de todo o ciclo de vida dos equipamentos do sistema elétrico, evitando paradas emergenciais que causam perdas financeiras e podem representar riscos para os funcionários.

Foco na sustentabilidade

A demanda por iniciativas mais sustentáveis tem ganhado protagonismo nos projetos de infraestrutura de energia. Nesse contexto, a diminuição das emissões de carbono compõe um elemento fundamental para projetos que já nascem com esse DNA sustentável.

No setor de Telecomunicações, os data centers, quando não utiliza de energia proveniente de fontes renováveis, são frequentemente vistos como um dos vilões das emissões de carbono, por consumirem elevada quantidade de energia em suas operações, com um impacto ambiental que tende a aumentar cada vez mais,

Pensando nisso, nossos projetos como CPFL Soluções, para esse segmento desenvolvem, desde a primeira conversa, iniciativas energeticamente eficientes e ambientalmente responsáveis, que garantem performance e sustentabilidade sem prejudicar as operações e o crescimento dos clientes.

Esses projetos são feitos de forma integrada e reúnem especialistas de diversas áreas para entender os desafios e objetivos de cada cliente, criando soluções customizadas para as suas necessidades.

Se você tem grandes metas de crescimento e busca mais eficiência na gestão da energia, este pode ser o momento de investir em um projeto de infraestrutura.

Converse com um dos nossos especialistas para conhecer as melhores soluções e calcular o retorno do seu investimento.  

Manutenção 4.0: Principais desafios e tendências de inovação da manutenção dos sistemas elétricos de alta e média tensão

Texto publicado na Revista Manutenção em 04/10/2021.

Assim como os demais nichos do mercado, a área de distribuição de energia enfrenta cenários desafiadores no que tange à manutenção e operação dos ativos. Com a evolução da demanda de carga e as incertezas climáticas diante do aquecimento global, o modelo tradicional de manutenção nessas instalações tem sofrido grandes transformações.
Frente a esses novos cenários, manter-se inerte é assumir o risco de aumentar as falhas e consequentemente comprometer a qualidade do fornecimento de energia do seu empreendimento. É necessário inovar não só nos sistemas de gestão da manutenção e automação de processos, mas também na forma de realizar a manutenção.
Todo o sistema elétrico de potência mudou com o decorrer dos anos. Equipamentos de pátio, sistemas de proteção e controle, sistema de supervisão e telecontrole, protocolos de comunicação e demais sistemas foram modificados. Essa evolução obriga a pensar em novas maneiras de gerir a manutenção do sistema. Diante do cenário atual, permanecer com modelos convencionais de manutenção significa não se adaptar à nova realidade do sistema, que traz como desafios:

● Elevações e variações relevantes de temperatura e elevação do consumo de energia elétrica no Brasil;
● Impacto do aumento da demanda de energia e diversidade nos perfis do controle de tensão. Necessidade da implementação de novas tecnologias no sistema.

No cenário com elevações e variações relevantes de temperatura, o dia pode conter até 25º de variação de temperatura (∆T). Com altas temperaturas e tempo seco, além de fatores externos que agridem a rede elétrica, como as queimadas, o consumo de energia eleva-se exponencialmente, exigindo cada vez mais das instalações elétricas de alta e média tensão.
A CPFL Soluções oferece experiência e eficiência no cuidado com os ativos dos clientes. Com técnicas customizadas, está preparada para apoiar o cliente nos momentos mais adversos e com maiores desafios para a manutenção e operação. Como especialistas no assunto, utiliza técnicas específicas, como por exemplo a termografia, uma técnica muito utilizada no setor elétrico.
Importância e aplicações da termografia frente às elevações e variações relevantes de temperatura e aumento do consumo de energia elétrica no Brasil.
Com as altas concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, o calor emitido pelo Sol é bloqueado, ficando preso na superfície terrestre, aumentando a temperatura média da Terra. O aquecimento global é uma realidade que se agrava anualmente, provocando alterações no clima e, consequentemente, no comportamento dos ativos, principalmente nos períodos de maior temperatura.
Contribuem para o aquecimento, a queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo, carvão mineral e gás natural) para geração de energia, atividades industriais e transportes, a conversão do uso do solo, entre outras aplicações. Por isso, é importante que toda a indústria entenda a importância da descarbonização, estimulando a utilização de equipamentos e veículos elétricos e, sobretudo, a utilização de energias renováveis.
Enquanto ainda possuímos a presença significativa desses combustíveis e convivemos com variações expressivas de temperatura, essa elevação contribui diretamente para o aumento do consumo de energia elétrica no Brasil.

Figura 1 – Previsão de carga de energia para o cenário 2020-2025. Fonte: ONS.

O Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) compartilha, no documento, “Previsão de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética ciclo 2021 (2021-2025)”, a previsão de carga de energia, superando 70.000 MWmédios, a partir de 2022, conforme apresentado no gráfico.
Diante deste cenário, é necessário traçar as melhores estratégias para atravessar períodos de demandas máximas de energia e grande exigência dos equipamentos. Técnicas preditivas de monitoramento de temperaturas, por exemplo, fazem-se necessárias nesses momentos.
Uma ferramenta importante para detecção das anomalias térmicas no sistema é a inspeção termográfica. A termografia é uma técnica preditiva, não invasiva e não destrutiva, de medição de temperatura e formação de imagem térmica de uma determinada instalação, que, por meio de representação gráfica, direciona as regiões que apresentam desequilíbrios e variações térmicas.

Figura 2 – Exemplo de inspeção termográfica.

As diferentes condições operativas de cada subestação tornam necessária uma visão sistêmica sobre as periodicidades, com base em variáveis que coloquem o sistema e o cliente no centro do negócio.
Portanto, para traçar a estratégia ideal é necessário alcançar o ponto ótimo das priorizações e periodicidades das inspeções nas instalações de alta e média tensão. Algumas das variáveis que são consideradas pela CPFL Soluções são:

● Número de unidades consumidoras atendidas;
● Potência instalada;
● Nível de curto-circuito;
● Taxa de falhas;
● Agentes externos – maresia, nível de poeira e poluição local;
● Características e tempo de operação dos pontos de conexões externos – tipos de conectores, materiais e reações.

Essa técnica preditiva tem evoluído e inovado as aplicações no setor elétrico. Já existe, por exemplo, para algumas aplicações, o monitoramento local fixo, integrado ao sistema de supervisão, gerando alarmes remotos para os valores de temperatura e variação ajustados.
Outro grande avanço, também já aplicado nas redes de distribuição de energia da China – Rede do Noroeste, Rede do Nordeste, Rede do Norte da China, Rede do Centro da China, Rede do Leste da China e Rede do Sul –, é o Robô Inteligente de Inspeção de Componentes Elétricos da Launch, que realiza inspeções com frequências definidas e em grande escala, reduzindo, ao máximo, os erros humanos. O robô usa uma câmera termográfica e realiza a inspeção completa em subestações de alta tensão e é capaz, inclusive, de emitir alarmes.
A plataforma é conectada ao computador de controle do robô via Ethernet, enquanto a unidade de controle principal controla o gerador de imagens térmicas de alta definição e o movimento da plataforma pela rede. A câmera termográfica produz vídeo analógico CVBS e a câmera de alta definição produz vídeo de H265.
Os dados de medição de temperatura são enviados à unidade de controle principal via Ethernet e via quadro de compressão de vídeo, proporcionando dados e informações de medição de temperatura com vários quadros em tela cheia, referentes às temperaturas mais altas e mais baixas.
O certo é que, precisa-se avançar com o modelo de inspeção, podendo ser aplicado, até mesmo, em circuitos de baixa tensão e circuitos de corrente. A CPFL Soluções, inclusive, tem, como experiência, situações em que, a partir de algumas ocorrências no sistema, houve elevação de temperatura em circuitos de corrente, com a detecção de folga na conexão do circuito com as novas chaves de correntes (bloco de testes). Um plano de ação de termografias e reaperto dos circuitos, que apresentavam variações de temperatura e de corrente, permitiu reduzir 90% das falhas no ano seguinte.

Figura 3 – Elevação de temperatura em circuitos de corrente.

Nota-se que a técnica é aplicada, em grande parte dos processos, em uma subestação. Trata-se de uma importante ferramenta para detectar potenciais falhas no sistema e agir preventivamente. Tão importante quanto realizar a inspeção termográfica é saber tratar os dados, montar um plano de ação e priorizar os atendimentos com senso de urgência.
Destaca-se, ainda, a importância de se detectar a causa raiz do problema para que as ações previstas sejam aderentes à redução do que está provocando os problemas. Dentre alguns modos de falhas dessas anomalias temos:

● Reação do material, como exemplo: barramentos de alumínio com cordoalhas de cobre e conexões não bimetálicas;
● Conexões mal feitas – torque indevido nas conexões;
● Limalhas nas conexões;
● Baixo isolamento;
● Desgaste do material;
● Passagem de correntes de curto circuito elevados na conexão.

Identificar o modo de falha é essencial para a criação das ações e assertividade na resolução do problema.
Outro novo modelo de inspeções visuais e termográficas possível é a utilização de drones, técnica já empregada por concessionárias, especialmente, em linhas de distribuição de média e alta tensão.

Figura 4 – Inspeções em redes elétricas

O drone é um excelente recurso para áreas remotas e áreas que apresentem terrenos instáveis, como brejos e ambientes muito úmidos. Em parques com linhas extensas, esse tipo de aplicação pode reduzir custos e substituir métodos mais onerosos, como inspeções heliportadas.
Portanto, podemos observar avanços significativos nos modelos de inspeções termográficas nas redes de alta e média tensão. A termografia é uma das técnicas mais efetivas na detecção de anomalias e exige que os profissionais explorem, cada vez mais, as suas diversas aplicações no sistema. Seu cenário, aplicação e tecnologia inserida têm evoluído expressivamente.
Existem aplicações em estruturas fixas com mobilidade, que permitem conexão via GPRS com a rede e já geram alarmes a partir de temperaturas ajustadas. O monitoramento remoto, associado à supervisão e aos registros e armazenagem em nuvem (disponíveis em plataforma web), já representa o avanço significativo e destaca a aplicação em indústrias 4.0.
Com grande experiência no assunto, a CPFL oferece soluções customizadas para diversas aplicações da técnica no sistema elétrico. A aplicação abrange não só as ações em campo, mas a emissão e análise dos relatórios termográficos, que, além da formalização, são ferramentas importantes, inclusive, para fins de auditorias.
Impacto do aumento da demanda de energia e diversidade de perfis no controle de tensão. Necessidade da implementação de novas tecnologias no sistema.
A chegada dos diferentes níveis de tensão e aumento da potência do sistema interligado trouxe consigo a elevação dos níveis de curto-circuito e a necessidade de modelos inteligentes de proteção, controle e automação.
Com a crescente evolução da demanda energética no Brasil, um grande desafio das distribuidoras é controlar a tensão diante do elevado consumo de carga no sistema. Como sabemos, à medida que o consumo aumenta, a tendência é que os níveis de tensão sofram queda, pois são grandezas inversamente proporcionais. Além disso, a diversidade do perfil dos consumidores, torna diferente o consumo por conjunto, não permitindo à concessionária ter uma forma uniforme para tratar os equipamentos que são responsáveis pelo controle de tensão, principalmente em níveis de alta tensão, como os comutadores sobre carga (OLTC).
O comutador em carga, também conhecido como comutador, comutador de derivação em carga (CDC) ou OLTC (on load tap changer), é um equipamento utilizado em conjunto com transformadores de tensão para variar a relação de sua transformação, sem que seja necessário o seu desligamento.
Tradicionalmente, a periodicidade da manutenção desse equipamento baseia-se em tempo ou número de operações. Independente das condições às quais são submetidos, eles são tratados, em sua maioria, da mesma forma. Uma ocorrência num ativo desses, fatalmente, compromete a operação de um transformador de potência, tornando assim, grande, a responsabilidade em manter o ativo sem falhas.
Recentemente foi lançado, em um lote pioneiro, o projeto da CGTI (Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação), em parceria com algumas concessionárias, o SMC, sistema de monitoramento de comutadores.

Sistema Monitoramento Comutadores (SMC)

Esse equipamento cria uma “assinatura elétrica”, ativada a partir do acionamento do motor, criando um diagnóstico por meio de formas de onda do comportamento elétrico do equipamento, sendo capaz de antecipar grande parte dos problemas relacionados à comutação (momento em que o transformador altera o tap automaticamente em carga).
Assim, tem capacidade de antecipar falhas, gerar alarmes remotos, criar registros em memória, comunicar com o centro de operações por meio de diversos protocolos de comunicação, monitoramento remoto e online das grandezas elétricas e comportamento do equipamento, permitindo evolução no modelo de manutenção desses equipamentos, deixando de ser por tempo e operação para condição.
A CGTI cita algumas vantagens na utilização do equipamento, como:

● Assertividade na programação e data da intervenção da manutenção;
● Evita paradas desnecessárias ou não programadas em comutadores;
● Maior eficiência operacional dos transformadores de potência;
● Monitoramento remoto e online do funcionamento dos comutadores;
● Reduz custos de manutenção;
● Ganho de eficiência na definição de investimentos no ativo;
● Redução das manutenções corretivas e falhas;

Pensar diferente tem sido uma necessidade para quem atua na área de manutenção de sistemas de distribuição. Para estimular novas técnicas de manutenção, é importante a busca de parcerias com players que detêm know-how no assunto. A CPFL Soluções pode apoiar a indústria com uma revolução na manutenção, com a aplicação de técnicas e modelos inovadores.
Não há atividade de manutenção tão tradicional que não possa ser repensada. Técnicas eficientes e conhecidas têm sido principais alvos das revoluções na manutenção do setor elétrico.

Referência:
Site da Flir Systems
Site da CGTI

Manutenção Preventiva em instalações elétricas industriais

Texto publicado na Revista Manutenção em 26/07/2021.

Para garantir a confiabilidade e continuidade no fornecimento de energia, é necessário entender a necessidade da manutenção nos ativos do sistema elétrico.
Há muito tempo, ouvimos dizer que manutenção é custo para o processo. No caso de instalações elétricas, para que as manutenções sejam viabilizadas, é necessário que se entenda que a manutenção não é custo, mas sim investimento.
Investir em manutenção no sistema elétrico é vital para o crescimento e desenvolvimento do país. Uma vez que garantimos bons indicadores de continuidade, permitimos e trazemos investimentos, movimentamos a economia, garantimos, inclusive, a vida das pessoas, uma vez que o sistema alimenta hospitais, clínicas e outras missões críticas. Tão importante quanto expandir o sistema e viabilizar o acesso à energia para a população, é manter o sistema íntegro e operacional.
Sabemos que ainda temos muitas regiões carentes de energia e sistemas radiais inseridos no Sistema Elétrico de Potência, isso significa que grande parte dos consumidores são atendidos por circuitos que não possuem recurso, e, no caso de um evento (ocorrência), não há suplência, tornando ainda mais necessária a qualidade e gestão na manutenção de ativos do setor.
Quando falamos em redes de distribuição em alta (SDAT) e média tensão (SDMT), os maiores impactos nos indicadores de continuidade no fornecimento de energia são provocados por ocorrências que, em sua maioria, são ocasionadas por uma falha em equipamento ou circuito elétrico.
No contexto corporativo, a manutenção preventiva se torna essencial para a produção, sendo o cenário ideal para esses negócios sempre obter a maximização das atividades preventivas para a redução das manutenções corretivas (reparos), que são consideradas reativas, ou seja, realizadas apenas quando uma falha ocorre, e impactam diretamente na qualidade dos serviços prestados, assim como, elevam o custo operacional com peças e mão de obra.
Pinto e Xavier (2001 apud RODRIGUES, 2003) definem a manutenção corretiva como: “Manutenção corretiva é a atuação para a correção da falha ou do desempenho menor que esperado.”, já para (BRANCO FILHO, 2008), “Manutenção corretiva é todo trabalho de manutenção realizado em máquinas e equipamentos que estejam em falha para sanar essa falha.”
Quando a manutenção é tratada como investimento, é possível, inclusive, estabelecer projeções de continuidade e funcionamento dos ativos (indicadores de tempo médio de falhas e tempo médio de reparo).
Fora a redução de falhas, a manutenção tem um papel estratégico em investimentos. Em uma área regulada, tal como a de distribuição de energia, os investimentos realizados são tarifados pelo órgão regulador, ou seja, é possível receber, novamente, o investimento na rede, desde que seja para melhorar o fornecimento de energia para os clientes. Isso torna ainda maior a responsabilidade da manutenção em analisar qual manutenção, de fato, pode agregar valor à companhia, ou qual pode ser convertida em investimento, a partir da renovação do ativo. Para isso, ferramentas que identifiquem o risco operacional do ativo podem contribuir para a tomada de decisões.
Investir em soluções é essencial para o negócio da distribuição de energia, neste contexto a CPFL Soluções dispõe de portifólio completo de serviços para manutenções preventivas e instalações elétricas industriais. Com grande know-how adquirido ao longo de mais de cento e oito (108) anos de companhia, a empresa oferece desde o estudo do melhor modelo de manutenção a ser aplicado, até a instalação e manutenção do ativo, ou seja, soluções completas para o negócio.
Para permitir uma manutenção otimizada e com custos atrativos, a CPFL Soluções realiza a análise do melhor modelo de manutenção para o negócio, considerando também a probabilidade de investimento na renovação do ativo, uma vez que alguns sistemas de distribuição possuem ativos depreciados e com alto custo de manutenção.
A CPFL Soluções também oferece serviços customizados para o negócio, tendo a possibilidade de contratar somente a elaboração de projetos, e caso o cliente possua o projeto, e necessite apenas da execução com qualidade, a CPFL também oferece.
Cabe ressaltar que é sim papel da manutenção participar ativamente da sugestão e execução na renovação de ativos, afinal, é o órgão que possui maior conhecimento de como manter o ativo. A contribuição da manutenção pode ser dada através de trabalhos que relacionam o risco operacional de um ativo, a partir de parâmetros de confiabilidade gerados com informações de relatório de ensaios e até mesmo diagnósticos das possíveis falhas, balizando da melhor forma, quais os principais ativos que precisam de investimento.
Para entender melhor as necessidades e alguns modelos de manutenção, é essencial explorar os conceitos de manutenção preventiva e abordar modelos focados em produtividade e confiabilidade.

A Manutenção Preventiva

No segmento de energia, onde a “produção” diz respeito à qualidade no fornecimento de energia, ou seja, disponibilidade total dos ativos, se faz necessário, não apenas a realização das manutenções, mas, também, a criação de modelos estratégicos para a priorização e construção de um plano de manutenção.
Por definição de Pinto e Xavier (2001):
“A Manutenção Preventiva (MP) consiste em exercer o controle sobre o equipamento, de modo a reduzir a probabilidade de falhas ou a queda no desempenho, baseado em intervalos regulares de manutenção, ou seja, obedecendo a um plano previamente elaborado.”
Tanto os ativos críticos ou não, todos devem adotar a MP, de modo a antecipar-se as possíveis falhas, o que determina é o critério de priorização do planejamento das manutenções. Os planos de revisão seguem recomendações do fabricante e consideram aspectos relevantes, como histórico de ocorrências em equipamentos similares. Outra característica refere-se à sua execução, que deve seguir frequências específicas (semanal, mensal etc.) ou determinado número de horas trabalhadas. “Sua principal desvantagem é o gasto com substituição de componente, o que ocorre, geralmente, bem antes da ocorrência do defeito” (SANTOS, 2010).
No sistema elétrico, alguns fatores são primordiais para a construção de um plano estratégico de manutenção. Podemos citar, por exemplo:

● Número de operações;
● Idade do ativo;
● Quantidades de clientes atendidos;
● Criticidade do conjunto de unidades consumidoras regulatório (ANEEL)
● Tempo;
● Periodicidade indicada pelo fabricante;
● Estações do ano;
● Possibilidade de recurso (remanejamento das cargas);
● Severidade do ambiente

A partir dessas variáveis, é possível modelar um plano adequado à realidade da concessionária. Um fator primordial é que o plano de manutenção previsto seja dinâmico, respeitando, assim, os períodos mais críticos do ano, no que se refere à temperatura, demandas e consumo (variação das cargas) e contingências.

A Manutenção Preventiva Periódica

Tratando-se da periodicidade das manutenções, há dois modelos de manutenções preventivas a serem aplicados ao sistema. O modelo periódico conta com manutenções programadas em períodos definidos.
É muito comum atribuir a manutenção periódica a planos de manutenção. Certo, uma vez que existe uma periodicidade definida para as manutenções programadas, podemos, sim, elaborar um plano de manutenção com base em variáveis sistemáticas, mas ele não será o único ator das manutenções programadas.
Sobre os equipamentos inseridos no plano de manutenção periódico, Santos (2010) elenca algumas características que devem ser estudadas no equipamento onde se pretende praticar a MP:

Tabela Distribuição das Manutenções
Tabela 1: Distribuição das manutenções

A escala de cor representa, em média, o fator periodicidade, sendo as cores mais “quentes” representativas de uma periodicidade maior.
No geral, para a manutenção ser vista como investimento, o ideal é que se pratique um número de manutenções, predominantemente preventivas e preferencialmente periódicas, uma vez que as manutenções aperiódicas, muitas das vezes, são condicionais.

A Manutenção Preventiva Aperiódica

Outro grupo de manutenção preventiva são aquelas que não respeitam uma periodicidade definida. Isso acontece devido às características do sistema e às oportunidades que a manutenção encontra no decorrer do tempo.
Ao se tratar de prevenção e redução das falhas, é muito importante que sejam praticadas manutenções condicionais e planos de ação que foquem no que realmente está dando problema.
Podemos tomar, como exemplo, a manutenção de um TC, nas manutenções preventivas periódicas, geralmente realiza-se ensaios como: relação de transformação, resistência de isolamento, resistência de contato, limpeza e lubrificação, o equipamento estava com todos os ensaios dentro dos valores recomendados. Em uma intervenção aperiódica o profissional, notou ao abrir novamente o secundário do TC um vazamento de óleo dentro da caixa do secundário, foi verificado que devido a vibração do parafuso de terminal de enrolamento, ocorreu centelhamento, danificando a isolação e ocorrendo o vazamento de óleo. O que poderia ocorrer se tivéssemos que esperar o ciclo para realizar novamente a preventiva periódica?
Esse é um exemplo real, que pode gerar significativas reflexões aos times de manutenção. Será que aquilo no que estamos investindo tempo, planejamento e mão de obra é, de fato, o que tem gerado mais problemas?
Nos bastidores do resultado, a manutenção aperiódica do sistema elétrico trabalha estratégias de manutenção, baseadas, principalmente, em dois fatores:

● Condição operativa identificada a partir de técnicas preditivas
● Causa raiz de um defeito e planos de ação

Manutenção Preditiva

Só para não passar despercebida no artigo, lembramos que a manutenção preditiva também é um modelo muito aplicado no setor elétrico de potência. Ela, inclusive, é objeto para a definição das manutenções preventivas aperiódicas.
Por definição de Pintoe e Xavier (2001):
“A manutenção preditiva é a atuação realizada com base em modificação de parâmetro de condição ou desempenho, cujo acompanhamento obedece a uma sistemática.”
Segundo Lima e Salles (2005):
“O conceito de manutenção preditiva está inserido na modalidade de manutenção há, aproximadamente, oito décadas; porém, como outras modalidades de manutenção, efetivou-se como importante ferramenta de produtividade a partir de 1970, sendo que a sua evolução se evidencia, de fato, nas duas décadas mais recentes.”
Dentro do conceito de manutenção preditiva, não se encontra um programa completo de manutenção; no entanto, esta modalidade adiciona uma valiosa colaboração, que é imprescindível em qualquer programa de gestão de manutenção, visto que a proposta da manutenção preditiva é fazer o monitoramento regular das condições mecânicas, eletroeletrônicas e elétricas dos equipamentos e instalações e, ainda, monitorar o rendimento operacional de equipamentos e instalações, quanto aos seus processos. Como resultado desse monitoramento, aplica-se uma análise crítica dos resultados para obtenção da maximização dos intervalos entre reparos por quebras (manutenção corretiva) e reparos programados (manutenção preventiva), bem como maximização de rendimento no processo produtivo, visto que equipamentos e instalações estarão disponíveis, o maior tempo possível, para operação.
De acordo com Santos (2010):
“Esse tipo de manutenção consiste em programar a parada no momento necessário, tanto para a máquina ou equipamento, como para o processo produtivo. Isso é possível através do acompanhamento das condições da máquina e do modo como essas condições variam com o tempo. Este tipo de manutenção não visa a eliminação dos dois métodos anteriores (corretiva e preventiva), mas, sim, minimizá-los, de forma prática, técnica e objetiva, através de acompanhamento e monitoração de parâmetros, com uso de equipamentos, instrumentação adequada e inteligência aplicada.”
Reafirmando, a monitoração é contínua e a medição e interpretação das informações coletadas, durante a operação da máquina, é regular. Isto nos informa a ocorrência de variações nas condições da máquina, equipamentos e seus componentes, tornando a operação mais segura e econômica.
“A monitoração pode alterar a ocorrência das falhas, quando elas começam a se manifestar. A determinação do tempo antes da quebra é a maior vantagem, resultando em um sistema confiável, que pode até dispensar o uso de alarmes ou de sistemas de desligamento automático”
SANTOS, 2010
Tratando-se de condições operativas, é muito importante conhecer a forma como o ativo está operando no sistema. Esse diagnóstico pode ser realizado por uma simples inspeção visual, acompanhada de um checklist, onde seja possível registrar e identificar.

● Exposição a fatores externos (maresia, impurezas, poeira)
● Carregamento do equipamento
● Temperatura de operação
● Ruído
● Anomalias

A inspeção termográfica também é uma ótima ferramenta para direcionar manutenções preventivas aperiódicas, uma vez que sinaliza anomalias térmicas no sistema de distribuição, direcionando a manutenção.
A carteira de anomalias deve ser priorizada de acordo com algumas variáveis, tais como: temperatura, equipamento, número de clientes envolvidos, entre outras.
Outro excelente input para a composição da carteira de manutenções aperiódicas são as ocorrências no sistema. A análise detalhada de uma ocorrência pode compor planos de ação em curto, médio e longo prazo. O 5W2H que é uma ferramenta metodológica utilizada para compor planos de ação de maneira ágil, é uma boa alternativa para o caso.
Uma nova técnica preditiva aplicada ao sistema elétrico é a análise proativa de registros de perturbações (oscilografias). Todos os eventos em média tensão geram registros oscilográficos, que relacionam o comportamento elétrico do circuito, ou seja, registros de entradas analógicas (corrente / tensão) e entradas digitais (estado do equipamento, supervisões).
Isso quer dizer que podemos dar um passo à frente na manutenção, uma vez que analisamos antes os registros, para, então, direcionar as manutenções de forma planejada e mais assertiva possível.
Para ilustrar, um registro de oscilografia:

Registro de oscilografia
Registro de oscilografia

Em um mesmo registro, conseguimos analisar:

Uma vez analisados cada um dos itens, tem-se a oportunidade de direcionar, de maneira assertiva, a manutenção nos equipamentos, que já apresentam algum comportamento indevido.
Portanto, no que se refere à manutenção do setor elétrico, é imprescindível, para a boa condução da programação, o diagnóstico das atividades preventivas, para que se possa traçar a estratégia de execução, com base em periodicidade e priorização.
Existem muitas ferramentas preditivas a serem exploradas, no setor, para composição de planos preventivos, cada vez mais dinâmicos e eficazes.
O papel da manutenção se torna cada vez mais imprescindível para o desenvolvimento do país e da sociedade. O Brasil tem recebido grandes investimentos na área elétrica, exigindo uma resiliência cada vez maior na concessão dos ativos já existentes e na análise da viabilidade de manutenções condicionadas a renovação de ativos.
Para isso, o país precisa contar com empresas de alto know-how de manutenção elétrica, que promovam soluções ágeis e inovadoras para o sistema elétrico de potência. Pensando nisso, a CPFL Soluções se dispõe sempre à apoiar a indústria no geral, oferecendo aplicações otimizadas de estudo, implantação e manutenção, contribuindo para o desenvolvimento sociedade à partir da melhoria da qualidade no fornecimento de energia e produção das indústrias.
Determinadas atividades exigem a contratação de especialistas com know-how e expertise específicos. Este é o caso de sistemas e ativos elétricos, cuja manutenção demanda profissionais extremamente qualificados e habilitados com treinamentos e conhecimentos sobre normas específicas como por exemplo a NR10, NR33 e NR35.

Manutenções Elétricas

Para manutenções elétricas e parceria estratégica, existem no mercado empresas, como por exemplo, a CPFL Soluções, subsidiária da CPFL Energia, que possui soluções completas para manutenção preventiva, preditiva e corretiva de infraestruturas de fornecimento e distribuição de energia elétrica, assim como de subestações de média e alta tensão e de sistemas, equipamentos e ativos elétricos. Para saber mais detalhes, acesse o site da empresa e confira as modalidades de serviços.

Instalações elétricas industriais: 5 benefícios dos serviços de manutenção

Tão importante quanto a atividade exercida, a manutenção elétrica industrial é essencial para a continuidade das operações executadas dentro das organizações. Com um plano eficiente, é possível evitar as temidas interrupções imprevisíveis e as paradas indesejadas. Através da manutenção contínua dos equipamentos, é possível gerenciar o abastecimento de energia e garantir uma maior efetividade econômica e funcional de toda a rede.

Sendo assim, a manutenção elétrica industrial é um processo essencial para manter a eficiência da produção, evitando falhas e desperdícios. Visando uma operação contínua, é necessário realizar um acompanhamento preventivo para que não aconteçam paradas não previstas ou problemas decorrentes dos desgastes e sobrecarga dos equipamentos.

Tipos de manutenção elétrica 

Responsável pelo bom funcionamento dos equipamentos dentro de uma indústria, a manutenção elétrica industrial envolve uma série de procedimentos, como testes, monitoramento de sistemas, reparos e substituição de elementos, entre outros. Esse tipo de manutenção é realizado por profissionais habilitados, que acompanham os equipamentos de toda a organização, como:

Realizar paradas de manutenção preventiva não só reduz a chance de paradas inesperadas e danos nos equipamentos, como também otimiza o uso da energia elétrica dentro da indústria, garantindo uma maior economia e sustentabilidade.

Com a utilização contínua, os equipamentos podem apresentar avarias “invisíveis” que podem causar falhas, interrupções e acidentes graves, desencadeados por defeitos que poderiam ter sido facilmente resolvidos com uma postura preventiva. Por essa razão, é preciso estabelecer paradas ocasionais para a manutenção desses equipamentos. Existem três tipos de manutenção, cada uma delas voltada para um objetivo ou demanda, como veremos a seguir.

Manutenção Corretiva

Esse tipo de manutenção é indicado para momentos onde o sistema já está apresentando algum tipo de problema ou falhas, sendo necessário que seja feito um reparo imediato. Por conta do risco, a manutenção corretiva tem um caráter urgente, pois é feita para retomada de processos parados de prevenções maiores danos e eventuais acidentes. Para determinar a necessidade de manutenção, é preciso seguir um dos seguintes critérios ou comportamentos das máquinas:

Manutenção Preventiva

A manutenção preventiva é indicada para evitar problemas e interrupções inesperadas no funcionamento dos equipamentos. Através desse tipo de manutenção é possível identificar defeitos no sistema ou no maquinário antes que causem problemas maiores. 

Através da análise dessa manutenção, os equipamentos e os sistemas são conferidos em busca de peças com defeitos, fios desencapados, desgastes nos componentes, danos por mau uso, entre outros problemas. Ainda que nenhum mal funcionamento tenha sido identificado, é possível garantir que tudo continue funcionando com eficiência.

Caso seja identificado algum problema ou dano, o técnico responsável elabora uma estratégia para que o problema seja corrigido com agilidade. Diferentemente dos problemas encontrados na manutenção corretiva onde a resolução é mais complexa (muitas vezes envolvendo mais de um componente), a resolução nesse caso é mais simples, pois ainda não houveram danos ao equipamento ou ao sistema.

Por esse motivo, os custos necessários para a manutenção preventiva são consideravelmente menores do que na manutenção corretiva.

Manutenção Preditiva

Diferentemente dos dois tipos de manutenção anteriores, a manutenção preditiva não necessita de problemas ou intercorrências, funcionando de forma contínua e paralela com os equipamentos e sistemas da indústria. Muito utilizada no setor para monitorar o funcionamento do sistema e da produção, seu principal objetivo é compreender e prever o comportamento de todo o maquinário.

Assim como um software ou antivírus, a manutenção preditiva consegue entender como os equipamentos se comportam e propõe soluções mais inteligentes. Através dos dados obtidos, os responsáveis conseguem criar um cronograma e estabelecer o melhor momento para realizar a manutenção elétrica dos sistemas.

A manutenção preditiva é essencial para melhorar o funcionamento dos equipamentos e aumentar a sua vida útil. Além de evitar interrupções não programadas, esse recurso permite uma grande economia de custos para a organização. Sem a necessidade de reparos constantes, o maquinário atua com mais eficiência e com menos desgaste.

Manutenção em Linha Viva

Por lidar com linha viva, a manutenção nesse caso deve ser feita com muito cuidado, com a utilização de EPIs adequados. Ela pode ser feita de três maneiras diferentes:

5 benefícios dos serviços de manutenção

1. Consumo mais eficiente

Boa parte da energia consumida  no setor industrial acaba sendo desperdiçada com uma utilização ineficiente, gerando mais custos para a empresa. Através de um plano de gestão de manutenção, é possível aproveitar a energia de forma mais otimizada, garantindo uma maior eficiência energética. Esse planejamento ajuda a reduzir o desperdício de energia e de recursos, contribuindo com a saúde financeira da organização.

2. Valoriza a empresa

Com a criação e implementação de um plano de manutenção eficiente, a organização também abre portas para a inclusão de pautas relacionadas à sua agenda ESG (Environmental, social and corporate governance). Isso significa que, com o consumo energético mais eficiente, é possível estabelecer ações e melhorar processos visando a criação de uma empresa mais “verde”, comprometida com a sustentabilidade e com as questões ambientais.

3. Economia de custos com manutenção 

Os serviços de manutenção ajudam a aumentar a vida útil dos equipamentos, reduzindo os custos com substituições constantes. Além disso, com a manutenção preventiva, menor será a necessidade de reparos constantes na planta.

4. Produtividade

O gerenciamento assertivo da manutenção garante um aumento na produtividade e na eficiência dos equipamentos. Através dele, é possível reduzir as paradas não programadas e as falhas operacionais, proporcionando um aumento dos lucros e redução dos desperdícios na indústria.

5. Segurança 

Sabemos que a segurança é um aspecto primordial dentro da indústria, não importando qual a sua área de atuação. Realizar a manutenção constante dos equipamentos ajuda a prevenir falhas e acidentes, garantindo uma maior segurança para todos os colaboradores.

Independentemente do tipo, a manutenção da rede elétrica é essencial, não só para a continuidade das atividades, como também para a segurança de todos os colaboradores.

Para otimizar ainda mais as atividades da sua empresa, conte com a CPFL Soluções. Através da nossa consultoria, você pode trilhar o caminho mais seguro e eficiente para o seu negócio! Entre em contato conosco!

3 razões para possuir um plano de manutenção estruturado para seu negócio

Mais do que uma estratégia, um plano de manutenção preventiva deve constar como uma das ações mais importantes dentro de uma indústria. Com esse tipo de planejamento, a organização consegue aprimorar o funcionamento de todos os seus equipamentos elétricos, garantindo a continuidade das suas atividades e trazendo ainda mais segurança energética em suas operações e para todos os colaboradores.

Muitos gestores questionam a necessidade da elaboração de um plano de manutenção preventiva por conta da sua complexidade, mas contar com ele traz inúmeros benefícios para os negócios. Veja a seguir três razões para criar esse plano e as vantagens que ele pode trazer!

O que é um plano de Manutenção Preventiva? 

Um plano de Manutenção Preventiva é muito mais do que um cronograma de monitoramento técnico. Ele consiste em um conjunto de registros que demonstram e estabelecem todas as etapas necessárias para a execução da manutenção elétrica e eletromecânica industrial. Nele é possível detalhar a identificação e localização de cada um dos equipamentos, quais as peças e materiais necessários, e qual será a frequência necessária da manutenção.

Essas informações são dispostas de forma que se estabeleça um roteiro para padronizar e guiar as tarefas e atividades a serem realizadas pelos responsáveis. Além disso, ele deve conter informações claras e específicas, que possam ser compreendidas por todos os colaboradores, e orientar para um processo de tomada de decisão rápido e assertivo, quando algo é detectado preventivamente.

É importante diferenciar a manutenção preventiva dos outros modelos aplicados na indústria:

Manutenção preventiva: através do monitoramento, a manutenção preventiva avalia o estado e as condições de funcionamento do sistema, criando uma rotina de ações de manutenção periódica. Caso haja sinal de problemas ou desgaste, é realizado o reparo, prevenindo falhas ou danos maiores

Manutenção preditiva: funciona como um monitoramento constante de todo o sistema elétrico, através de análises e estudos técnicos de forma antecipada, para prevenir danos futuros e prever a vida útil dos equipamentos. Caso necessário, o responsável realiza intervenções preventivas ou pontuais.

Manutenção corretiva: aplicada para a resolução de problemas técnicos que estão causando impacto no sistema elétrico ou no maquinário da organização. Através dela é feito o reparo ou a substituição de componentes, à medida que se faz necessário.

Manutenção emergencial: esse tipo de manutenção é realizada quando já ocorreu um dano ou falha, e está comprometendo a continuidade das atividades. Nesse caso, ela deve ser feita com agilidade para mitigar os prejuízos causados pela interrupção repentina.

Porque possuir um plano de manutenção? 

1. Aumento da produtividade 

Através de um plano de manutenção, os colaboradores conseguem agir de forma rápida e assertiva diante de qualquer problema, otimizando o seu tempo de trabalho. Além disso, a necessidade de paradas constantes para reparos e ajustes também será reduzida, aumentando a produtividade geral da organização.

Também possibilita um maior controle de tempo e produtividade, possibilitando que o gestor controle o tempo de parada, inspeção e reparo. Com as informações obtidas, também é possível otimizar as próximas paradas de manutenção.

O tempo de parada interfere diretamente na produtividade: quanto mais tempo durar uma parada inesperada para a manutenção, menor será a produção, e por consequência, o aumento de prejuízos financeiro. Através do plano de manutenção é possível entregar as etapas necessárias para o reparo, de forma a reduzir consideravelmente o tempo de indisponibilidade.

2. Evita perda de competitividade e aumenta a previsibilidade produtiva

Em um mundo ideal, o sistema elétrico está sempre funcionando em sua totalidade e nunca apresenta falhas, garantindo a maior produtividade possível para seu negócio. Embora saibamos que a realidade pode ser diferente, com a ajuda do plano de manutenção preventiva é possível reduzir o número de paradas para reparo, garantindo o pleno funcionamento dos equipamentos, mesmo com o desgaste previsto.

Isso significa que, além de tornar possível a previsibilidade competitiva, também é possível manter o posicionamento e o diferencial da organização no mercado. Além disso, ajuda a reduzir o desperdício de energia, aumentando a eficiência de suas instalações elétricas e diminuindo os gastos com reparos e substituição de componentes.

3. Garante maior segurança de operação e confiabilidade do sistema elétrico

Independente da área de atuação, a segurança deve ser sempre uma prioridade dentro de uma empresa, e todos os aspectos relevantes devem ser observados. A falta de manutenção de equipamentos está entre os principais causadores de acidentes de trabalho ao redor do mundo, afinal, maquinários que operam com falhas ou problemas técnicos são um grande risco para todos os colaboradores.

Contar com um plano de manutenção elétrica e eletromecânica pode evitar a maior parte das falhas e problemas técnicos ocasionados na indústria. Se o objetivo é alcançar um patamar diferenciado em eficiência e produtividade, esse plano deve ser uma prioridade, sendo indispensável para o sucesso do negócio.

Para garantir a segurança e a confiabilidade do sistema elétrico, mantendo a sua produtividade, as empresas devem compreender que um plano de manutenção periódico não é mais uma despesa, e sim, um investimento necessário.  

Para otimizar ainda mais a sua competitividade, conte com a CPFL Soluções. Através da nossa consultoria, você pode trilhar o caminho mais seguro e eficiente para o seu negócio! Entre em contato conosco!

Período de entressafra é o momento ideal para manutenções elétricas

Os desafios da entressafra são muitos e sua empresa os conhece bem. Mas o período também apresenta oportunidades. Uma delas é a realização de manutenções elétricas.

A recomendação é aproveitar o momento para verificar todas as instalações elétricas e realizar os ajustes necessários.

“A manutenção é fundamental para qualquer tipo de instalação, seja residencial, predial e no comércio. Mas a indústria tem uma característica peculiar, que é uma estrutura bem mais complexa. Nesse setor, manutenção não é algo opcional, e sim uma ação obrigatória”, lembra Eberson Fernandes Muniz, Business Development da CPFL Soluções. Com esse cuidado, a produção segue funcionando, de forma eficiente e com economia.

O especialista explica que há cinco principais tipos de manutenção voltados à atividade industrial. Confira:

Manutenção preventiva

Indicada para reduzir ou evitar a falhas nos equipamentos.

Manutenção preditiva

Trabalho mais analítico, no sentido de definir através de estudos o estado futuro de um equipamento, tendo como um dos impactos a redução de prejuízos com as paradas inesperadas.

Manutenção de linha ativa

Realizada sem o desligamento da energia o que deve ser feito de forma preventiva e regular, pois evita o desligamento ou a interrupção da atividade fabril

Manutenção corretiva

Ação emergencial para corrigir falhas no menor tempo possível e evitar maiores implicações

Engenharia de manutenção

Conjunto de atividades que estuda e planeja ações para evitar problemas crônicos em indústrias e empresas de outros setores, com foco na qualidade e disponibilidade.

Já consegue imaginar qual manutenção se encaixa melhor na sua empresa? Não deixe esse planejamento para depois. Aproveite para investir em contratações periódicas que trazem mais segurança e eficiência para a sua operação estar sempre em dia. Com anos de experiência, nossos times executam qualquer tipo de manutenção em subestações, linhas de transmissão, redes de distribuição e cabines de mediação. E isso pode ser feito por meio de contratos anuais, plurianuais e até mesmo com soluções customizadas. Entre em contato conosco.