Como o mercado livre pode ajudar sua empresa a colocar o ESG na prática?

O Mercado Livre de Energia pode gerar muitas dúvidas para os gestores de empresas cujo fornecimento energético ainda é feito no formato tradicional, caracterizado pelo atendimento exclusivo da concessionária local. Mas afinal, como o mercado livre pode ajudar sua empresa a colocar o ESG na prática? A resposta é flexibilidade.

O mercado livre é o oposto do mercado cativo. O Ambiente de Contratação Livre, com o próprio nome já pressupõe, permite que as empresas sejam mais eficientes e sustentáveis no consumo de energia elétrica. 

Isso é alcançado pela competitividade proporcionada pela livre negociação de compra de energia entre produtores, comercializadores e consumidores de energia. Os players podem negociar com autonomia contratos com melhores condições comerciais, gerando economia financeira e previsibilidade de custos. 

O cliente livre pode fechar contratos customizados conforme o perfil de consumo e comprar energia elétrica provenientes de fontes limpas e renováveis, como as tecnologias eólica, solar fotovoltaica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). 

Mas será que a sua empresa pode comprar energia incentivada?

Fabiana de Cillo Carvalho, gerente de Planejamento e Regulação de Mercado da CPFL Soluções, explica que existem dois tipos de consumidores no mercado livre: os clientes livres e especiais

O cliente livre precisa ter uma demanda mínima de 1.000 kW, equivalente a uma conta de luz média de R$100 mil. Ele pode comprar energia de qualquer fonte de geração, fóssil ou renovável. 

Já o cliente especial, pela regra vigente, precisa ter uma demanda mínima de 500 kW, equivalente a uma conta de luz média de R$60 mil. No entanto, a energia contratada precisa ser exclusivamente de fontes renováveis.

Essas fontes renováveis são classificadas como “incentivadas”, pois oferecem ao comprador o benefício socioambiental, portanto, eles recebem descontos nas tarifas de uso do sistema de transmissão e distribuição. 

Por isso, quando pensamos nos conceitos de governança, meio ambiente e social (ESG, na sigla em inglês), o mercado livre é o caminho certo para ter um consumo energético com menor impacto socioambiental, com o benefício adicional de reduzir gastos desnecessários, uma vez que o cliente só paga pelo que consome. 

Quer saber mais sobre como o mercado livre ajuda a colocar o ESG na prática? Nossos especialistas estão sempre à disposição para atender e encontrar a melhor solução para sua empresa.

Mercado livre tem novos critérios de entrada, manutenção e saída.

O mercado livre terá novos critérios de entrada e manutenção para comercializadores  e novos critérios de saída para consumidores. As novas regras estão dispostas na Resolução Normativa 1014, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 25 de abril. O objetivo é aumentar a segurança das operações de compra e venda de energia elétrica, em um contexto de expansão do Ambiente de Contratação Livre (ACL).

As comercializadoras de energia serão organizadas em dois grupos: tipo 1 serão empresas que poderão negociar sem limitação de volume de energia, desde que comprovem patrimônio líquido mínimo de R$ 10 milhões, e Tipo 2, que ficarão limitadas a negociação de até 30 MW médios por mês. Outra mudança, os  agentes serão desligados caso fiquem inadimplentes na liquidação financeira do Mecanismos de Venda de Excedentes (MVE). 

Outra mudança importante foi o aumento de R$ 1 milhão, para R$ 2 milhões do valor de capital social necessário a ser apresentado à CCEE quando do requerimento de um novo agente, para comercializar energia.

Os consumidores também precisam ficar atentos às mudanças. Agora, o processo de desligamento na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) começa sempre que houver ajuste nos volumes associados a contratos de venda por parte do comprador ou cessionário. 

A CCEE terá 60 dias para concluir o procedimento de desligamento, que poderá ser suspenso caso o agente não possua outros descumprimentos e aporte garantias financeiras (caução).

Lembrando que a caução não isenta o agente do pagamento integral dos encargos moratórios correspondentes, na liquidação financeira subsequente.

O agente poderá ser desligado por três motivos: de forma compulsória, por solicitação do agente ou inadimplência. Neste último caso, a CCEE deve instaurar procedimento administrativo, notificar o consumidor e oferecer tempestividade a sua defesa e pedir o aporte do principal de seus débitos na liquidação financeira ou comprove adimplemento na data prevista no calendário financeiro.

O prazo oferecido para manifestação é de dez dias, contados a partir da notificação. Quando o valor da inadimplência for inferior a R$ 3 mil, não havendo conduta reincidente ou contumaz, a CCE pode impor restrições.   

A CCEE também poderá determinar ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ou às distribuidoras a desconexão de geradores com débitos no Mercado de Curto Prazo (MCP). O ONS e a CCEE terão até 30 de abril de 2023 para adequar seus procedimentos de acordo com a REN 1014/22. 

Ainda consta na agenda de segurança do mercado os aprimoramentos dos processos de monitoramento dos agentes e salvaguardas financeiras. As consultas públicas 10/2022 e 11/2022 receberão contribuições até 23 de maio.

Consumidor Livre ou Especial? Saiba a diferença.

Com certeza, você já se deparou com os termos consumidores livres e consumidores especiais, mas qual é exatamente a definição desses tipos de consumidores? Se você tem essa dúvida, este texto vai te ajudar! O Mercado Livre de Energia, é um ambiente de contratação energética, onde os consumidores e vendedores negociam com empresas fornecedoras de energia, preços e flexibilidades. Hoje podem fazer parte do mercado livre de energia dois perfis de consumidores: livres e especiais.

O consumidor Livre tem como característica empresas eletroenergéticas, , com alto consumo de eletricidade (indústrias de cimento, extrativista, siderúrgicas, montadoras de veículos, etc.) Conforme regra atual, se faz necessário ter demanda acima de 1 megawatt (MW). Já os consumidores Especiais devem ter carga entre 0,5 MW e 1 MW. Esse grupo é formado por comércios, pequenas indústrias, shopping centers, padarias, farmácias, entre outros. 

Atenção: é possível realizar união de cargas para atingir o mínimo de demanda para entrada no mercado livre. Esse processo é conhecido como comunhão de cargas e é uma opção para quem deseja migrar para o mercado livre. Com isso, empresas de pequeno porte com mais de uma unidade consumidora na mesma localidade ou grupo empresarial podem unir as cargas, e juntas, atingirem o valor mínimo. 

Energia convencional e incentivada. A divisão entre os tipos de consumidores também impacta no tipo de energia que o cliente poderá comprar no mercado livre. A energia convencional tem como origem grandes hidrelétricas e termelétricas a gás natural, carvão e óleo combustível. Já a energia incentivada tem como origem tecnologias renováveis, como solar fotovoltaica, eólica, biomassa. 

No mercado livre, a energia convencional e incentivada costuma ter preços diferentes. A energia incentivada apresenta um spread em relação a energia convencional, e condiciona ao consumidor desconto % na TUSD. Trata-se de uma política pública para fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias de produção de energia. 

Outro ponto que vale mencionar é que, a partir de 1º de janeiro de 2023, consumidores livres e especiais terão como limite mínimo a mesma faixa de carga. Isso significa que todos os consumidores com cargas acima de 0,5 MW poderão escolher entre energia convencional e incentivada. 

Estamos vivendo um cenário de constantes mudanças regulatórias, e isso pode impactar nas regras de tipos de consumidores. Então, convidamos você a ficar ligado em nossos artigos e em caso de dúvidas, consulta nosso time da CPFL Soluções, para saber qual é a melhor estratégia para o seu negócio.

Você também pode acompanhar nosso conteúdo completo e explicativo do Podcast, C-liga:

Abertura do Mercado Livre

Como começar no Mercado Livre de Energia


ANEEL estuda medidas regulatórias para que todos os consumidores com carga inferior a 500 KW possam acessar o mercado livre de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apresentou ao Ministério de Minas e Energia (MME), em atendimento à Portaria MME n°456/2019, estudo sobre as medidas regulatórias necessárias para a abertura do mercado livre de energia. Esse tema está em debate no país há quase 10 anos.

A agência identificou 14 itens para regulamentação ou aprimoramento. Eles estão reunidos na Nota Técnica nº 10/2022-SRM/ANEEL, com embasamento pautado na Tomada de Subsídios n°10/2021, que teve como objetivo obter aporte do setor e da sociedade sobre o processo de abertura de mercado.

Na prática, o objetivo é modernizar as regras e introduzir inovações para que consumidores residenciais, comerciais e pequenas indústrias possam escolher o seu fornecedor de energia elétrica, ou seja, tenham liberdade e opções para comprar energia fora de suas distribuidoras locais. 

Confira as 14 medidas listadas pela ANEEL

  1. Implementação de campanhas para informar os consumidores sobre o processo para acessar o mercado livre.
  2. Padronização de produtos divulgados na internet, de modo a permitir a comparação segura dos custos, benefícios e riscos envolvidos.
  3. Medidas para evitar abuso de poder de mercado e acesso a informações de consumidores, no caso de grupos econômicos que atuem de forma verticalizada.
  4. Comercializadores de energia que vierem a atender ao público residencial, deverão estabelecer canais de atendimento acessíveis e atuar como disseminadores de informação.
  5. Condições, prazos e requisitos para realizar a migração para o mercado livre.
  6. Definir prazos para o atendimento e a ligações de novos consumidores por parte das comercializadoras.
  7. Criar uma nova forma de apresentação das faturas de elétrica para os consumidores com carga inferior a 500 kV no mercado livre.
  8. Permitir a migração com o medidor eletromecânico e procedimento para tratar o descasamento entre dados de medição e contabilização na CCEE.
  9. Fortalecer a figura do comercializador varejista de energia elétrica.
  10. Definir regras para o desligamento de integrantes da CCEE.
  11. Regras para suspensão do fornecimento.
  12. Regras para o encerramento da representação de consumidores pelo gerador varejista ou comercializador varejista.
  13. Procedimento de corte de consumidores inadimplentes.
  14. Estabelecer procedimento de suprimento pela distribuidora para os consumidores desligados do mercado livre por motivo de desligamento do supridor da CCEE.

A secretária executiva do MME, Marisete Pereira, disse em evento público que a abertura do mercado de energia é prioridade na pauta de 2022. A representante do governo sinalizou que o próximo passo é avaliar as contribuições da ANEEL e da CCEE e realizar a abertura de consulta pública para que a sociedade possa contribuir mais uma vez com o processo. A expectativa é que a consulta pública seja aberta ainda no primeiro trimestre deste ano.

Vale salientar, que estão em tramitação no Congresso os Projetos de Lei n°1917/2015 e 414/2021, ambos que tratam da portabilidade da conta de luz.

Se você ficou com alguma dúvida, nosso time de especialistas está disponível para te ajudar, entre em contato conosco, clicando aqui.

Por que devo migrar para o mercado livre de energia?

Mercado Livre de Energia Elétrica é um ambiente onde compradores e vendedores negociam livremente contratos de energia elétrica, é um mercado que vem crescendo exponencialmente ao longo dos anos.

De acordo com o boletim da Abraceel publicado em novembro de 2021, o mercado livre de energia possui 25.675 unidades consumidoras, isso representa um aumento de 28% nos últimos 12 meses, ou seja, migraram 5.584 novas unidades consumidoras, neste período.

Hoje, o mercado livre de energia representa 66% de toda a energia transacionada no país, e 85% de todo o consumo industrial já está no ambiente de contratação livre.

Esse crescimento é justificado devido aos inúmeros benefícios que as empresas possuem. No mercado livre de energia, a sua empresa tem redução de custos, devido a possibilidade de escolher seu fornecedor de energia, evitando a compra da energia na distribuidora. A economia neste ambiente pode chegar em até 30%, em relação ao custo atual.

Devido a vantagem competitiva e a economia que o mercado livre de energia proporciona, as empresas que tem essa possibilidade, estão entrando neste mercado.

Quando posso migrar para o Mercado Livre de Energia?

A empresa que deseja migrar para o mercado livre de energia deve comunicar a sua intenção de migrar à distribuidora de energia 6 meses antes do término do contrato.

Perdendo esse prazo, deve-se aguardar a próxima data de vencimento do contrato com a distribuidora ou realizar o pagamento da multa rescisória do contrato.

Visto isso, recomendamos que a sua empresa identifique o quanto antes a viabilidade de migração, pois cada dia fora do mercado livre de energia é um dia sem os benefícios proporcionados por ele.

Entre em contato hoje mesmo com a CPFL Soluções e inicie o estudo de viabilidade gratuito para verificar se sua empresa pode migrar para o mercado livre de energia, clique aqui.

E se sua empresa já identificou a viabilidade de migração, mas ainda tem dúvidas. Vamos te ajudar a entender tudo agora:

Esclarecendo as maiores dúvidas sobre o Mercado Livre de Energia

O mercado livre de energia, é um ambiente que possui previsibilidade, por isso, tem poucos riscos às empresas inseridas.

Um dos principais pontos de receio das empresas no momento de escolha é por ser um ambiente diferente do qual estão acostumados, onde há novos termos e expressões que no início podem deixar qualquer profissional inseguro.

Mas, como mencionado, este ambiente é totalmente seguro, e se sua empresa estiver assessorada por empresas especializadas, não há o que temer. Atuamos há mais de 15 anos com comercialização de energia no mercado livre, e nossos consultores irão acompanhar de perto todo o seu processo, garantindo a confiabilidade e transparência necessárias para realização das suas operações neste ambiente.

Veja a seguir outras 3 perguntas frequentes que recebemos dos nossos clientes no momento de migrar:

1 – Minha empresa pode ficar sem energia ao migrar para o mercado livre?

Muitos profissionais ficam preocupados quando analisam essa possibilidade, pois estão acostumados a comprar energia diretamente com a distribuidora, e acreditam que podem ficar sem energia elétrica, caso façam a migração.

Esse risco, na verdade, não existe, pois, a empresa vai continuar recebendo a mesma energia e a distribuidora continua sendo remunerada para manter a sua estrutura de fornecimento.

Ou seja, a responsabilidade pela qualidade do serviço de distribuição continua sendo da distribuidora local, independente de qual fornecedor você escolheu para comprar a energia. Com isso, sua empresa continua recebendo energia da mesma forma que recebia anteriormente à migração.

O que ocorre é que contratualmente (e contabilmente) sua empresa comprará energia de um fornecedor e, no balanço final, cada um paga e/ou recebe referente ao que consumiu e/ou gerou.

2 – Como fica a exposição à variação de preço de energia?

No mercado livre o valor de referência da energia é o PLD (Preço de Liquidação de Diferenças). Quando há oscilação no volume de chuvas, há impacto em toda cadeia produtiva de energia.

Assim, empresas que realizam contratação de energia por curtos prazos, correm maior risco de serem afetadas pelas variações de preços do mercado.

O cuidado deve ocorrer no momento da aquisição, onde é possível encontrar preços diferentes dos contratados anteriormente, que podem ser maiores ou menores.

Portanto, para evitar esse risco, é recomendável que a migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) envolva uma estratégia de longo prazo e contrate uma empresa especializada para te assessorar durante todo o processo.

3 – Como posso ter certeza que realizei o melhor contrato?

Um dos passos realizados durante a migração para o mercado livre de energia é o estudo de viabilidade econômica. Essa análise é feita por uma empresa especialista, como a CPFL Soluções, que se responsabiliza por fazer a gestão de energia de seus clientes, gerenciar seus contratos de energia e garantir maior segurança e tranquilidade.

Como vimos, a falta de acompanhamento adequado no momento da migração, na compra de energia e na gestão do contrato pode trazer muitas complicações para as empresas.

Portanto, escolha um fornecedor que possui solidez no mercado. A CPFL está há mais 100 anos no setor elétrico e integra todas as soluções de energia que o seu negócio precisa. Já atendemos mais de 1.500 clientes livres, e estamos presentes em 26 escritórios e bases operacionais no Brasil.

Aqui na CPFL estudamos detalhadamente o seu negócio e a forma na qual ele consome energia para sugerir a melhor opção de economia e desempenho.

Sua empresa conta com um gestor exclusivo, que cuidará de perto dos seus contratos de energia, assim temos gestão adequada, confiabilidade, transparência, sempre priorizando a sua economia. 

Para migrar para o mercado livre e obter todos os benefícios deste mercado, CLIQUE AQUI e responda algumas perguntas rápidas.

Entenda como funciona a operação de SWAP de Energia

Os consumidores do Mercado Livre têm a oportunidade de negociar melhores condições de compra e venda de energia, de acordo com sua necessidade, podendo realizar SWAP de energia, ou seja, uma operação de troca de energia entre agentes do mercado, com o objetivo principal de obter uma redução nos custos.

Existem diferentes tipos de SWAP disponíveis no mercado de energia. Podemos citar: SWAP de fonte de energia, SWAP de período de contrato, SWAP de volume negociado ou de submercado de entrega.

SWAP de Fonte de Energia

Para a viabilização do SWAP da fonte de energia, é importante considerar as duas classes de perfil de consumidores definidas pelo mercado. O consumidor especial, quepode consumir energia somente de fontes incentivadas e se limita a realizar qualquer troca apenas entre as fontes incentivadas, e o consumidor livre, que possui demanda contratada acima de 1.500 KW eestá apto a consumir e realizar trocas de qualquer fonte, seja ela especial ou convencional.

A alteração contratual da fonte é feita diretamente junto ao fornecedor de energia. Nas situações em que o atual fornecedor não dispõe de outra fonte energética, é possível envolver um terceiro na operação de troca.

SWAP de volume negociado e SWAP de período de contrato

Como o próprio nome destas operações indiciam, a viabilidade de troca de energia é negociada com base em um determinado volume de energia contratado, ou período em que a empresa precisará fazer uma redução no consumo energético.

SWAP de Submercado

Neste tipo de operação, a troca de energia acontece entre as principais usinas de geração energética de diferentes regiões e diferentes consumidores, interligados pelo SIN.

A oportunidade de redução de custos, neste tipo de operação, ocorre devido a cada submercado ter cotações de preços de energia variáveis.

Na prática

Você pode perceber o desconto obtido na aplicação da distribuidora em até 3 ciclos de faturamento, após o mês de referência do desconto na TUSD, a ser concedido ao cliente.

Para entender em qual desses cenários a sua empresa se encontra, entre em contato conosco.

Em janeiro, flexibilização do Mercado Livre avança mais uma etapa

A partir de 1º de janeiro de 2022, consumidores do Mercado Livre com carga igual ou superior a 1.000kW poderão comprar energia elétrica de qualquer fonte no Ambiente de Contratação Livre (ACL), passando a ter um portfólio maior à disposição. Neste momento, a opção ampla de escolha só é permitida aos consumidores com carga igual ou superior a 1.500kW.

A mudança está prevista na Portaria MME nº 465/2019, que estabeleceu cronograma de escalonamento anual para redução dos requisitos mínimos de carga para aquisição de energia não incentivada até o limite de 500kW em 2023. Ao início de cada ano, a “régua” desce, liberando a compra de energia de todas as fontes à mais consumidores já presentes no Ambiente de Contratação Livre.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a flexibilização visa tornar o mercado de energia brasileiro mais competitivo e alinhado com os padrões internacionais, nos quais o consumidor tem maior liberdade de escolha.

A mesma Portaria prevê que até 31 de janeiro de 2022, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) devem apresentar um estudo sobre as medidas regulatórias consideradas necessárias para permitir a abertura do Mercado Livre para consumidores com carga inferior a 500 kW, com proposta de cronograma tendo início em janeiro de 2024. Em detrimento dessa redação, a CCEE divulgou, no dia 23 de novembro, a Nota Técnica “Proposta conceitual para Abertura de Mercado” que contêm a primeira parte do estudo sobre abertura de mercado.

Em resumo a nota técnica apresentou as seguintes propostas:

Para conferir a nota oficial completa, clique aqui.

Fique atento e acompanhe nossas publicações para saber mais sobre o estudo e as novidades em relação a abertura do Mercado Livre de Energia.

8 dúvidas sobre o mercado livre de energia

O Mercado Livre de Energia oferece muitas vantagens para os consumidores e a principal delas é a economia. Diante do cenário que encontramos com o valor da tarifa regulada cada vez mais cara, a migração para o mercado livre se torna uma solução lucrativa para as empresas.

No entanto, este ambiente possui algumas diferenças quando comparado à forma tradicional de adquirir energia elétrica (mercado regulado) e é comum que dúvidas surjam para quem está estudando essa possibilidade.

Por isso, selecionamos as 8 dúvidas mais frequentes que recebemos de nossos clientes e vamos respondê-las aqui.

1. O que é o mercado livre de energia?

O mercado livre de energia é o ambiente onde empresas podem negociar livremente as condições de compra de energia elétrica direto com os fornecedores de energia.

Assim, você pode escolher as melhores condições para a realidade da sua empresa (preço, tempo de contrato, volume de energia e até a fonte de energia).

2. Quem pode migrar para o mercado livre de energia?

De acordo com a regulação brasileira, para aderir ao mercado livre é preciso:

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3. Demandas menores de 500 kW podem migrar?

Sim. É possível unir diferentes unidades para atingir a demanda mínima e realizar o processo de migração, realizando o que chamamos de Comunhão de Cargas. Isso pode ser feito de duas formas:

Quer saber mais? Acesse nosso artigo sobre como unir unidades para migrar ao mercado livre.

4. Como faço para migrar para o mercado livre de energia?

O processo de migração pode levar de 6 meses a 1 ano, englobando todas as etapas documentais e técnicas, fase de instalação e adequação dos sistemas de medição. Por isso, sempre indicamos tomar essa decisão o quanto antes.

Para que ocorra a migração, é preciso rescindir o contrato de compra de energia com a distribuidora local. O prazo do contrato deve ser respeitado ou será cobrado uma multa por antecipação da rescisão, em alguns casos o pagamento desta é viável quando comparamos a economia que o mercado livre irá trazer para o seu negócio.

Os passos seguintes envolvem algumas etapas, como ajustes de medição, cadastro da CCEE e abertura de conta específica no banco Bradesco.

Mas pode ficar tranquilo!

A CPFL Soluções te ajuda a migrar para o Mercado Livre de Energia com segurança. Ao escolher migrar com o auxílio da CPFL soluções, você conta com o suporte de uma consultoria especializada no processo de migração tornando tudo mais prático e seguro.

Faça um estudo de viabilidade com a CPFL Soluções e entenda as vantagens para a sua empresa, clicando aqui.

5. Como funciona o horário de ponta no mercado livre de energia?

No mercado livre de energia não há tarifas diferentes entre horários de ponta e fora ponta.

Isso ocorre porque você comprará o montante de energia antecipadamente com o fornecedor e pagará um preço único, pré-definido na negociação.

Aliás, o que existe é a valoração horária da energia pelo PLD, assim será avaliado o perfil de consumo da sua empresa e isso é levado em consideração no processo de negociação da energia e nas liquidações financeiras.

Por isso, sempre indicamos firmar contratos de longo prazo para garantir o bom preço por mais tempo.

6. Migrando para o mercado livre corro o risco de ficar sem energia?

O risco de queda de energia é o mesmo estando no mercado regulado ou no mercado livre.

Isso ocorre, porque ao migrar para o mercado livre de energia, a distribuidora continua entregando a energia da mesma forma. Inclusive, o transporte da energia continua sendo pago para a distribuidora.

Fisicamente você recebe a mesma energia. A diferença é contratual, onde no balanço geral a energia consumida e registrada no medidor será a contabilizada.

7. As bandeiras tarifárias influenciam no mercado livre de energia?

No mercado livre de energia você está livre das variações de preço impostas pelas bandeiras tarifárias.

O que existe, quando há necessidades não programadas no sistema, é a cobrança de ESS – Encargos de Serviço do Sistema. Estes valores são pagos por todos agentes (consumidores) com medição de consumo registrada na CCEE, na proporção de seu consumo.

8. Quais os benefícios do mercado livre de energia?

O principal benefício é a redução de custos, mas além disso, este ambiente permite que condições como o tipo de energia, quantidade e duração do contrato sejam negociados de acordo com as necessidades da sua empresa.

E o melhor de tudo é que você também possui poder de decisão, visto que pode escolher seu fornecedor e o tipo de energia que consumirá considerando a segurança contratual, pois todos os contratos são registrados na CCEE (Câmera de Comercialização de Energia Elétrica).

Assim, os principais benefícios das empresas que migram para o mercado livre de energia são:

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Com isso, nossos especialistas vão realizar um estudo de viabilidade gratuito para a sua empresa, e entrarão em contato para apresentar uma proposta personalizada de acordo com a sua necessidade. 

Entenda como unir unidades para migrar para o mercado livre de energia

O mercado livre de energia oferece muitos benefícios para as empresas, como previsibilidade de custos, poder de escolha e economia com energia elétrica. Apesar do interesse crescente, o acesso a essa alternativa ainda possui algumas restrições, como a necessidade de o consumidor estar conectado em média ou alta tensão e ter uma demanda mínima de 500 kW.

OBS.: Lembre-se que a demanda é medida em unidade de potência (kW), não se trata do consumo de energia em kWh/mês.

Mas você sabia que essa demanda mínima de consumo de energia para realizar a migração não precisa ser somente de uma única unidade consumidora?

Isso mesmo, você pode unir várias unidades para atingir a demanda mínima e realizar o processo de migração, realizando a chamada de Comunhão de Cargas.

O que é comunhão de cargas?

A comunhão de cargas é um procedimento que permite que diversas unidades consumidoras possam somar suas demandas, atingindo o limite mínimo para migrar ao mercado livre de energia e se tornar um consumidor especial, onde todas são atendidas em um único contrato.

Essa é uma alternativa viável para indústrias e empresas de pequeno e médio porte, que não possuem demanda individual suficiente para a migração ao ACL (Ambiente de Contratação Livre), porém há alguns requisitos que devem ser atendidos para que essa manobra possa ser realizada, conforme explicaremos a seguir.

Para entender melhor quais empresas podem se beneficiar desse artifício, é importante saber que existem dois tipos de comunhão de cargas: Comunhão de Direito e Comunhão de Fato.

Comunhão de Direito

A comunhão de direito consiste na união de unidades consumidoras de um mesmo grupo empresarial, ou seja, com a mesma raiz de CNPJ.

Para realizar a comunhão, todas as unidades devem estar situadas no mesmo submercado (Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste ou Norte), mas, não precisam estar localizadas próximas umas das outras.

Esta opção é muito utilizada por empresas com sede/matriz e filiais em locais distintos.

Por exemplo: considere uma indústria com sede na cidade de Florianópolis e possui mais duas filiais, uma na cidade Londrina (PR) e outra na cidade de Passo Fundo (RS), cada uma em um estado diferente. Todas estão localizadas no submercado e região Sul.

A indústria da cidade de Florianópolis tem demanda de 250 kW, a de Londrina possui demanda de 100 kW e a indústria da cidade de Passo Fundo tem demanda de 150 kW. Ou seja, um total de 500 kW.

Como essas unidades têm a mesma raiz de CNPJ, elas podem somar suas demandas para atingir a carga mínima e assim migrar para o mercado livre de energia.

Mas tem um ponto importante: para que ocorra a comunhão de cargas, a demanda contrata mínima de cada Unidade Consumidora deve ser de 30 kW.

Comunhão de Fato

A comunhão de fato acontece quando há unidades consumidoras localizadas em áreas contíguas, ou seja, unidades que são vizinhas. Essas unidades não precisam estar na mesma titularidade, como é o caso da Comunhão de Direito, mas não podem ser separadas por vias públicas.

Estas unidades consumidoras vizinhas podem agregar suas cargas para atingir o nível de demanda para 500 kW exigidos para se tornar um consumidor especial.

Por exemplo: Uma área industrial tem 3 indústrias que querem migrar para o Mercado Livre (figura a seguir).

Neste caso, as indústrias A e B podem realizar uma Comunhão de Fato por totalizarem demanda maior de 500 kW e não estarem separadas por vias públicas.

Já a indústria C, apesar de próxima, fica impossibilitada de fazer parte da comunhão de cargas com as demais, justamente por apresentar uma separação com uma via pública.

Sempre lembrando que a demanda contratada mínima de cada UC deve ser de 30 kW.

Outro ponto de atenção nesse processo, é que a comunhão de cargas é estabelecida em um único contrato, mesmo contendo empresas com CNPJs diferentes.

Por isso, é importante que essas indústrias procurem o auxílio de uma empresa especializada em energia com forte atuação no mercado livre para evitar contratempos.

Migre para o Mercado Livre de Energia por meio da comunhão de cargas com a CPFL Soluções

Entrar no Ambiente de Contratação Livre trará muitos benefícios para o seu negócio. A adesão permite transformações significativas e capazes de gerar economia, proporcionando uma maior competitividade para sua empresa.

O processo de migração requer atenção devido à sua complexidade, necessitando assim, ajuda de especialistas.

CPFL Soluções, conta com uma equipe com mais de 16 anos de experiência, que vai te auxiliar desde o primeiro passo, que envolve a apresentação dos estudos e análise de viabilidade, até o processo de migração para o mercado livre de energia junto à CCEE.

Para saber se sua empresa está apta a migrar para o mercado livre e obter todos os benefícios deste mercado, CLIQUE AQUI e responda algumas perguntas rápidas.

Escolha migrar para o Mercado livre de Energia, com o apoio de uma empresa especializada em energia que transforma negócios, atuando junto ao seu time, garantindo eficiência e segurança em todas as etapas do processo, ou seja, antes, durante e pós-migração.

Minha empresa não se encaixa à um único tipo de contratação energética! E agora?

Se a sua empresa se encaixa neste cenário, fique tranquilo, queremos te mostrar neste artigo o cenário de empresas que optam por múltiplos modelos de contratação para atender a demanda de energia consumida.

Como explicamos em outros momentos, o tipo de contratação que melhor atenderá uma organização vai depender de diversos fatores, os quais você pode se aprofundar clicando aqui. Agora, para entender como funciona e quais as vantagens na prática de uma contratação tanto em ML, quanto GD, contaremos abaixo o caso do nosso cliente CADEG (RJ).

Vinte e quatro horas por dia. Sete dias na semana. Assim funciona o Mercado Municipal do Rio de Janeiro, onde 6 mil pessoas trabalham em mais de 600 lojas e 104 salas comerciais. O crescimento do centro de abastecimento, no entanto, era limitado pela sua subestação principal. “O sistema não aguentava a sobrecarga e desarmava o CADEG inteiro”, lembra Marcelo Penna Soares, Diretor-Presidente do mercado público.

O problema foi resolvido em parceria com a CPFL Soluções, combinando uma gama de soluções integradas em energia, que vão desde a geração de energia solar, autoprodução e O&M até a gestão de energia, Mercado Livre e telemetria, trazendo assim mais economia, segurança e eficiência energética para os condôminos e para o negócio como um todo.

Para acabar com as falhas periódicas do fornecimento e também evitar o reajuste tarifário, A solução inicial foi o desenvolvimento de um projeto para geração de energia elétrica por meio de geradores a gás natural. Em acréscimo a isso, foi viabilizado sistema fotovoltaico que se tornou o maior projeto de energia solar para mercados públicos do mundo, com 5 mil placas no telhado e uma estrutura para fechamento das docas.

Hoje, as telhas do CADEG são as próprias placas, o que permite produzir energia e, ao mesmo tempo, criar uma proteção térmica para quem trabalha e circula pelo Mercado Municipal.

As soluções combinadas geraram redução média em torno de R$ 150 mil na fatura mensal de energia, conforme explica Flávio de Souza Diretor Comercial de Soluções Energéticas. “É uma parceria de longo prazo com problema zero de falta de energia”, resume Marcelo Penna Soares, Diretor-Presidente do CADEG.

O exemplo do Mercado Municipal carioca pode ser um reflexo da sua empresa, e por isso te convidamos neste momento a entrar em contato com nossa equipe de gestores que estão preparados para analisar cada detalhe das suas necessidades, e assim, encontrar a melhor solução para o seu sucesso.