No valor da conta de luz que pagamos a cada mês estão contidos os custos de geração, transmissão e distribuição da energia elétrica, além de tributos federais, estaduais e municipais, como PIS/PASEP, COFINS, ICMS e a contribuição conhecida como CIP ou COSIP.

O valor final, também considera encargos setoriais previstos em lei. “Um deles é a Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, que tem como principal objetivo custear os subsídios concedidos a determinados consumidores por força de Lei, como por exemplo os consumidores das classes rural, residencial de baixa renda, dentre outros”, explicou Márcio Roberto, Gerente de Regulação Econômica da CPFL Energia, durante o episódio 2 do podcast CPFL Soluções: C LIGA.

A tarifa de energia, ou seja, o preço cobrado (em R$) por unidade de energia (kWh), considera os custos envolvidos desde a geração até a disponibilização aos consumidores. No mercado cativo, seu valor é definido pela ANEEL. Por se tratar de um bem essencial, não pagamos somente pelo consumo da energia elétrica, mas também por sua disponibilidade 24 horas diárias, todos os dias do ano.

Considerando todos esses fatores, o valor é calculado pela diferença entre a leitura do mês atual e a registrada no mês anterior, em um conta na qual o KWh é a base de medida.

Somente 20% a 25% do valor total da conta fica com a distribuidora. O restante é repassado aos demais agentes da cadeia, aos órgãos administradores dos encargos setoriais e aos Governos Federal, Estadual e Municipal. Impostos e tributos representam a maior fatia, em torno de 40% a 45% do preço final pago pelo consumidor.

Variação de preço

Embora a matriz energética brasileira seja predominantemente hídrica – uma das fontes energéticas de menor custo em relação às demais – estamos sujeitos a variações climáticas que podem elevar o custo de geração, conforme explica Márcio Roberto, Gerente de Regulação Econômica da CPFL Energia. “Num cenário de escassez hídrica, de pouca chuva, a geração hidrelétrica é reduzida – a água é ‘estocada’ nos reservatórios das usinas para a geração de energia num momento mais crítico – ao passo que a geração termoelétrica é ampliada, ocasionando custos muito maiores por utilizar carvão ou óleo combustível como insumos”, detalha o especialista.

Desde 2015 existe no Brasil o mecanismo de bandeiras tarifárias, cuja função é sinalizar ao consumidor a variação de preço observada na geração de energia, de acordo com fatores como o período do ano, a disponibilidade hídrica de momento e a incidência de chuvas. O valor sofre acréscimos sempre que a bandeira sai do verde, indicando que as condições não são as mais favoráveis para geração de energia.

Quer saber outras informações sobre as tarifas de energia? Ouça agora mesmo o episódio 2 do C LIGA – O SEU PODCAST SOBRE ENERGIA NA POTÊNCIA MÁXIMA

Além de Márcio Roberto, Gerente de Regulação Econômica da CPFL Energia, a conversa reuniu também Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia.  O bate-papo repleto de informações importantes foi comandado por Marcia Mantovani, Gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da CPFL Energia. C liga!

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